De vez em quando: Nova versão de “my love” pode ser solução pragmática (Alfredo Macaringue)

 

 

INFELIZMENTE, o nosso país está a caminhar com bicudos problemas, cuja solução pode estar muito longe. Muitos desses problemas foram criados por oportunistas e lesa-pátrias. Outros ainda por falta de visão. Hoje, por exemplo, temos a cidade de Maputo com enormes dificuldades na área de transporte urbano, e isso não é novidade para ninguém. Apesar dos novos autocarros postos a circular, os problemas persistem. Ainda não somos transportados com dignidade, responsabilidade e segurança.

Mas também acho que há pessoas de boa-fé, no meio disto tudo, que fazem alguma coisa para sairmos da vergonha de sermos transportados como bois. Ainda por cima na cidade e em pleno século XXI. Pode ser que essa gente que tenta fazer algo no ramo dos transportes, esteja a trabalhar para resolver uma situação de emergência. Com a consciência plena de que o seu projecto não é de longa duração. E essa é uma questão a ter-se em conta.

Em relação à nova versão dos “my love”, que serão postos a circular em breve, na cidade de Maputo, a minha opinião é de que eles são oportunos. Mesmo parecendo que estamos a voltar para trás. Aliás, eu acho que não estamos a regredir porque há uma avalanche que deve ser escoada, tanto de pessoas como de mercadoria, do campo para a cidade e da cidade para o campo. É essa que me parece ser a vocação dos actuais “my love”.

Naquelas zonas rurais de Maputo, o sofrimento é grande. E não faz qualquer sentido ficar a espera da construção de uma estrada para alocar-se um transporte confortável, enquanto as pessoas estão a sofrer e pode-se fazer alguma coisa. É importante sim, que se construam as estradas para facilitar a movimentação do campo para a cidade e vice-versa, mas enquanto isso não acontece, vamos pelos paliativos.

Aqui também é chamado o bom senso daqueles que foram nomeados para dirigir o pelouro das construções e transportes. E dos próprios presidentes de município. É importante que se pense no grande Maputo, que está a rebentar pelas costuras. Com estradas construídas para um tempo que não é este. Agora é tempo de se pensar numa nova cidade administrativa, que seria, quanto a mim, a solução. Porque as estradas construídas no tempo colonial, já não servem os fluxos de hoje.

Respeito, porém, os que condenam os actuais “my love”. Eu também acho que merecemos melhor tratamento como seres humanos, mas estamos numa situação em que não podemos continuar a assistir ao sofrimento das pessoas, à espera de novas estradas. É urgente acudir esta situação. As estradas hão-de vir, se os dirigentes indicados trabalharem de facto a pensar no nosso país e não em si próprios. A pensarem na nossa capital. Porque Maputo é cidade de todos os moçambicanos.

Já agora, qual é o nome que se vai dar a esta nova versão dos “my love”? O povo é fértil em imaginação. Em breve teremos um nome e se calhar nessa altura daremos razão ao engenheiro António Matos, da Agência Metropolitana dos Transportes.

A Luta Continua!

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