Director: Lázaro Manhiça

TIMBILANDO: Vencendo o AVC - Alfredo Dacala

O ANO de 2019 não terminou para mim da melhor maneira. Parecia o prenúncio de algo grave que estava a caminho da minha vida, o AVC, que depois me acometeu, e para o mundo, a pandemia, ou o pandemónio ou o pam-pam, daCovid 19, segundo o artista Roberto Chitsondzo.

No mês de Setembro desse ano, salvo erro, como a Redacção fazia sempre, tinha convidado o Dr. Damasceno, conhecido cardiologista do HCM, para nos falar dos cuidados a ter com o nosso coração e fugindo do que geralmente acontece com as pessoas, que é o sedentarismo. Este mundo, dizia o médico, está cheio de gente que está quase sempre sentada. Não faz exercícios físicos, não se mexe. A palestra correu lindamente e foi bastante concorrida.

Foram levantadas várias questões, às quais o Dr. Damasceno foi dando respostas. Recomendava o médico que os que não faziam exercícios físicos tinham que pensar no assunto. Tinham que pensar, seriamente, no problema do consumo de comida com muito sal e outras recomendações deixadas pelo médico à plateia constituída, geralmente, por jornalistas do “Noticias” e outros seus convidados.

Pensando em mim recordava que, geralmente, fazia exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana, sobretudo, nos tempos em que estava a frequentar o meu mestrado em Ciências de Educação, vertente do Desenvolvimento Curricular e Instrucional,  na UEM, em 2005/2007 que corria nas manhãs às 2 as, 4 as e 6as feiras  das 4.30 às 6-30 horas, partindo do prédio Invicta,  zona do Hospital Central, onde vivia, até à zona da Praia da Costa do Sol.

Esse hábito bom foi-se perdendo quando regressei ao meu antigo emprego de jornalista, no “Noticias” e à minha casa, no bairro Zona Verde, no ano de 2008. Com as funções que tinha, só passei a fazer exercícios físicos quando calhava e sempre dizia aos que me rodeavam, “que agora ando sem tempo”.

Uma das coisas que o Dr, Damasceno alertou às pessoas de famílias com histórico de AVC, (Acidente Vascular Cerebral) é que elas também corriam o risco de apanhar a doença. Além de eu não conhecer o meu estado de ser um hipertenso, tinha desleixado o facto de que a minha mãe tinha morrido de AVC no próprio dia dos seus anos, a 3 de Julho, em 1997, quando completava exactamente 60 anos de idade.

O facto de não mais fazer exercícios físicos, ser hipertenso e não fazer qualquer controle de coração na Cardiologia, veio a ser fatal nos finais de 2019. Apanhei um AVC nos princípios de Dezembro de 2019. Era um domingo, recordo-me, e eu trabalhava nesse domingo. Fui habitualmente ao jornal naquele domingo. Era um dia quente, como são quentes os dias em Dezembro.

Recordo-me que antes do AVC, ai em Novembro de 2019, em pleno dia de trabalho, eu tinha vivido uma situação de ver a minha perna esquerda inchar-se de repente. Sai do serviço e me dirigi a custo à clínica Cruz Azul, uma vez que tinha estacionado ali perto o meu carro. Fui pedir ali às enfermeiras para que medissem a minha pressão arterial. Elas ficaram assustadas com o nível da pressão arterial e aconselharam a procurar um médico.

Consegui arrastar-me para chegar à casa. Dia seguinte, marquei uma consulta de Cardiologia no HCM. Duas semanas depois de me tratar, parecia estar já  a  estabilizar-me. Já fazia controle da pressão arterial e ao princípio da noite, quando saia do serviço tinha decidido fazer caminhadas de 30 a 45 minutos.

Afinal já era tarde demais. No referido domingo dos princípios de Dezembro de 2019, acabei o meu dia de trabalho e fui-me despedir do director Júlio Manjate que estava a fechar o jornal. Sentia o meu corpo pesado, facto que o atribuía ao intenso calor. Meti-me no carro e fui dirigindo para casa. Eram por ai, 16,30 horas. Chegado à paragem de autocarro na zona do Benfica, actual George Dimitrov, estacionei a viatura, pois, queria comprar algo numa loja que estava aberta.

Dirigi-me à loja, mas sentia as minhas pernas a tropeçar e eu tinha movimentos que pareciam duma pessoa embriagada. Comprei as coisas que queria e voltei aos tropeços, caminhando para o veículo. Felizmente consegui conduzir até chegar à casa.

Disse à minha esposa que me sentia algo cansado e desejava ir descansar. Fui dormir. E quando acordei na manhã seguinte sentia que o lado direito do corpo, a mão e o pé já não mexiam como dantes e tinha umas dores atrozes desse lado. Tinha apanhado durante a noite um AVC.

Logo ao acordar, liguei ao director a informar do meu estado e dirigi-me ao HCM onde fiquei de baixa cerca de cinco dias.   

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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