Director: Lázaro Manhiça

DIALOGANDO: Whulu, outra vez tréguas!??????? (MOUZINHO DE ALBUQUERQUE)

 

UM conceituado académico grego definiu o diálogo como uma conversa durante a qual os interlocutores, interagindo um com outro, trocam argumentos com vista a chegar a um acordo fundamentado. Contudo, ele alerta dizendo que o diálogo também se torna uma caricatura nas atracções cronometradas,supostamente capazes de favorecer a troca de ideias e a discussão quando certas regras são aplicadas.

Este sucinto intróito vem a propósito da declaração,pelo Presidente Nyusi, da trégua de uma semana para dar espaço ao diálogo, como sempre foi o estilo dos moçambicanos, visando acabar com os ataques na zona centro do país. É verdade que a decisão de interromper temporariamente a perseguição dos homens liderados por Mariano Nhongo, foi recebida de diferentes formas.

Mas, independentemente do que possa haver ou não,opiniões concordantes e discordantes com a posição do Chefe do Estado, o certo é que,na realidade, ninguém, entre os moçambicanos, deve ficar indiferente com o caminho para onde aqueles dissidentes da Renamo que recusam a aderir o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR)  e abraçar a paz, que é o grande desejo dos moçambicanos, querem levar o país.

Pode ter sido isso que levou ao estadista a assumir tal posicionamento. Até porque por experiência própria, nós,os moçambicanos,temos conhecimento do quanto custou e continua a custar a conquista da paz e os esforços para promover a estabilidade político-militar efectiva no país.

Entretanto, mesmo com incertezas em relação aos resultados esperados, em parte em função do pronunciamento arrogante de Mariano Nhongo, esta semana, o que continuamos a defender é que os moçambicanos precisam de deixar a cultura de viver de guerra em guerra e de acordo em acordo, porque queremos aceitar os desejos obscuros deste ou daquele cidadão.

Não nascemos moçambicanos para morrer por sê-los, por causa da guerra ou ataques, como aqueles que acontecem de forma incessante nas províncias de Manica e Sofala, só porque alguns dos nossos compatriotas não querem que o país seja olhado como exemplo de reconciliação nacional, assumindo atitudes não pelo protagonismo democrático ou de defesa dos interesses da maioria, mas sim, deles próprios, como é o caso vertente.

É triste que mesmo o enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para o diálogo em Moçambique, Mirko Manzoni, temlamentado o facto de Mariano Nhongo,sendo a peça chave para a pacificação da zona centro do país, concretamente em Sofala e Manica, esteja a ser inflexível, atitude que terá feito com que todas as tentativas de diálogo resultassem num fracasso.

Contudo, esperamos quea decisão do Chefe do Estado traga resultados concretos que reflictam,efectivamente,o compromisso com interesses patrióticos e com os cidadãos que sofrem com a guerra na zona centro do país. Todavia, o contrário se estará a brincar com coisas sérias, sobretudo com aqueles que sofrem directamente com as incursões sistemáticas da Junta Militar.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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