Director: Júlio Manjate

ACENTO TÓNICO: Direitos de imagem (Júlio Manjate-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

HÁ dias escrevi, nesta coluna, sobre um promo que vi passar num dos canais televisivos da praça, que associava a imagem da Escola Secundária Francisco Manyanga a um ritual que certa igreja estaria a preparar para "abençoar" os alunos, em véspera da abertura do ano lectivo.

Fique claro que a minha indignação não é com as bênçãos que se prometiam (as pessoas são  livres de acreditar ou não), e sim com aquilo que me parece ser um grosseiro disparate e uma flagrante falta de ética.

Depois de ver aquilo fiquei a imaginar o que fariam os mentores daquele promo se a imagem de um dos templos da sua igreja aparecesse na imprensa, associada, por exemplo, à venda e consumo de bebidas alcoólicas ou a qualquer outro desses vícios mundanos! Imagino algo simples como publicitar num canal de rádio ou de televisão, uma dessas tascas que nascem como cogumelos na nossa cidade, usando a imagem da igreja X ou Y como ponto de referência!

Conhecendo a tendência puritana das nossas lideranças religiosas, estou certo que não deixariam a coisa barata, no que pessoalmente lhes daria toda a razão do mundo. 

Pena que tanto o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano como a Direcção da “Manyanga”  não tenham vindo a público exercitar o seu direito à  indignação  pelo uso abusivo, ilegal e indecoroso da imagem de uma escola, para publicitar eventos que nada têm  a ver com a vocação da instituição.

Creio que é o mínimo que devia ter acontecido, até mesmo para chamar atenção de outras igrejas e organizações afins, sobre a necessidade de se lembrarem sempre dos limites que assistem o exercício  das suas liberdades.

Há dias, a HCB não deixou o assunto mole para uma igreja que, embalada na falta de ética, explorou a imagem da emblemática barragem de Cahora Bassa, para promover um ritual que nada tem a ver com a normal utilidade da água retida na albufeira.

Através  de um comunicado distribuído à comunicação social, a HCB, manifestou publicamente o seu desconforto com a atitude daquela igreja, e saiu em defesa do seu património que, em última análise, é património de todos os moçambicanos.

Provavelmente as autoridades de Educação tenham achado normal a exploração da imagem da escola para aquele fim, como eventualmente a igreja em causa fê-lo na maior inocência,  a ponto de, volvidos alguns dias, ter tentado usar a imagem de uma outra entidade com objectivos similares.

O que eu defendo é que se devem disciplinar estas práticas. Tanto as igrejas como quaisquer outras organizações ou pessoas singulares, devem ter a noção dos limites que têm para o usufruto dos seus direitos, mesmo quando esteja em jogo um património público.

Do mesmo jeito que apregoam, reconhecem e defendem os direitos do autor, as agências de publicidade, produtores, canais de rádio e televisão e pessoas singulares, devem respeito aos direitos de imagem, sobretudo nesta época em que o desenvolvimento tecnológico permite um maior atrevimento no que à produção e disseminação de informação diz respeito.

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