Director: Júlio Manjate

O Presidente da República, Filipe Nyusi, aconselhou ontem aos grupos armados que vêm criando instabilidade nas zonas centroe norte, através de ataques, a pararem com as acções, que só fazem sofrer a população e retardam o desenvolvimento socioeconómico do país.

Sem especificar nomes, mas numa clara referência à Renamo e/ou à autoproclamada junta militar do maior partido da oposição, Filipe Nyusi disse que o Governo já fez cedências atribuindo cargos nas Forças de Defesa e Segurança, mas sempre que tal ocorreu surgiram novas exigências.

“Queriam ser comandantes e dissemos que, se for para defender o povo, que sejam. Mas depois pedem outras coisas e sucessivamente”, apontou o Chefe do Estado, acrescentando que “ainda que pedissem falando, mas pedem matando pessoas”.

Falando ontem num comício no distrito de Marrupa, no Niassa, a cerca de 300 quilómetros da cidade de Lichinga, Nyusi avisou que “não vamos permitir que todo o país continue a ser vítima de chantagens de pedidos”.

Apelou aos que chamou de “irmãos” parapararem com as atitudes incompreensíveis de chegar ao ponto de matar crianças simplesmente porque eles estão zangados com algo no país e outras manifestações reveladoras de espírito anti-patriótico.

“Parem com essas brincadeiras”, exigiu o Chefe do Estado.

Relativamente aos insurgentes que matam e destroem no norte de Cabo Delgado e que há dias ensaiaram uma incursão pelo Niassa, o Presidente da República disse que há varias informações que estão a ser colectadas, incluindo de detidos, mas tudo revela tratar-se de gente contra a exploração de recursos naturais existentes no país.

Deixou claro haver envolvimento de estrangeiros, reiterando que “não são países, mas indivíduos que querem viver às custas de Moçambique”.

Falando perante uma multidão essencialmente jovem, Filipe Nyusi disse que os moçambicanos podem resolver os seus problemas com o trabalho e, concretamente no Niassa, a aposta deve ser a produção agrícola, recomendação que ganhou eco nos presentes devido à chuva que cai na região.

“Aqui o trabalho que temos é a terra. É tempo chuvoso. Trabalhemos a terra e aumentemos os campos e a qualidade da semente. Com agricultura,vamos comer e gerar renda”, disse.

Neste sentido, recomendou a união de todos no trabalho pela construção da paz em Moçambique e na vigilância contra os grupos que recrutam jovens com a promessa de emprego, destacando que “estão a enganar-vos”.

“Se é para trabalhar, não se recruta àcalada da noite nem às escondidas. Nem é preciso sair daqui para Cabo Delgado ou Gorongosa”, rematou o Chefe do Estado.

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