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Categoria: Política
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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, convidou ontem empresários norte-americanos para investirem nos sectores deagricultura, infra-estruturas, energia e turismo em Moçambique.

Falando na 13.ª Cimeira de Negócios Estados Unidos-África, que decorre de forma virtual, o Chefe de Estado disse que estas áreas são desafiantes e o seu Governo vai continuar a promover um ambiente de confiança por parte dos investidores de modo que o país tire proveito dos sinais que a administração norte-americana transmite ao continente africano.

Referindo-se ao impacto da Covid-19, Filipe Nyusi indicou que a doença trouxe a tona o fraco investimento mundial no sector da saúde. “É uma lição que ficou para todos nós, para todos os países. Os investimentos que foram realizados são muito poucos, sobretudo na investigação e produção de vacinas”, apontou Nyusi.

Pediu aos investidores, sobretudo dos EUA, que pensem também na digitalização de África, privilegiando a investigação.

O Presidente Nyusi defendeu igualmente que as Pequenas e Médias Empresas são fundamentais para as economias africanas porque é através delasque se promove a inclusão. Neste processo, incluiu o sector informal.

Destacou também o apoio dos Estados Unidos em programas destinados ao empoderamento da mulher,considerando que focalizar nas mulheres é investir nas famílias.

Na cimeira, o Presidente da República falou igualmente das relações bilaterais entre Moçambique e os EUA, lembrando que a cooperação entre as partes data desde Setembro de 1975, ano da independência nacional, mas foi em 1984 que a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) abriu a sua representação no país, iniciando o programa de ajuda ao desenvolvimento.

Lembrou que o último Plano Estratégico da USAID em Moçambique é referente ao período 2014-2019 e está orçado em cerca 1.6 bilião de dólares, representando uma média anual de pouco mais de 250 milhões de dólares para os sectores da saúde, educação e agricultura, negócios, gestão de recursos naturais, ambiente, democracia e boa governação.

Segundo o Presidente, no quadro desta estratégia colectiva, os dois países firmaram quatro instrumentos de cooperação e neste momento está em preparação a assinaturade mais um acordo entre a USAID e o Governo de Moçambique.

As negociações para a assinatura deste instrumento de ajuda já foram concluídas e submetida a proposta do acordo para a cooperação.

O novo acordo aglutina todas as áreas de cooperação que antes estavam em quatro acordos. Significa que agora todas as áreas estão aglutinadas num único instrumento.

Nyusi recordou que antes da negociação do acordo, em Dezembro de 2019, o MCC anunciou a elegibilidade de Moçambique para um novo compacto de cinco anos, com vista a reduzir a incidência da pobreza por meio da implementação de projectos de desenvolvimento com a observância de padrões rigorosos como a boa governação, combate àcorrupção e respeito aos direitos democráticos.

A cimeira EUA-África termina hoje.