“OS homens já não sofrem calados, apesar de alguns não quererem aparecer ao público por orgulho. Estão a ganhar coragem, porque quando começamos com esse trabalho nem um homem aparecia, se calhar era por causa do nome da nossa instituição, mas agora como no nome aparece a palavra “Família” o cenário está a mudar”.

As palavras são da chefe do sector de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência no Comando da Polícia da República de Moçambique em Sofala, Odete Ibraimo, em entrevista esta semana a este Jornal.

Pois, o cenário está a mudar. Ou seja, cada vez mais, falar de violência doméstica já não é, tão somente, falar do homem que agride a mulher, mas cada vez mais da mulher que também violenta o homem até com recurso à enxada, como aconteceu recentemente na cidade da Beira.  

Quais seriam as razões objectivas dessa mudança? Eis a questão.

“Os homens já não sofrem calados, apesar de alguns ainda não quererem aparecer ao público por orgulho”, cito “denovamente”, a oficial Odete Ibraimo, tentando ir à busca de alguma resposta a esta questão.

Tipo: as mulheres, regra geral, leia-se, também sempre foram violentas. Andamos toda a vida a proclamar aos “quatro ventos” que os homens é que eram rudes, violentos, carrascos e outras coisas. Qual quê!

Afinal, os homens é que andaram este tempo todo a sofrer calados, apenas por orgulho, até que decidiram “libertar-se” e sair do “cárcer” denunciando as malditas antes que fosse tarde demais! Quem disse que eram o sexo fraco? Quem?

Abro aqui um parênteses para deixar escrito que não pretendo generalizar a situação. Também seria muito imprudente da minha parte. Apenas elaborar à volta das revelações (?) da oficial com referência a esses casos particulares.

Aqui fica, pois, a minha reflexão da semana: Quais serão as razões objectivas que levaram os homens a quebrarem este silêncio passando a denunciar a violência a que afinal têm sido sujeitos pelas mulheres?

Antes de me retirar, porém, gostaria de partilhar aqui um episódio que me foi contado há já algum tempo um pouco para ilustrar os novos ventos que sopram nestas coisas de género.

Conta-se que uma certa empresa era dirigida por uma senhora identificada apenas pelo nome de Suzana.

Estava então, num dado dia, a directora Suzana a orientar uma grande reunião geral dos seus trabalhadores ou colaboradores, como queiramos.

Muitos foram pedindo a palavra para intervirem até que, lá do fundo da sala, um senhor distinto e bem avantajado levanta a mão solicitando também a palavra.

Tendo sido autorizado, o senhor começa logo nestes termos:

- Não julgues que vim aqui para te contradizer, Suzana. Pelo contrário!

Adivinhe-se quem seria este ilustre senhor!

Eliseu Bento

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