À Lupa - Liguem a mensagem e não ao mensageiro: LÁZARO MANHIÇA - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Dentre as várias mensagens que o Papa Francisco partilhou, durante a visita que efectuou semana passada ao país, marcou-me, de forma profunda, a que dirigiu aos jovens no encontro inter-religioso, realizado no Pavilhão do Clube dos Desportos da Maxaquene. Refiro-me à mensagem de exortação para a tolerância entre as diferentes religiões existentes no mundo e no país, em particular, no que constituiu uma autêntica aula para estes que os considero líderes religiosos do amanhã.

Esta mensagem veio, quanto a mim, numa altura certa, considerando que a intolerância religiosa parece, infelizmente, estar a ganhar espaço entre nós. Tornou-se comum ouvir em espaços públicos, na nossa sociedade, crentes do mesmo Deus a chamar a si a fé, ou seja, que a fé está na minha igreja, onde a oração é mais forte e a pregação é bem melhor feita que nas noutras. Inclusivamente chamam Deus verdadeiro a si, deixando o povo do mesmo Deus baralhado.

É suposto que as igrejas fossem lugares onde se transmite, entre outros, valores como tolerância à diferença, irmandade, paz, entre outros, mas o que se constata nos dias que correm é gente devota a defender e a disseminar mensagens que são exactamente o contrário do que se espera de pessoas fortemente ligadas a estas instituições.   

No meu entender, o que o Papa fez foi iluminar esta camada social para, independentemente das suas religiões, aprender a respeitar a diferença para a construção de uma sociedade na qual todos tenham espaço e, por essa via, cada vez melhor.

Acredito que os que reivindicam os melhores princípios seguidos pelas suas congregações estão a ser vítimas.    

Aos olhos de quem viu e aos ouvidos de quem ouviu, a representação teatral feita pelos jovens muçulmanos, hindus, católicos, anglicanos, entre outros, no Pavilhão do Maxaquene, por alguns instante deu para alimentar a esperança de uma sociedade livre de intolerância no futuro.

Quero crer que o Sumo Pontífice também teve esse entendimento. Tomara que a irmandade por eles manifestada não tenha terminado no Pavilhão do Maxaquene, pois por aquilo que mostraram, sabem muito bem o que é bom. Isso é animador porque eles é que são os líderes religiosos do amanhã.

Neste contexto, que não deixem esta semente secar. É preciso que seja regada para que no futuro tenhamos uma sociedade de tolerância religiosa, particularmente.

Proponho aos jovens que, se tiverem que falar dos princípios seguidos pelas suas congregações religiosas em debates, que se lembrem da mensagem partilhada pelo Sumo Pontífice. E não se preocupem com o mensageiro, mas sim com a mensagem.

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