Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, emitiu uma mensagem de condolências pela morte do artista plástico, Mankew Valente Mahumana, ocorrido segunda-feira (13), vítima de doença e vai a enterrar hoje em Ndixe, distrito de Marracuene, província de Maputo

Na missiva, o Chefe do Estado afirma que a cultura moçambicana está de luto. “O país perdeu um dos embondeiros das artes plásticas nacionais, o pintor Mankew Valente Mahumane”.

“Mankew, como era conhecido nos meandros da arte, foi um exímio contador de histórias através de telas, e faz parte de uma geração de artistas que contribuiu para a consolidação das Artes Plásticas em Moçambique e elevação da nossa identidade cultural, pela sua dedicação à vida artística, política e social do país”, refere a nota enviada a redacção.

Pela valentia e tenacidade em prol do desenvolvimento das artes e cultura, foi-lhe conferido em 1985, pelo primeiro Presidente de Moçambique Independente, a medalha Nachingwea e em 2014, foi igualmente condecorado com a “Medalha de Artes e Letras”.

Neste momento de dor e luto, Nyusi endereça em nome de toda classe artística, do povo moçambicano, do Governo de Moçambique as mais sentidas condolências.

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TERMINOU o segundo treino militar conjunto entre Moçambique e os Estados Unidos da América (EUA), no contexto do apoio deste país aos esforços de combate à ameaça terrorista na província de Cabo Delgado.

O treino das Forças de Operações Especiais dos EUA e 100 elementos dos comandos moçambicanos durou seis semanas e teve como objectivo evitar a propagação do terrorismo e fortalecer a cooperação entre os dois países, segundo um comunicado da Embaixada norte-americana em Maputo.

Esta formação foi a segunda, sendo que a primeira, que durou dois meses, envolveu fuzileiros moçambicanos.

“Os Estados Unidos continuam empenhados em ajudar Moçambique a combater o terrorismo e a prevenir o alastramento do extremismo violento”, disse o embaixador dos EUA, Dennis Hearne, na cerimónia de encerramento do treino.

O Departamento de Defesa dos EUA planeia realizar mais treinos com fuzileiros e comandos das Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM).

Desde Julho, os EUA realizaram ainda um segundo programa de treino médico para situações de combate em que participaram 60 soldados das FADM.

“O pessoal médico que participou no treino está agora certificado para formar colegas de serviço”, refere-se no comunicado.

Os EUA incluíram ainda membros das FADM no exercício marítimo regional Cutlass Express.

Cabo Delgado é uma província rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados.

Desde Julho deste ano, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas que estavam nas mãos dos terroristas. É o caso das vilas de Mocímboa da Praia e Palma.

Para além do Ruanda, a luta contra o terrorismo em Cabo Delgado conta com o apoio de uma missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que está operacional desde Agosto passado.

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MAIS de 100 chefes de Estado e de Governo participam a partir de hoje na 76ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a decorrer no formato virtual e presencial.

O evento decorre sob o lema “Construindo resiliência por meio da esperança - para se recuperar da Covid-19, reconstruir de forma sustentável, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.

Na abertura, o novo presidente do órgão, Abdulla Shahid, das Maldivas, assume o posto em substituição do turco Volkan Bozkir.

Na sessão do ano passado, o edifício da Assembleia Geral, em Nova Iorque, Estados Unidos, ficou praticamente vazio devido à pandemia, pela primeira vez, em 75 anos da organização.

Um dos eventos mais aguardados da 76ª Sessão é a Cimeira da ONU sobre Sistemas Alimentares. A reunião deverá preparar o cenário para a transformação no sector com vista a atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

Na semana de alto nível serão ainda realizados encontros globais para comemorar o 20º aniversário da adopção da Declaração e Programa de Acção de Durban sobre o combate global ao racismo e à discriminação.  

Várias conferências darão ênfase a datas internacionais como da eliminação total das armas nucleares, da discriminação racial, em memória das vítimas da escravatura e do tráfico transatlântico e contra os testes nucleares.

No mesmo período, também serão realizadas sessões especiais sobre o Plano de Acção Global contra o Tráfico de Pessoas e ainda sobre o combate à prática.

