Director: Júlio Manjate

Moçambique passa a integrar, desde ontem, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

O Malawi é outro país que, a par com Moçambique, passa a integrar este órgão da União Africana (UA), em substituição de Angola e Zimbabwe.

A eleição de Moçambique aconteceu ontem na 33ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA, um evento que teve lugar na cidade de Addis-Abeba, capital etíope, sob o lema “Silenciar as Armas, Criando Condições para o Desenvolvimento de África”.

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse que para a implementação  sustentável das acções que garantam a paz no continente exige-se dos Chefes de Estado e de Governo uma capacidade de prevenir, gerir e combater focos de tensão.

Por isso, manifestou a abertura do Governo moçambicano para apoiar toda a assistência que for necessária e ao alcance de Moçambique, bem como outras informações nesta matéria.

“Entendemos que as nossas acções deverão incidir no reforço da boa governação, inclusão e combate à corrupção, prosseguir com a eliminação das desigualdades económicas, sociais e políticas e continuar a tomar medidas coordenadas para o combate do tráfico de armas ligeiras, intensificar a troca de informações e controlo do crime transfronteiriço. Continuar a privilegiar os mecanismos de resolução dos conflitos existentes,  mobilizar recursos para apoiar intervenções coordenadas ao nível do continente”.

Explicou que só assim será possível assegurar a manutenção da paz e segurança em África.

Para o efeito, salientou o governante, “Moçambique apoia a proposta de Angola para convocar uma conferência extraordinária, na qual serão discutidas medidas concretas para o combate ao terrorismo no Sahel, Corno de África e regiões de África.

Face a esta abordagem, o Governo moçambicano manifesta a sua abertura para qualquer tipo de assistência e troca de informações e outras experiências nesta matéria.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana é o principal órgão encarregado da garantia da paz e segurança no continente, integrando 15 membros, e funciona na sede da UA, em Addis-Abeba, coadjuvado nas suas deliberações por um comité militar e outro de peritos diplomatas.

A cimeira também foi marcada pela passagem da presidência rotativa da União Africana do presidente do Egipto, Abdel Fattah el-Sisi, para o seu homólogo sul-africano,Cyril Ramaphosa .

Comments

A Marinha de Guerra Francesa vai apoiar a sua congénere de Moçambique em matérias de formação e treinamento para controlar eventuais casos de contrabando de drogas e pesca ilegal na região costeira de Moçambique.

Com efeito, está atracada desde a última sexta-feira, no porto de Maputo, uma fragata da Marinha de Guerra Francesa que vai permanecer no país por quatro dias.

Falando no acto de recepção da missão visitante, o embaixador da França em Moçambique, David Izzo, disse que os dois países vão partilhar experiências  e, por sua vez,  o Capitão-de-fragata na Marinha de Guerra de Moçambique, Carlos Cossa,realçou que Moçambique e a França têm responsabilidades comuns na manutenção da segurança ao longo do Oceano Índico. (RM)

Comments

O Secretário de Estado da Juventude e Emprego, Osvaldo Petersburgo, diz que, no país, há condições para que sejam criados três milhões de novos empregos, até 2024.

 Trata-se de uma meta apresentada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, aquando da sua investidura para um segundo mandato, a 15 de Janeiro passado.

Osvaldo Petersburgo entende, entretanto, que é necessário que o sector privado esteja envolvido para o alcance desta meta.

O Secretário de Estado da Juventude e Emprego falava sexta-feira após tomar posse para o cargo.

Na ocasião, tomou posse, igualmente, o Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, para quem os bons resultados competitivos de Moçambique passam pela valorização dos atletas.

Para o novo Ministro dos Combatentes, Carlos Siliya, empossado também esta sexta-feira, pelo Presidente da República, o desafio é continuar a prestigiar os combatentes da luta pela independência e da soberania, por um lado.

 Sexta-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, conferiu posse ainda à Ministra na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, Adelaide Amurane, e do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa.

Na mesma ocasião, conferiu posse igualmente a 15 vice-ministros, ao Adido de Imprensa da Presidência, Arsénio Henriques, e àcuradora do Museu, Marlene Magaia.(RM)

Comments

O Ministério da Defesa Nacional distancia-se do suposto recrutamento de jovens para a obrigatoriedade do serviço militar e esclarece que tal facto não se conforma com as práticas e procedimentos estabelecidos na lei que regula a matéria.

Na manhã de ontem a população enfurecida ergueu barricadas na Estrada Nacional Número Um (EN1), mais concretamente nas proximidades do Mercado Grossista do Zimpeto, na cidade de Maputo, dificultando a circulação de pessoas e bens, em protesto contra o referido alistamento de jovens. Para além de bloqueada, jovens arremessaram pedras e estilhaços de vidros contra toda e qualquer viatura que ousasse atravessar o local, o que originou pandemónio, sobretudo nos que viajavam nos transportes semi-colectivos que se puseram a pular pelas janelas para escapar à fúria popular. Os ânimos só vieram a amainar com a chegada ao local de uma brigada conjunta da Polícia de Protecção e Polícia Municipal. Zimpeto foi o epicentro de uma manifestação que se alastraria por outros bairros das cidades de Maputo e Matola, dado que, segundo relatos postos a circular nas várias plataformas de comunicação, seria o primeiro ponto a escalar pelos agentes recrutadores.

