Director: Júlio Manjate

THERESA Kachindamoto é uma líder comunitáriado distrito de Dedza, no Malawi,com cem mil habitantes. Ela sempre se destacou como líder feminista que ajuda mulheresdacomunidade a combater aviolência doméstica earesgatarraparigas de uniões prematuras e forçadas.

No fórum realizado em Dezembro, em Maputo, para a divulgação da Lei de Prevenção e Combate às Uniões Prematuras, que contou com a participação de líderes comunitários de quatro províncias do país, Theresa Kachindamotofoi convidada especial e deixou claro que o combate a uniões prematuras passa pelo envolvimento de toda a sociedade.

Um dos méritos desta mulher é ter liderado, no seu país, um movimento que culminou na proibição, por lei, em 2015, deasmulheres se casarem antes dos 18 anos (ainda que haja consentimento dos parentes).

A nível internacional, esta mulher é tambémconsiderada uma “champion” pelo facto de ter retirado mais de 850 raparigas deuniões prematurasno seu paíse levá-las de volta à escola.

Tal como acontece em Moçambique e em outros países com níveis de pobreza acentuados, no Malawi é grande a incidência de famílias que adoptamcasamentos para as suas filhas ainda em idade escolar, a fim de se livrarem degastos da casa, uma vez que as despesas para o sustento da rapariga passam para o futuro esposo.

Num auditório que contou com a presença de líderes tradicionais moçambicanos, membros do Governo, deputados da Assembleia da República, jornalistas, jovens e adolescentes de diferentes escolas da capital e representantes da sociedade civil, TheresaKachindamotodeixou ficar a sua experiência de trabalho.

Explicou que, para mudar o quadro negro no campo de uniões prematuros, dedicou todo o seu esforço em campanhas pessoais pelas vilas da região para alertar os pais sobre os riscos e consequências de casarem suas filhas aindamenores.

Disse que foi nesse esforço que articulou um acordo oficial com 50 subchefes tribais e líderes religiosos, em que se estabeleceuum consenso quanto anão permissão de casamentos com crianças, reunindo deste modo condições políticas para combater os líderes que insistiam em defender estas práticas, incluindo os radicais muçulmanos.

Esta mulher leva consigo sempre a mensagem “se elas, as raparigas, forem educadas, podem ser o que quiserem, ou seja, poderão tornar-seaté esposas e mães. Mas se elas quiserem”.

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