Director: Lázaro Manhiça

Sigarowane: Cabritos - Djenguenyenye Ndlovu

 

FAZ tempo, já não são vistos cabritos idos de Macopene para apascentarem na rotunda, igualmente nosso supermercado, embora por enquanto se fique apenas pelos vegetais e legumes, comércio de recargas e outros serviços ligados àc omunicação, incluindo de transações financeiras. Tão de repente deixaram de ser vistos cabritos a trote subindo ou descendo na estrada que vai dar à prainha, onde até já se realizam eventos, não se sabendo, no entanto, se a estrutura local tem ganhos com a ocupação do espaço, tão somente para garantir a limpeza do local.

Os cabritos desapareceram da circulação, se o passaram a fazer pelos canos, daqui ou de acolá, também não é sabido, senão a determinado nível.

Vítimas covidais! os serviços veterinários nunca falaram em tal. De modo que fora de equação, pelo menos até lá.

A descer, da rotunda em direcção ao real Macopene, há coisas interessantes como, por exemplo, formas para arrumar um marido. Portanto,i nteressadas podem experimentar também esta via. Aliás, têm a vantagem de ali mesmo poder escolher o “look” do tal marido. Mesmo ao lado, uma barbearia e então o corte de barba à sua escolha menina. São serviços de recente instalação e de custos bastante suaves, mas que nada ficam a dever  aos dos grandes salões em lugares chiques.

Há gente de outra fina que a eles recorre, diz-se no bairro, onde há muitos que estão na estrada desde o nascer ao por do sol. São rapazes porreiros à espera de um bico qualquer. Tem se lá de pedreiros passando por canalizadores a electricistas e carpinteiros. São serviços de qualidade, pois não se ouvem reclamações dos que os solicitam e não são poucas as solicitações.

Então é um mercado, este, em Macopene.

Não precisam ir buscar lá longe. Aí perto pode se encontrar todo tipo de especialidade, embora lhes falte o registo/cadastro da edilidade.

Depois é o encanto daquelas amorosas crianças que logo pela manhã brincam na vala feita muro. As mais crescidinhas com outras às costas, no colo, naquele abraço de fazer deitar lágrimas de alegria, de sorrir, de libertar a alma. Enfim, os amores da estrada que vai dar à prainha.

Há por aqui, nesta estrada, outros encantos; o ar jovial dos últimos da Escola de Pesca. Houve um despertar. Das oficinas já se ouve o roncar das máquinas de serralharia e da carpintaria, julga-se. Da estrada já se vê o parque oficinal, aliás, há dias foi recolocada a placa de sinalização das oficinas há muito desaparecida. Algumas coisas ainda por fazer, por reparar e a limpeza dos solos que nalguns pontos já está muito acima do tornozelo, mas… bom, tinha que se começar de algum lado.

E está bom e a ficar bonito.

E depois, subindo pela estrada que vai dar à Segurança Social, é aquela música… música não é bem assim, mas aquelas mamanas cantando as suas couves, alfaces, cacanas nas suas descidas a Macopene com fardos na cabeça. E isto é o dia-a-dia daquelas filhas de mulheres e homens para a felicidade de outras filhas de mulheres e homens no seu dia-a-dia também. Ou então uma menina, de seus cinco anitos, crê-se, com um enorme plástico cheio de pães e umas bonecas com que se vai divertindo enquanto não chega comprador, ali por debaixo de uma sombra ao lado do portão da casa dela. Acontece serem mais do que duas, certamente amigas vizinhas. Depois uns rapazotes em toques de bola na estrada feita campo. Mas também raramente passa carro por ali. E depois será o que contar em adolescentes e mais e mais.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction