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Director: Lázaro Manhiça

LÍDERES religiosos congratulam a intervenção de forças militares estrangeiras no país para ajudar a erradicar o terrorismo em Cabo Delgado, mas defendem que a sua actuação deve ter em conta os direitos da população.

Este apelo surge, segundo referiram, pelo facto de a província de Cabo Delgado já estar a viver uma situação humanitária preocupante e pela experiência vivida noutros países, em situações do género.

Lembraram ainda que o país já teve a experiência da intervenção de uma força de manutenção de paz das Nações Unidas, em 1992, logo após a assinatura do Acordo Geral de Paz, esperando que actualmente os militares estrangeiros também respeitem a população.

Desde o dia 09 de Julho,um contingente de mil homens, entre militares e polícias ruandeses, encontra-se no país para apoiar as Forças de Defesa e Segurança (FSD) no combate a este fenómeno.

A estes juntam-se cerca de 300 militares tswanas, que desembarcaram na última segunda-feira, e outros 20 angolanos eram esperadosontempara a composição da Força em Estado de Alerta da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), autorizada pela Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, a 23 de Junho último.

Os religiosos consideram ser de louvar a disponibilidade dos países amigos de Moçambique de contribuir para eliminar um problema que preocupa toda a população, com risco de se alastrar para toda a região Austral e não só.

Neste momento, apelam a todos os cidadãos, independentemente das suas crenças religiosas, políticas, sociais ou culturais, demodo adeixaremas diferenças de lado e se unirempara apoiar este esforço de salvar a vida da população de Cabo Delgado.

No entanto, apelam ainda para a necessidade de o Governo efectuar um trabalho intenso para evitar que haja situações de tentativasde se usar o pretexto do terrorismo para se buscar proveito próprio.

Pedem também a todas as denominaçõesreligiosas para continuarem a orar, mesmo com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, para que a missão dos militares, nacionais e estrangeiros, de erradicar o terrorismo seja um sucesso.

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, convidou ontem empresários norte-americanos para investirem nos sectores deagricultura, infra-estruturas, energia e turismo em Moçambique.

Falando na 13.ª Cimeira de Negócios Estados Unidos-África, que decorre de forma virtual, o Chefe de Estado disse que estas áreas são desafiantes e o seu Governo vai continuar a promover um ambiente de confiança por parte dos investidores de modo que o país tire proveito dos sinais que a administração norte-americana transmite ao continente africano.

Referindo-se ao impacto da Covid-19, Filipe Nyusi indicou que a doença trouxe a tona o fraco investimento mundial no sector da saúde. “É uma lição que ficou para todos nós, para todos os países. Os investimentos que foram realizados são muito poucos, sobretudo na investigação e produção de vacinas”, apontou Nyusi.

Pediu aos investidores, sobretudo dos EUA, que pensem também na digitalização de África, privilegiando a investigação.

O Presidente Nyusi defendeu igualmente que as Pequenas e Médias Empresas são fundamentais para as economias africanas porque é através delasque se promove a inclusão. Neste processo, incluiu o sector informal.

Destacou também o apoio dos Estados Unidos em programas destinados ao empoderamento da mulher,considerando que focalizar nas mulheres é investir nas famílias.

Na cimeira, o Presidente da República falou igualmente das relações bilaterais entre Moçambique e os EUA, lembrando que a cooperação entre as partes data desde Setembro de 1975, ano da independência nacional, mas foi em 1984 que a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) abriu a sua representação no país, iniciando o programa de ajuda ao desenvolvimento.

Lembrou que o último Plano Estratégico da USAID em Moçambique é referente ao período 2014-2019 e está orçado em cerca 1.6 bilião de dólares, representando uma média anual de pouco mais de 250 milhões de dólares para os sectores da saúde, educação e agricultura, negócios, gestão de recursos naturais, ambiente, democracia e boa governação.