O Ministério da Defesa Nacional reagiu de imediato à confusão assumindo que tomou conhecimento da circulação de informações em aglomerados populacionais, tais como mercados e estações de transporte público e acompanhou através das redes sociais alegados planos de suposto recrutamento compulsivo de jovens para o cumprimento do serviço militar.

Carlos Mucamissa, director nacional de Educação Cívico Patriótica no Ministério da Defesa Nacional, afirmou que as acções do suposto recrutamento compulsivo foram levadas a cabo por indivíduos desconhecidos em algumas localidades e bairros de Maputo, tais como Manhiça, Bobole, Marracuene, Zimpeto, T-3, Ndhlavela, Patrice Lumumba, entre outros, suportando que objectivo seria o treinamento de jovens para o reforço do efectivo das Forças Armadas de Defesa de Mocambique (FADM) que lutam contra os insurgentes na província de Cabo Delgado.

Mucamissa indicou que a circulação destas informações coincide com o decurso do recenseamento militar no país, cujo fim está previsto para o dia 28 de Fevereiro corrente.

“Actualmente, o Ministério da Defesa Nacional está a desenvolver um trabalho conjunto com as Forças de Defesa e Segurança, com vista a descobrir a origem, motivações e os presumíveis autores destes actos para a sua responsabilização criminal”, disse Carlos Mucamissa, apelando à calma, vigilância e colaboração da sociedade para a denúncia destes actos.

Mucamissa salientou que qualquer denúncia relacionada com estes factos pode ser apresentada junto dos centros provinciais de recrutamento e mobilização ou na esquadra da Polícia mais próxima.

Enquanto isso, o Comando-Geral da Polícia apelou, em conferência de imprensa, à calma da população e à denúncia às autoridades de quaisquer manifestações que concorram para a perturbação da ordem e tranquilidade públicas.

Orlando Madumane, porta-voz da corporação, disse estar em curso uma investigação para a identificação, neutralização e responsabilização criminal dos autores da desinformação.

Assegurou não possuir qualquer queixa ou registo de desaparecimento de jovens, quer na cidade de Maputo, quer na província, em conexão com o suposto recrutamento.

Comments

O Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, disse ontem que a agenda do seu Governo é única e está virada para o desenvolvimento de Moçambique e consequente criação do bem-estar dos seus cidadãos.

Falando na cerimónia em que conferiu posse a novos membros do Governo, entre ministros, vice-ministros, secretários de Estado, o adido de imprensa e a curadora do Museu Presidencial, Filipe Nyusi desafiou os empossados a nunca permitir que o ambiente de trabalho atrase a verdadeira e legítima agenda do povo moçambicano.

Nyusi lembrou aos quadros do seu Governo que a visão sobre a governação do país para o quinquénio 2020/2024 já foi partilhada, de forma detalhada, para cada ministério, convidando-os a revisitarem estes documentos.

O Chefe do Estado explicou que as acções de um vice-ministro se evidenciam quando o titular do ministério está ausente ou temporariamente impedido de exercer as suas funções mas, segundo disse, por vezes, esta forma de actuação transmite a imagem de que alguns vice-ministros são ociosos ou então que o ministro chama para si todo o protagonismo na actividade do sector.

“Não vamos permitir o subaproveitamento deste manancial intelectual e profissional que acabamos de conferir posse. Entre o ministro e vice ministro deve haver um ambiente de trabalho entrosado, sem aproveitamentos individuais e com o fim único de materializar o Plano Quinquenal do Governo”, disse o PR.

Acrescentou que se por um lado o vice-ministro deve ser proactivo na apresentação da proposta de trabalho, o ministro deve ter discernimento e inteligência suficiente para, em conjunto, e como líder da equipa, avaliar as melhores formas da implementação dessas ideias.

Recomendou os membros do Governo, especificamente os ministros e vice-ministros, a privilegiarem o diálogo e discussão profissional sobre os assuntos do sector, exortando os vice-ministros, como coadjuvantes dos ministros, a estarem disponíveis para cumprir pontualmente e lealmente todas as tarefas que lhes forem incumbidas.

“Não quero dirigentes que excluem ou que se auto excluem, que esperam orientações para fazer o que sabem que deve ser feito. Também não quero dirigentes que esperem que o seu superior ou colega escorregue para celebrar as suas derrotas”, disse o Chefe do Estado, acrescentando que trabalhará com cada ministro e vice-ministro para definir as áreas concretas de actuação, num trabalho harmonizado, onde o ministro será responsabilizado enquanto responsável da equipa.

À Ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, o PR explicou que, entre outras acções, deve prestar atenção integral aos trabalhadores moçambicanos e os respectivos empregadores, assegurando o equilíbrio na relação entre as partes.

À Ministra da Presidência para os Assuntos da Casa Civil, Adelaide Amurane, o Presidente recomendou que continue a supervisionar as actividades deste órgão de apoio ao Chefe do Estado na realização das suas actividades; bem como a orientar e supervisionar as actividades do Gabinete do Presidente da República, da Casa Civil e das instituições subordinadas, garantindo a execução plena das suas funções e assegurando relações fluidas entre a Presidência da República, o Governo e outras instituições do Estado a nível central e local. 

Do Ministro dos Combatentes, Carlos Jorge Siliya, o Chefe do Estado disse esperar que se conclua, em parceria com o Ministério da Economia e Finanças, o pagamento das pensões dos combatentes, um processo que, segundo disse, "foi bem encaminhado pelos anteriores dirigentes do sector".

(Alcides Tamele)

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction