Limpopo: Moçambicanos, vamos viver  todos alegres nas aldeias comunais...  ( César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

ESTOUpronto para que me corrija quem tenha a memória fresca, mas julgo tratar-se de uma passagem da música do conjunto 1.º de Maio, lançada nos anos 80, quando atravessava os seus altos momentos de carreira. Nos mesmos tempos, creio eu, também foi lançada a não menos popular “Verdes Campos” que, para além da sua componente rítmica, transporta consigo uma profunda mensagem, pois a dado momento, surge uma passagem que se refereà importância da planificação. Mas é do convite para as aldeias comunais que me proponho conversar com os meus leitores, nesta terça-feira, como resumo do que me tem sido dado a observar, nos dias que correm.

Recentemente, o Presidente da República esteve de visita à província de Gaza, tal como o fez, sucessivamente a outros pontos daszonasSul, Centro e norte do país. Começou pelo “quilómetro zero” (Gaza), naquilo que considera última “leva” de visitas do fim do primeiro quinquénio da sua governação, procurando saber o que fez, em função do seu manifesto eleitoral, o que falta fazer, por que não foi feito e como ainda se pode fazer.

Entrando pelo distrito de Mapai, onde interagiu com a população local e outra do vizinho Chicualacuala, o Chefe do Estado partiu para o distrito de Chigubo, através de Zinhane, visto estar mais próximo de Mapai, concretamente do posto administrativo de Machaila. No mesmo dia, o Presidente da República orientou um comício, com agenda similar. Deu espaço ao povo para falar das suas inquietações, tal como lhe é característico, nos seus comícios: “entregar o peito às balas”!

De muitas solicitações, entre o alargamento das redes sanitária, de ensino e de abastecimento de água, também não deixam de constar da lista os pedidos de telefonia móvel e da rede nacional de energia eléctrica. Primeiro, comecei por sentir esta inquietação da parte da Governadora que, na qualidade de provedora de serviços (na óptica das populações), sente-se obrigada a encontrar soluções para situações tecnicamente adversas, porque as populações vivem dispersas.

Na localidade de Memo, no distrito de Mandlakazi, quando lhe foi colocada o mesmo pedido e ela ter sugerido a aproximação das populações ao Posto Administrativo de Macuácua, quase lhe arrancavam o couro, porque os nativos preferem permanecer, romanticamente, nos mesmos lugares, onde o vizinho mais próximo dista a mais de dois quilómetro. Mas nem por isso desistiu e convidou a empresa “Maguezitchaputchapu”, para minimizar a situação, com a instalação de painéis solares, em diversos pacotes, de acordo com a capacidade do bolso de cada cidadão.

Em Zinhane, como dizia o Presidente da República,voltou a ser confrontado com o mesmo problema: energia eléctrica da rede nacional, para além da telefonia móvel. Nyusi não quis cair “no erro” de Stella Pinto Zeca e recomendou o recurso às fontes alternativas, concretamente a aderência ao projecto “Maguezitchaputchapu”, pois só desta maneira se pode prover estes serviços às populações dispersas, mas que merecem o tratamento igual ao de outros moçambicanos.

É certo que alguns argumentam terem vivido experiências amargas, nas aldeias comunais, durante o conflito armado que durou 16 anos, mas julgo que os momentos de paz que vivemos, actualmente, podiam ser capitalizados, vivendo próximos uns dos outros, como forma de facilitar a prestação de sérvios por parte dos provedores.

Imaginemos quantos postes de transporte de energia seriam necessários de uma casa para a outra, imediatamente a seguir, que diste a pouco mais de dois quilómetros? Que recursos a Electricidade de Moçambique (EDM) teria de alocar para garantir o fornecimento de energia de qualidade? E qual seria a sua compensação? Questões similares são válidas para a telefonia móvel. Quantas pessoas seriam abrangidas por uma antena? Este número seria capaz de compensar os custos de operação mobilizados para a sua instalação?

“Moçambicanos, vamos viver, todos alegres, nas aldeias comunais...” Lá, tudo se jogaria limpo(po)...

 

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