Segundo o Presidente, no quadro desta estratégia colectiva, os dois países firmaram quatro instrumentos de cooperação e neste momento está em preparação a assinaturade mais um acordo entre a USAID e o Governo de Moçambique.

As negociações para a assinatura deste instrumento de ajuda já foram concluídas e submetida a proposta do acordo para a cooperação.

O novo acordo aglutina todas as áreas de cooperação que antes estavam em quatro acordos. Significa que agora todas as áreas estão aglutinadas num único instrumento.

Nyusi recordou que antes da negociação do acordo, em Dezembro de 2019, o MCC anunciou a elegibilidade de Moçambique para um novo compacto de cinco anos, com vista a reduzir a incidência da pobreza por meio da implementação de projectos de desenvolvimento com a observância de padrões rigorosos como a boa governação, combate àcorrupção e respeito aos direitos democráticos.

A cimeira EUA-África termina hoje.

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DEPUTADOS da Comissão dos Assuntos Sociais, Género, Tecnologia e Comunicação Social (CASGTCS) da Assembleia da República (AR) defendem uma maior investigação para identificar e punir severamente os autores de gravidezes precoces, o que passa também pela eficiente divulgação e fiscalização das leis de âmbito social.
No entender dos mandatários do povo, que trabalharam semana passada na província de Maputo, concretamente no distrito da Manhiça, no âmbito das jornadas de fiscalização das actividades governativas, “o lugar da criança não é a maternidade ou no lar, mas sim a escola”. Leia mais

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O MINISTÉRIO da Defesa reiterou quinta-feira (22) que as forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) destacadas para apoiar o país no combate ao terrorismo em Cabo Delgado serão comandadas por Moçambique.

“Naturalmente, as forças vão ser lideradas pelos respectivos comandos [de cada país-membro], mas é claro que o ´coordenador-mor´ é a República de Moçambique”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, Omar Saranga, em declarações à comunicação social na cidade de Maputo.

Segundo Saranga, países como África do Sul, Tanzânia, Angola e Botswana confirmaram que vão enviar as suas forças, mas Moçambique também espera por outros soldados de países-membros da organização regional.

“Com o decorrer das operações, outras nações vão manifestar-se para apoiar o país”, acrescentou o porta-voz, que anunciara na manhã de quinta-feira,que já estava em Moçambique uma “equipa de avanço” para a preparação das condições.

Após um encontro quinta-feira com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, o chefe da missão da SADC, Mpho Molomo, avançou que está a trabalhar com o executivo moçambicano para a criação de um escritório para a sua equipa em Maputo.

O mandato de uma "força conjunta em estado de alerta" da SADC para apoiar Moçambique no combate contra o terrorismo em Cabo Delgado foi aprovado em 23 de Junho, numa cimeira extraordinária da organização ena cidade de Maputo que debateu a violência armada naquela província .

Não é publicamente conhecido o número de militares que a organização vai enviar a Moçambique, mas peritos da SADC que estiveram em Cabo Delgado já tinham avançado em Abril que a missão deve ser composta por cerca de três mil soldados.

Em Cabo Delgado, já se encontra um contingente de mil militares e polícias do Ruanda para a luta contra os grupos armados, no quadro de um acordo bilateral entre o Governo moçambicano e as autoridades de Kigali.

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COMBATENTES da luta de libertação nacional, no distrito de Mueda, província de Cabo Delgado, denunciaram a existência de alegados esquemas de corrupção na direcção provincial da Economia e Finanças para a fixação de pensões, o que lesa os verdadeiros beneficiários.

A denúncia foi feita ao secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Fernando Faustino, numa reunião por si orientadanesta segunda-feira, no prosseguimento de uma visita de trabalho àquela região do país.

No encontro, os veteranos da luta de libertação nacional explicaram como funciona o esquema promovido pelos funcionários da direcção provincial de Economia e Finanças de Cabo Delgado, que consiste em condicionar a atribuição da pensão ao pagamento de 50 por cento do valor a que têm direito. Leia mais

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

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