Director: Júlio Manjate

PERCEPCOES: Obrigado Dr. Damasceno  (Salomao Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

  

NINGUÉM me outorgou o direito de agradecer ao Professor Dr. Albertino Damasceno, cardiologista de reconhecido mérito, pela “aula de sapiência” proferida esta semana em sede do matutino “Notícias”, versando sobre os problemas de saúde, na vertente doenças cardiovasculares.

Faço-o a título individual, porém, seguro de que todos os colegas presentes à aula se associarão a mim neste agradecimento, pois, cada um colheu um pouco da sabedoria de Damasceno e, acredito, irá ajudar a tantos que não têm a possibilidade de ter pela frente alguém que lhes elucide sobre os cuidados a ter com a saúde, principalmente no que diz respeito à prevenção de doenças cardiovasculares.

Pessoalmente, quando soube que o cardiologista Damasceno visitaria a nossa Redacção para nos falar dos problemas da hipertensão arterial, parei por alguns instantes e pensei se devia ou não estar presente na conversa. Sim, porque tinha a certeza de que ele diria coisas que assustam a qualquer um, sobretudo de idade um pouco avançada como eu.

Por exemplo, antes da aula eu era daqueles que pensava que não valia a pena medir a hipertensão arterial porque se a tivesse isso mudaria, por completo, o meu estilo de vida e, quiçá, a vida deixaria de ter sentido.

Porém, ao longo da conversa com o cardiologista a minha percepção sobre esta doença foi mudando. Comecei a perceber que, de facto, não devemos esperar pelos sintomas da hipertensão para nos apercebermos que ela reside em nós, até porque ela não dá sinais. Assustei-me ainda mais quando, citando estudos, Damasceno disse que pelo menos quatro em cada dez adultos são hipertensos. Ganhei susto, mas muito mais do que isso ganhei a coragem de visitar, logo a seguir à palestra, a farmácia mais próxima para me inteirar do meu estado. O resultado da minha coragem só diz respeito a mim mesmo.

Mas o Dr. Damasceno mostrou-se diferente de muitos médicos que, quando consultados sobre a doença, assustam o paciente. Ora porque não deve comer isto e aquilo, ora porque não deve beber isto ou aquilo, enfim, uma série de recomendações que põem o paciente a passar fome e sede por nada poder comer e nada poder beber. Peremptório, Damasceno disse que nada era proibido e que o essencial era o controlo de tudo o que comemos e de tudo o que bebemos. Vincou que a vida tem de ter algum prazer e para esse prazer é preciso ter uma alimentação saudável: comer frutas e vegetais, comer menos fritos, menos carnes vermelhas, mais peixe e mais carnes brancas e evitar salgados.

Ciente de que o álcool é factor de risco, Albertino Damasceno disse que um copo de vinho à refeição ou uma cerveja não fazem mal à saúde.

Mas não deixou de dar recado aos jovens que de segunda à sexta-feira observam a “lei seca” que é quebrada ao fim-de-semana. É que na sua componente lúdica, os jovens perdem-se em loucos devaneios, consumindo abusivamente bebidas alcoólicas, o que é prejudicial para a sua saúde. E o resultado disso é que à segunda-feira não rendem nos seus postos de trabalho por causa da “babalaza” que só começa a dissipar-se à terça-feira. E os riscos da hipertensão para esta juventude ficam cada vez mais expostos. Oxalá, Dr. Damasceno, a juventude presente na sessão tenha “capturado” um pouco destes ensinamentos, a bem da sua própria saúde.

O cardiologista disse-nos que, na verdade, ninguém morre de tensão arterial, mas sim das suas consequências que se manifestam em forma de insuficiência renal crónica e Acidente Vascular Cerebral (AVC) que pode ser esquémica ou hemorrágica. Esquémica quando originada pela obstrução das artérias do cérebro e hemorrágica quando provocada pelo rompimento de uma artéria cerebral.

Albertino Damasceno disse-nos que a hipertensão arterial é um padrão que muda sistematicamente no organismo humano, em função da hora, da emoção, do lugar, do acontecimento, enfim. Humoristicamente, explicou-nos que esta doença constitui um clube para o qual é elegível quem reúne requisitos tais como o consumo do tabaco e de bebidas alcoólicas, a colesterol, o sedentarismo e a diabetes. Para nos assustar disse mais ainda, que quem se candidata a este clube jamais se dissocia dele, senão quando for ao Lhanguene.

Depois desta conversa com o Doutor Damasceno começaram a circular na Redacção várias mensagens tais como a prática de exercícios físicos deve ser encarada como um investimento e não como um sacrifício; que mais vale investir na prevenção dos males da saúde do que procurar remediá-los, entre outras que serviram de complemento da lição sabiamente dada pelo cardiologista.

Vou transmitir tudo o que aprendi na aula aos mais carenciados, ou seja, aos que não têm a oportunidade de ter o Dr. Damasceno em sua frente para lhes falar dos problemas da saúde.

O que não entendi, Dr. é por que razão não usa a bata branca, tal como o fazem os médicos em serviço nos mais diversificados hospitais do país. Será mesmo para evitar a chamada hipertensão da bata branca?

Até para semana!

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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