Director: Lázaro Manhiça

LIMPOPO: Praia cheia, mas vazia - César Langa(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

QUANDO se decretou o primeiro mês do estado de emergência, muitos moçambicanos acataram as medidas de prevenção e confinaram-se nas suas residências. As saídas para a rua eram mesmo por razões de força maior. As crianças não só deixaram de ter aulas presenciais, como também não atravessavam os portões das suas casas. Nas vésperas, as lojas andavam cheias, pois,os mais prudentes procuravam prover as suas dispensas de víveres, uma vez que ninguém sabia o que aconteceria dias depois.

Numa das minhas incursões profissionais, fui escalar o Município da Praia do Bilene e percebi o alcance do estado de emergência, com muitas estâncias turísticas encerradas, porque, para além dos turistas estarem limitados nos seus movimentos, as instituições que têm realizado vários eventos como seminários ou conferências, já não o fazem nos dias que correm, por força do distanciamento social que se recomenda. Por todo este emaranhado de razões, as receitas caíram e os gestores dos estabelecimentos hoteleiros não têm como garantir salários para os seus trabalhadores e optam por dispensar os seus funcionários.

Dessa vez, que estive na Praia do Bilene, vi as ruas desertas, num autêntico contraste com o que havia visto, semanas antes, em que o engarrafamento tomara conta da vila, com pessoas num vaivém somente visto. Mas, semanas depois, a Vila da Praia do Bilene já estava transformada numa vila “fantasma”! Como se tivesse sido tomada por um tsunami!

Estamos, agora, nos finais do terceiro mês consecutivo do estado de emergência e alguns relaxamentos tácitos começam a acontecer, embora existam outros autorizados pelo Presidente da República, como a prática de algumas modalidades desportivas, como as individuais, por exemplo. O certo é que as pessoas começam a distanciar-se, perigosamente, do medo do novo coronavírus, numa altura em que os casos também continuam a subir, obviamente, aliado ao facto de se ter aumentado a capacidade de testagem.

Como já disse, numa das ocasiões e não me canso de repetir, os meus compatriotas, principalmente os da cidade de Maputo, de acordo com os relatos que me chegam aos ouvidos e aos olhos, não fazem o uso devido da máscara. Aparecem em lugares públicos sem este dispositivo de protecção e quando o trazem, colocam-no por baixo do queixo, deixando o nariz e a boca escancarados, numa autêntica ameaça para a propagação do vírus.

Neste relaxamento tácito, algumas estâncias turísticas, na Praia do Bilene, voltaram a abrir as portas, ainda que de forma tímida. Aliás, pude testemunhar este facto, na mesma altura em que fiquei a saber que, afinal de contas, na Praia do Bilene há muita gente, mas confinada nas suas residências, em observância da quarentena. Ainda que um e outro vá mergulhar os pés nas cristalinas águas desta praia, a verdade é que as pessoas estão nas suas casas, saindo apenas em casos de necessidade, como ir a compra do pão, ou para o mercado, para a aquisição de produtos frescos. Por isso a Praia do Bilene está cheia, mas também vazia, porque as pessoas sabem o que estão lá a fazer, num exemplo que julgo valer a pena segui-lo, para todos jogarmos limpo(po).

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