Director: Lázaro Manhiça

Limpopo: A minha vénia, senhores professores! (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

ONTEMfoi 12 de Outubro, data em que se celebra o Dia do Professor. Comemorado desde 1981, ontem, assinalou-se a passagem do 39º aniversário, depois que os professores, em Moçambique, formaram a sua agremiação, que ficou conhecida como Organização Nacional dos Professores (ONP).

Anualmente, é neste dia em que os professores de vários níveis e de diferentes subsistemas de ensino, saem das salas de aula, distanciam-se do giz, quadro e apagador, para reflectirem em torno da sua organização sócio-profissional, entre avanços e retrocessos que se registam. É o dia em que, unidos pela mesma causa, os professores se juntam em diferentes grupos e aproveitam festejar, sem deixar de renovar as suas forças em busca da valorização que continua sendo adiada, já lá vão 39 anos, sem contar com uma infinidade de tempo que passou antes de 1981, ou seja, antes da criação da ONP.

Este ano pode não haver festas que sempre caracterizaram o dia, ou a semana do professor, por condicionalismos impostos pelapandemia de Covid-19, mas não faltaram as cerimónias de praxe, à escala nacional, com deposições de flores, ou na praça dos heróis, ou mesmo nas respectivas praças provinciais. Não faltaram momentos para se olhar para este percurso de 49 anos, que, acredito, todos comungam do mesmo pensamento que eu: a condição do professor moçambicano continua precária.

É curioso, ao longo de todos estes anos, que todos os programas dos governos consideram o sector da Educação como prioritário nas suas agendas de gestão do país, não fosse o professor a chave de qualquer mente iluminada, mas como é que o sector   pode ser prioritário, se o seu actor principal, o professor, neste caso, ainda não goza da consideração que merece?

Aliás, lembro-me da década em que a ONP foi criada, a década 80, quando, tentando ver as suas condições de trabalho e, obviamente, salariais melhoradas, os professores entraram em greve e puseram-se a marchar, pacificamente, na cidade de Maputo. A Polícia, sem dó nem piedade, armada caninamente, violentou os indefesos professores, como se estes criassem distúrbios na ordem pública! Foi muito triste e lembro-me desta ocorrência com toda a quantidade de repúdio!

Este ano, o professor celebra mais um ano da sua organização, pensando na maratona de como minimizar o (in)cumprimento dos seus programas de ensino, porque o ano lectivo, apesar de não ser declarado nulo, a verdade é que não existiu, por culpa de ninguém. Este ano, o professor celebra mais um ano da sua organização sem festa, porque o novo coronavírus não permite que as pessoas convivam. Este ano, o professor celebra o seu dia preparando-se para pintar de azul todas as pautas das turmas de classe sem exame, porque todos os alunos vão transitar para a classe seguinte.

Agora estou a prever uma das duas: se não houver congestionamento nas classes de exame, no próximo ano lectivo, então ainda teremos mais alguns bónus, um pouco à semelhança do que vai acontecer com as outras classes, como forma de se manter a cadeia. São algumas reflexões que preencheram o menu das celebrações do Dia do Professor.

Bem haja, senhores professores e juntos joguemos sempre limpo(po).  

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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