Director: Júlio Manjate

Acento Tónico: Momentos difíceis que podemos superar - Júlio Manjate (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

Nunca o mundo contemporâneo viveu tamanha paranoia colectiva! Aparentemente do nada, surgiu o novo coronavírus que, em pouco tempo, forçou mudanças profundas nas atitudes e no comportamento das pessoas, em todo o mundo!

Algumas destas mudanças são relativamente fáceis de assumir, mas outras há que são mais complicadas, sobretudo aquelas que vão contra alguns hábitos enraizados na maneira de ser das pessoas.

Por exemplo, de repente ficou desaconselhável cumprimentar o amigo ou familiar com um aperto de mão ou com um abraço. No funeral do nosso amigo ou familiar, temos que limitar as nossas manifestações de solidariedade aos olhares e vénias, o que embora não reduza o peso das nossas mensagens, é um claro contorno aos nossos usos e costumes.

Assim mesmo, as famílias terão de aprender a amortecer sozinhas a dor de perder um ente querido, ou a alegria de ver um filho casar, sem aqueles rituais sociais que háanos aprenderam a ter como normais em ocasiões similares. 

Por mais difícil que nos seja, este é o procedimento que precisamos adoptar nesta fase em que tudo que parece normal, pode ter a morte armadilhada por detrás, à espera de uma chance para nos enlutar...

De repente, temos que forçar as nossas crianças a evitar contactos com os avós, alguns dos quais têm neles as maiores referências da vida, já que nunca os pais tiveram tanto tempo para lhes acompanhar o crescimento. É complicado, mas temos que ensinar as crianças a agir nessa direcção para contornar o coronavírus, que se diz ser mais propenso a hospedar-se em pessoas de idade avançada...

Seja como for, é nossa responsabilidade partilhar mensagens de esperança com estas crianças, ensiná-las a olhar para a vida em todas as suas dimensões (material, emocional, racional e espiritual), acreditando que um dia tudo voltará à normalidade.

Os casais vão aprendendo a reprimir o desejo de se manifestar no leito conjugal. E pode não ser porque algum deles esteja com sintomas do vírus maldoso, mas porque é preciso exercitar o distanciamento social recomendado como estratégia de prevenção da infecção. É violento para o amor e para a relação, mas é assim como infelizmente os casais terão de agir, porque na verdade, alteraram-se as condições sociais que determinaram a necessidade da vida conjugal.

Escandalosamente, o Homem parece perder o seu dom de racionalidade, estando agora a recorrer às formas mais vis de impor o seu pensamento. Não é por acaso que se aventa a hipótese de o novo coronavírus ser uma criação laboratorial de alguém que pretende ter o mundo a seus pés... Também não é por acaso que o mesmo homem disputa o espaço virtual oferecido pela Internet, para espalhar o mal-estar através da desinformação e manifestação de contra-sensos que geram ódio, fragilizam a sociedade.

Felizmente, ainda temos oportunidade de fazer o bem pela humanidade. Uma delas é abraçarmos com convicção as medidas que vêm sendo divulgadas pela saúde para evitar a multiplicação de novas infecções.

A outra é transformarmos a fraqueza que é termos que manter as crianças em casa por pelo menos 30 dias, numa oportunidade para inculcá-las valores de família, ensiná-las a respeitar a vida e a saberem diferenciar o bem do mal.

Estamos a viver uma hecatombe. A solução para este problema não está no dinheiro, muito menos na esperteza de alguém. Ela está em cada um de nós ter a consciência de que nada acontece em silêncio; saber que, mais dia, menos dia, a sua atitude como indivíduo, há-de reflectir-se na vida do resto da comunidade.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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