Director: Lázaro Manhiça

DIALOGANDO: Que haja transparência na atribuição de bolsas de estudo (MOUZINHO DE ALBUQUERQUE)

 

PARTINDO-SE da leitura e compreensão sobre a criação da Agência do Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), geraram-se expectativas generalizadas, particularmente nas províncias que a agência abrange, nomeadamente Cabo Delgado, Niassa e Nampula, sobre a promoção, de facto, do desenvolvimento regional e consequente redução dos propalados desequilíbrios regionais de crescimento em Moçambique.

Aliás, do que acompanhamos e que continua pensamento comum é que o surgimento daquela agência é na perspectiva da adopção de políticas correctivas das tendências aglomerativas da actividade económica e outras, de determinadas regiões do país, em detrimento das outras.

E porque de facto o desenvolvimento e aplicação de programas de promoção do desenvolvimento em diversas áreas, através daquele tipo de agências, devem estar também baseados em resultados de investigações científicas realizadas em cada realidade por pessoas instruídas nas academias e outras instituições de ensino, a ADIN e o Instituto de Bolsas de Estudo (IBE) assinaram, há dias, um memorando de entendimento para a formação de jovens da região norte do país.

Se bem que pode ter sido tarde que os estudantes do Norte tenham uma oportunidade daquela dimensão, no que a concessão de bolsas de estudos diz respeito, mas o que pensamos ser fundamental é que isso se traduza na política do Executivo, na redução das disparidades existentes também na formação de quadros dentro do território nacional.

Pode não ser, igualmente, um pensamento generalizado, mas o memorando transparece constituir uma resposta crítica às discrepâncias notáveis em termos de existência de poucos quadros qualificados na região Norte de Moçambique, devido, em parte, à falta de oportunidades de formação para os estudantes da região, não só no país, como noutros quadrantes do mundo.

Todavia, segundo alguns analistas, o memorando pode traduzir o início do combate prático, dessas discrepâncias, como está dito, há muito precisamos de corrigir, não só no capítulo referente à formação, como nas esferas sociais e económicas. 

Na realidade, o desenvolvimento integrado e aplicação de projectos da Agência do Desenvolvimento do Integrado do Norte devem estar ajustado às diferentes especificidades existentes em cada uma daquelas províncias, adequando, assim, a intervenção à realidade local, porém, isso requer quadros formados, porque o contrário pode ser uma ilusão da redução das assimetrias regionais a partir da criação de agências de desenvolvimento integrado de regiões no país, daí que essas bolsas representam um grande passo que vai estimular esse desenvolvimento, não só naquela zona, como noutras desta grande nação.

Ainda bem que o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Novagara, disse que o memorando visa o estabelecimento de condições para a promoção de formação do capital humano moçambicano, através de bolsas de estudo.

E porque somos todos moçambicanos é preciso que, tendo em consideração este aspecto, a formação de quadros decorra ou seja feita sempre na perspectiva de que a política do executivo, nessa matéria (formação), deve contribuir no desenvolvimento equilibrado e sustentável de todo o país, rumo à consolidação da unidade nacional.

E por comentarmos sobre as bolsas de estudo, é importante dizer que resgatar a memória histórica na sua concessão seguida no período pós-independência nacional, resulta imprescindível, para a atribuição transparente, claro, através de concursos, aos estudantes moçambicanos, não somente por parte do Instituto de Bolsas de Estudo, como de ouras instituições.

 Falamos de transparência na perspectiva de que na atribuição dessas bolsas se deveolhar, primeiro, o país como um todo, isto é, sem que se estimule desconfiança,tribalismo,  regionalismo, localismo e compadrio.

Ou melhor dizendo, a formação de um macua no estrangeiro deve significar um grande ganho para o país, tal como a formação de um machangana, maronga, maconde, sena daí em diante.

 

Até porque um dia alguém disse que tendo em conta o seu modo particular de analisar as coisas, havia de sugerir que, por exemplo, o IBE divulgasse os nomes e naturalidade de todos os bolseiros que se encontram a estudar no estrangeiro, para provar a transparência desse processo, aliás, dissipar equívocos ou mal-entendidos que existem, pelo menos cá na capital do Norte em relação à atribuição e gestão dessas bolsas.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction