Director: Júlio Manjate

NUM'VAL PENA: Violência domesticada  (Leonel Abranches)

 

A VIOLENCIA doméstica, todos o sabemos,  é um problema universal que atinge milhares de pessoas, em grande número de vezes de forma silenciosa e dissimuladamente. Todo aquele que se preze por ter casado já terá passado por isso. Violência doméstica, segundo alguns autores, é o resultado de agressão física ao companheiro ou companheira.

Pois então, aí é que emperra o problema. Ficámos convencidos que violência doméstica é só agressão física e quase sempre do homem para a mulher. Vejamos este cenário, verídico. Um grande amigo meu terá um dia desses se atrasado à habitual hora de chegar à casa. Perdeu-se na tertúlia entre amigos e, copo puxa copo,  a hora passou. Meio a cambalear chegou à casa  e à espera dele,  expelindo fogo por todos os poros e ventas, estava a senhora sua esposa. Trancou o homenzinho no quarto e iniciou com uma arruaça verbal sem precedentes. Acusou-o de tudo menos nada: bêbado, vadio e que tinha gasto dinheiro na farra com meninas de conduta duvidosa. Uma hora depois o homenzinho pediu para conversarem  dia seguinte, pois estava claro que não estavam criadas condições emocionais para uma conversa sã e equilibrada. Debalde. A senhora continuou  com o motim verbal. Aquela vozearia própria de mulheres inseguras. Não aguentando mais com a algazarra, o homem fez menção de se levantar para sair do cárcere privado e, num gesto brusco, tentou abrir a porta, do que resultou um encontrão na senhora, que caiu desamparada causando um rombo na zona da testa. Nem mais, a conselho da irmã foi à esquadra mais próxima e algum tempo depois estava o nosso amigo preso acusado de agressão. De nada valeram os seus protestos e justificações. Sobretudo de nada valeu para a zelosa senhora agente da esquadra o facto de o nosso homem ter provado que a queda da mulher fora acidental e não fruto de deliberada acção violenta. E que de facto o violentado fora ele, pois sofreu agressão psicológica, que, às vezes, é tão ou mais prejudicial que a física, e caracterizada por rejeição, depreciação, humilhação e desrespeito. Uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes indeléveis para toda a vida. Um tipo comum de agressão emocional é a que se dá sob a autoria de comportamentos histéricos, como o da senhora esposa do nosso amigo. Mais ainda, o marido foi verbalmente agredido.

Pois bem, a verdade é que um homem inocente ficou preso com delinquentes do pior só porque se tem a falsa ideia de que agressão é bater...numa mulher ntsém!

Haja coração!

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