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Categoria: Política
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O MINISTÉRIO da Defesa reiterou quinta-feira (22) que as forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) destacadas para apoiar o país no combate ao terrorismo em Cabo Delgado serão comandadas por Moçambique.

“Naturalmente, as forças vão ser lideradas pelos respectivos comandos [de cada país-membro], mas é claro que o ´coordenador-mor´ é a República de Moçambique”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, Omar Saranga, em declarações à comunicação social na cidade de Maputo.

Segundo Saranga, países como África do Sul, Tanzânia, Angola e Botswana confirmaram que vão enviar as suas forças, mas Moçambique também espera por outros soldados de países-membros da organização regional.

“Com o decorrer das operações, outras nações vão manifestar-se para apoiar o país”, acrescentou o porta-voz, que anunciara na manhã de quinta-feira,que já estava em Moçambique uma “equipa de avanço” para a preparação das condições.

Após um encontro quinta-feira com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, o chefe da missão da SADC, Mpho Molomo, avançou que está a trabalhar com o executivo moçambicano para a criação de um escritório para a sua equipa em Maputo.

O mandato de uma "força conjunta em estado de alerta" da SADC para apoiar Moçambique no combate contra o terrorismo em Cabo Delgado foi aprovado em 23 de Junho, numa cimeira extraordinária da organização ena cidade de Maputo que debateu a violência armada naquela província .

Não é publicamente conhecido o número de militares que a organização vai enviar a Moçambique, mas peritos da SADC que estiveram em Cabo Delgado já tinham avançado em Abril que a missão deve ser composta por cerca de três mil soldados.

Em Cabo Delgado, já se encontra um contingente de mil militares e polícias do Ruanda para a luta contra os grupos armados, no quadro de um acordo bilateral entre o Governo moçambicano e as autoridades de Kigali.