O evento vai igualmente debater tópicos como harmonia com a natureza e a Nova Agenda Urbana. - (ONU NEWS)

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O MINISTRO do Interior, Amade Miquidade, desafia aos comissários da Polícia da República de Moçambique (PRM) a estarem em alerta permanente no combate ao terrorismo de forma a evitar a sua propagação no país.

O titular da pasta do Interior falava segunda-feira (13) na tomada de posse de Ângela Muianga para o cargo de comandante adjunta do Ramo da Ordem e Segurança Pública no Comando Geral da PRM, António Bachir e Moisés Deve, comandantes da PRM nas províncias de Nampula e Manica, norte e centro do país, respectivamente.

Segundo Miquidade, os novos dirigentes devem trabalhar em coordenação com as comunidades, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e outros ramos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) no combate ao terrorismo que, desde finais de 2017, assola alguns distritos da província de Cabo Delgado, norte do país.

“Sobre o terrorismo, vale lembrar que a ameaça é extensiva a todo o país, daí que devem estar em alerta permanente. Quer dizer, todas as acções devem estar viradas para a antecipação Devemos ter conhecimento, com antecedência, de toda manifestação terrorista em qualquer parte do território moçambicano”, disse.

Segundo o ministro, a nomeação enquadra-se na política de rotatividade dos quadros, como estímulo pelo seu empenho, rigor, integridade e cometimento demonstrados no cumprimento e desempenho de acções tendentes ao alcance dos objectivos concretos da instituição.

“Cabe, uma vez mais, aos empossados reforçar estratégias que apurem e resultem no refinamento das competências e habilidades para reforçar e actualizar o combate a criminalidade nos locais onde foram destacados e em todo o território nacional, no geral”, referiu.

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A PRESIDENTE da Assembleia da República (PAR), Esperança Bias, pediu ontem, em Bolonha, Itália, apoio à candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato de 2023/2024.

Esperança Bias falava no Painel de Alto Nível dedicado ao “Papel dos Parlamentos sobre o Diálogo Inter-religioso” do Conselho Global para a tolerância e paz do fórum que teve início domingo último.

Na ocasião, informou que a candidatura de Moçambique, a única de África, mereceu o endosso da União Africana (UA), Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a simpatia de países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e da Comunidade das Caraíbas (CARICOM).

Segundo a presidente da AR, Moçambique espera contribuir no Conselho de Segurança com a sua experiência na promoção da paz e segurança internacionais, assim como em matérias candentes da agenda global.

As eleições para a escolha dos membros não-permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas realizam-se em Junho do próximo ano, em Nova Iorque.

Indicou que as Nações Unidas definem como elementos de garantia da paz e segurança internacionais a necessidade de existência de uma harmonia inter-religiosa, destacando-se a importância do entendimento mútuo como uma das dimensões da cultura de paz.

“Os parlamentares moçambicanos têm participado nos fóruns da Aliança Inter-Religiosa para a Advocacia e Desenvolvimento Social, uma rede de organizações que, através da fé, tem influenciado e encorajado a participação do cidadão nos órgãos de tomada de decisão e no desenvolvimento do país”, disse Esperança Bias, acrescentando que o Estado moçambicano reconhece e valoriza a actividade religiosa.

Esclareceu que a prática religiosa tem a sua importância na criação de um clima de entendimento, tolerância e paz, contribuindo para a consolidação da unidade nacional e promoção do bem-estar, tendo informado que foi lançada em Moçambique a auscultação pública da lei de Liberdade Religiosa e de Culto.

“Trata-se de um processo envolvente que manifesta preocupação em criar condições adequadas para o funcionamento das denominações religiosas no país. A diversidade religiosa e cultural no nosso país constitui um factor aglutinador de todos os moçambicanos e faz de Moçambique uma nação maravilhosa e contribui para a unidade nacional”, vincou a presidente do Parlamento moçambicano.

Na reunião de Bolonha, que hoje termina, entre as sessões programadas em plenário e em debates temáticos, mesas redondas e workshops, terão lugar discussões sobre questões de prioridade, entre eles, o papel das religiões na superação das desigualdades económicas e de género diante da crise internacional causada pela Covid-19, respeitando o meio ambiente, promovendo a educação e apoiando os direitos humanos.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

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