Director: Lázaro Manhiça

LIMPOPO: Maivene do romântico Chitlhango(Conclusão) - César Langa(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

AO contrário do que, eventualmente, poderia ter deixado transparecer, Maivene não é apenas pertença da dinastia Chitlhango. Há muitas outras famílias nativas cujos membros, à semelhança de Sérgio Chitlhango, podiam muito bem tornar esta localidade pertencente ao posto administrativo de Malehice mais próxima, tanto da vista, quanto de corações. Digo isto porque há outras aldeias circunvizinhas de Maivene que mantêm alguma chama, devido ao contacto frequente com os seus “filhos”, ainda que residam noutras paragens, por força dos compromissos profissionais, ou outras razões ligadas à sobrevivência.

Para o caso de Maivene, quero acreditar que Salomão Muiambo, chefe da Redacção deste prestigiado diário, podia dar o seu contributo, tal como “morre de amores” por Infulene, ou mesmo por outras latitudes, como um dia me revelou ser fã de Moscovo, mas neste caso, como destino turístico. Peço-lhe, desde já, as minhas sinceras desculpas, por invasão à sua privacidade, mas o facto é que, acho que podia falar um pouco mais de Maivene do que o faz, por exemplo, em relação a Malehice. Uma vez mais, chefe Muia, peço perdão por invadir a “sua parte”.

Registei, com muita alegria, como é que a aldeia 4º Congresso (Mabunganine), vizinha de Maivene, ficou electrificada. Tudo começou por iniciativa de alguns naturais (românticos) desta aldeia, residentes noutras cidades moçambicanas, com particular realce para a cidade de Maputo, que, contrariados com o convívio com a escuridão, decidiram derivar uma linha, a partir da estrada que vai até à vila de Mandlakazi, para o interior da aldeia e montaram um posto de transformação, que leva energia eléctrica da rede nacional para vários consumidores.

Através da mesma iniciativa, o bairro Getsêmane (os locais pronunciam Guetsemani), que é também conhecido por 6º bairro de Mabunganine, igualmente ganhou energia eléctrica da rede nacional, o que facilita o provimento de outros serviços, como o fornecimento do precioso líquido, com a construção de sistemas de abastecimento de água. O mesmo acontece com Mabandlane, o 5º bairro de Mabunganine, que, pela sua localização (perto da estrada de Mandlakazi), também já beneficia de água e energia eléctrica da rede nacional, graças, em grande medida, ao romantismo de alguns dos seus nativos, como Sérgio Chitlhango, em Maivene.

Ficaria feliz se um dia, Moisés Mabunda e outros nativos de Chipadja, localidade também vizinha de Maivene, brindassem a sua zona de origem com convívio e implantação de algumas infra-estruturas vitais, como o fez Renato Matusse, em Muzingane, no distrito de Limpopo. Alguém me perguntaria, por exemplo, o que temos feito do “nosso” Chilumbele, no distrito de Chongoene, no posto administrativo de Madzucane e responderia que o falecido Eugénio Chambule e o músico Mr. Bow já deram o pontapé de saída. Jeremias Langa patrocinou o plantio de árvores em algumas escolas primárias locais. Actualmente, já é possível produzir hortícolas nesta zona antes considerada de terra árida. A população local já bebe água potável, graças a esta parceria público-privado, com alguma filantropia de permeio.

Afinal, pelas nossas origens, vale a pena sermos românticos e jogarmos limpo(po).

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction