Director: Júlio Manjate

O Presidente da República, Filipe Nyusi, enalteceu, hoje, os feitos de Marcelino dos Santos na luta pela independência nacional, recordando a sua verticalidade, integridade, coerência, franqueza, trato simples e seu inabalável optimismo, como Herói Nacional.

“Estamos aqui para celebrar a sua verticalidade, a coerência, a franqueza, o seu trato simples, o seu inabalável optimismo e festejarmos o poeta, homem das artes, da cultura e da ciência”, elogiou o Chefe do Estado.

Recordar-te-emos como dirigente, com as suas firmes convicções de sempre pensar no povo. Partes num momento singular da nossa história, numa altura em que forças estranhas aos interesses moçambicanos procuram colocar um travão à nossa marcha, rumo à paz e emancipação económica”, referiu o Presidente da República.

Perante o teu corpo, Marcelino juramos que não vacilaremos. Juramos defender com nossas vidas cada parte do nosso território, da nossa soberania e da nossa unidade nacional, que são as maiores conquistas do nosso povo, prometeu Nyusi.

 “Guardo na memória, o momento em que Marcelino optou por não seguir para Índia, para um tratamento que lhe havia sido recomendado pela Junta Médica”. A sua humildade e sentido de servidor dos outros, não lhe permitia tomar sozinho essa decisão e só aceitou viajar quando me desloquei à sua casa para o aconselhar a seguir o tratamento. Entretanto, Marcelino respondeu nos seguintes termos: “Usem esse dinheiro para os que precisam mais do que eu. Há crianças que muito poderão dar a este país, se tiverem a oportunidade de um tratamento fora, ou então, mandem vir esses médicos que vocês acreditam que me podem tratar, para tratar a mim e aos outros que não tem como sair do país”, revelou.

No dia 24 de Junho de 2015 proclamámos-te nosso Herói Nacional. Esta foi uma decisão unânime e sem hesitação, este é o título que sempre mereceste, disse Filipe Nyusi.

O Presidente Nyusi referiu que, numa manhã de quarta-feira como esta, Marcelino disse aos moçambicanos que “um povo nunca se pode despedir da sua história”. Tu Kalungano ensinaste-nos que, enquanto houver a revolução “não há tempo para morrer”. Como aceitar que a pátria moçambicana perca um dos seus lendários filhos? Como acreditar que perdemos, hoje, um cidadão íntegro, um moçambicano forjado nas tradições que engrandecem este Moçambique multicolor, elogiou Nyusi.

Nas exéquias, Nyusi disse: “Tu Marcelino ensinaste-nos a plantar a árvore da independência nacional, ensinaste-nos a plantar nas estrelas e sobre o mar. Disseste-nos na sua poesia que era preciso plantar como símbolo da nossa esperança colectiva e plantar felicidade nos olhos de cada uma das nossas crianças…”.

Na apresentação do elogio fúnebre Nyusi acrescentou, “como despedir-se de um homem que nos ensinou a ser um povo e como nação? Como dizer adeus a um patriota de sorriso e de coração aberto que venceu todas as vicissitudes da vida, suplantando, também, as perseguições dos inimigos?”.

 

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