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Director: Júlio Manjate

PERCEPCOES: Dois temas em um artigo! (Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

SENTINDO a nostalgia da minha terra natal - Chibuto - mais concretamente Maivene, desenhei, há algumas semanas, uma “peregrinação” ao local para “curtir” o ambiente bucólico, com o chilrear dos pássaros à mistura. Autêntica maravilha. Maldito novo coronavírus que nos impõe limitações, uma das quais se relaciona com as saídas adiáveis de casa e deslocações, igualmente adiáveis, de uma região para a outra. Assim, adiei tal viagem.

Esta semana, por razões de força maior, “peregrinei” à terra, para o funeral de um ente querido, a Dulce, Dulcinha. A ocasião não foi própria para viver intensamente a vida do campo, mas, confesso, deu para matar alguma saudade. Fui ver a escola primária, modernizada, deambulei pelos caminhos sinuosos que me levaram a outros destinos, tais como o lugar onde jazem os restos mortais dos meus antepassados, aos quais prestei a devida vénia, aos currais que mantêm em cativeiro alguns quadrúpedes e também às machambas que, hoje em dia, para além do milho e do amendoim produzem couve, alface e cebola. Maravilha!

A caminho do Chibuto inventei uma “escala técnica” na cidade de Xai-Xai, onde aliás fiz parte da minha infância. O tempo era escasso demais, mas suficiente para uma saudação a um e outro amigo, nas respectivas casas. Porém, surpreendeu-me o à-vontade com que alguns citadinos levam a vida em Xai-Xai. As ruas continuam intensamente movimentadas, com gente circulando de um canto para o outro, viaturas cruzando as ruas da pacata cidade, num verdadeiro arrepio às medidas tomadas na sequência da Covid-19. Há casas de pasto em pleno funcionamento, com gente a comer, beber e dançar, ignorando por completo esta calamidade pública que se chama coronavírus. E tudo ocorre tranquilamente como se lá não existisse nenhuma autoridade.

Será que Xai-Xai não sabe que estamos no segundo mês do estado de emergência devido à Covid-19? Será que aqueles citadinos não sabem que o melhor que podem fazer é cuidar-se de eventual contaminação pelo novo coronavírus e que cuidando-se cuidam também dos outros?

Máscara? Muitos fazem-se à via pública sem este protector, perigando as suas próprias vidas bem assim a dos outros.

Foi por pouco tempo que permaneci naquela cidade que me viu crescer mas, confesso, não gostei da maneira como algumas pessoas se comportam perante a pandemia do novo coronavírus.

Recordando as palavras do Santo Padre, “só juntos” podemos ultrapassar com alegria esta crise.

Paz à alma da Dulcinha, natural de Xai-Xai, cujos restos repousam eternamente, desde a última quarta-feira, no cemitério familiar, em Maivene.

Enquanto as cordas desciam o corpo da rapariga para a sua nova morada, chovia intensamente na zona, o que foi interpretado pelo pastor e pelos naturais como bênção à cerimónia.

Até para a semana!

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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