Director: Júlio Manjate

O Presidente da República afirmou que nos próximos cinco anos vai continuar a priorizar a integridade, ética e deontologia profissional nos funcionários e agentes do Estado, como forma de consolidar a cultura de transparência e prestação de contas na gestão da coisa pública.

Filipe Nyusi disse a medida será associada àresponsabilização a todos os níveis, nomeadamente na governação central, local, autárquica, bem como nas empresas públicas,para travar a corrupção em todas as suas vertentes.

“Não haverá tréguas na nossa luta contra este mal. Não haverá pequenos e grandes corruptos, tocáveis e intocáveis”, referiu Filipe Nyusi no seu discurso inaugural depois de ser investido para o segundo mandato como Presidente da República.

Na área da Justiça, o Chefe do Estado comprometeu-se a defender um sistema de Administração daJustiça eficiente, imparcial, célere e inspirador de confiança do povo na aplicação da lei de igual forma para todos os cidadãos moçambicanos.

Falou ainda da expansão da cobertura dos tribunais para o nível distrital, descentralizando, ao mesmo tempo, as competências dos tribunais provinciais para os tribunais distritais, bem como promover sistemas inovadores de resolução de conflitos, como mediação e os tribunais comunitários para acelerar a implementação da visão do seu Executivo para o sector.

O Presidente da República focou-se ainda na promoção dos valores da democracia e dos direitos e das liberdades dos cidadãos. “Que todos os meus compatriotas compreendam que a democracia não se esgota na escolha de um partido vencedor. Para que a democracia continue a vencer,é preciso que esse vencedor se comporte como se não houvesse maiorias nem minorias”, disse Filipe Nyusi, acrescentando que a democracia “não tem donos” e “não é um título de propriedade”, mas uma conquista de todos, uma vitória que precisa de ser colectivamente validada todos os dias.

“Não poderei ser um bom Presidente, nem poderemos ter uma melhor governação sem uma boa e forte oposição”, acrescentou.

O Chefe doEstado destacou que tem vindo a insistir para que não se tenha medo de quem pensa diferente, pois o “pensar diferente é uma riqueza”. “É no pensar diferente que se encontramalternativas para solucionar os nossos problemas. É no respeito pelos que pensam diferente que reside o segredo da verdadeira reconciliação dos irmãos moçambicanos”, ressaltou.

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Política externa direccionada

a fazer mais amigos e aliados

Napolítica externa, Filipe Nyusi disse que o Governo vai continuar a fazer mais amigos e aliados, consolidar a cooperação e solidariedade com outros povos através de relações bilaterais e multilaterais,de modo a maximizar e proteger os interesses nacionais, com foco na diplomacia económica.

“Continuaremos com a nossa política externa baseada nos princípios de garantia da nossa soberania e integridade territorial, estabilidade e segurança, paz e desenvolvimento”, referiu o Presidente da República.

Nyusi disse ainda que a sua governação vai dedicar particular atenção ao apoio aos concidadãos moçambicanos vivendo na diáspora, através da promoção da participação destes no processo de desenvolvimento do país.

Assumiu que a integração regional, no quadro da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), estará no topo da agenda nacional, privilegiando o diálogo na promoção e aprofundamento das relações de amizade e de cooperação económica, mutuamente vantajosas.

Nyusi prometeu reforçar as relações de cooperação com os países membros de todas as organizações internacionais de que Moçambique é membro.

 “Vamos continuar a fazer parte dos consensos internacionais relativos à promoção e manutenção da paz e do desenvolvimento sócio-económico para o benefício da humanidade”, assumiu o Presidente da República.

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O antigo deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo, Sandura Ambrósio, recolheu à Cadeia Central da Beira na terça-feira, indiciado do crime de conspiração.

Sandura Ambrósio, que chegou a ocupar o cargo dedelegado político em Sofala, foi mencionado por alguns seguidores do líder da auto-intitulada Junta Militar Renamo, Mariano Nhongo, como um dos financiadores daquele grupo armado que tem vindo a cometer crimes com recurso aarmas de fogo na região centro do país.

A ordem de detenção de Sandura foi emitida pelo Ministério Público em Sofala e executada pelo Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) que, através do chefe do Departamento de Investigação e Instrução Criminal, Mário Tamele, confirmouo facto ontem, em conferência de imprensa.

“Esta detenção surge na sequência de dados que foram colectados no âmbito da investigação.Das informações que vêm sendo trabalhadas,achou-se haver indícios suficientes que culminaram com a sua detenção”,  explicou o investigador.

Em finais do ano passado, Sandura Ambrósio convocou uma conferência de imprensa na qual refutava as acusações que pesavam sobre si, embora reconhecesse que conhecia Mariano Nhongo.

“Mas nunca financiei as actuações da Junta Militar”, negou o antigo deputado,que nos últimos meses se filiou ao MDM,sem,no entanto,conseguireleição para a Assembleia República, tendo perdido a imunidade com o fim do mandato da VIII Legislatura.

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O GOVERNO britânico acolheu favoravelmente o Acordo de Paz assinado em Agosto de 2019 entre o Governo e a Renamo, e anunciou novo financiamento no valor de 75 mil libras (cerca de seis milhões de meticais) para apoiar o processo de desmobilização, desarmamento e reinserção (DDR) dos ex-militares da Renamo.

O facto vem contido num comunicado da Embaixada britânica em Maputo, que também reporta a visita a Moçambique de uma missão diplomática daquele país que integraoSecretário Permanente e Chefe dos Serviços Diplomáticos no Ministério de Negócios Estrangeiros Britânico, Simon McDonald, para partilhar reflexões sobre a história do Reino Unido no que diz respeito à resolução de conflitos e como a comunidade internacional pode apoiar o processo de paz moçambicano. Amanhã, o diplomata britânico participa, em Maputo, numa mesa-redonda sobre “Investimento em habilidades para um crescimento verde”.

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O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, no uso das competências que lhe são conferidas pelo número 2 do artigo 9 do Estatuto Orgânico da Presidência da República, aprovado pelo Decreto Presidencial número 04/2015, de 20 de Fevereiro, nomeou através de Despacho Presidencial Manuel José Gonçalves para o cargo de Chefe do Protocolo do Estado.

Em Despacho Presidencial separado, a que o Noticias Online, teve acesso,  o Chefe do Estado nomeou ainda Renízia Cristina Francisco Cakhongue para o cargo de Director do Gabinete da Presidência da República.

Estas são as primeiras nomeações do estadista nacional, que ontem, foi investido para o segundo mandato como Presidente da Republica, em cerimónia realizada na Praça da Independência em Maputo.

 

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O escritor Mia Couto considerou ontem que é preciso uma "ponte" para o diálogo de modo a conter a violência na província de Cabo Delgado, embora admita dificuldades devido ao desconhecimento dos autores dos ataques armados.

A força militar é uma solução, mas sozinha "é um desastre" e, por isso, "é preciso que haja essa possibilidade de haver uma ponte", disse o escritor Mia Couto, momentos depois da cerimónia de tomada de posse do Presidente Filipe Nyusi.

Para o escritor, citado pela Lusa, o diálogo é essencial para acabar com a violência armada naquela província, entretanto questiona: "Vamos conversar com quem?", reconhecendo que a inexistência de um rosto que assuma a autoria dos ataques.

"Sem essa definição, de quem é que está do outro lado, é muito difícil", lamentou Mia Couto.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Bento Baloi

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