Director: Lázaro Manhiça

OS Estados Unidos de América (EUA) concluíram em Moçambique o segundo treino militar conjunto face à ameaça terrorista em Cabo Delgado, norte do país, anunciou hoje (13) a embaixada norte-americana em comunicado.

“Os Estados Unidos continuam empenhados em ajudar Moçambique a combater o terrorismo e a prevenir o alastramento do extremismo violento”, disse o embaixador dos EUA, Dennis Hearne, durante a cerimónia de encerramento do treino, na sexta-feira, e citado hoje na nota de imprensa.

O treino de Forças de Operações Especiais dos EUA e 100 elementos dos Comandos moçambicanos durou seis semanas com o objectivo de evitar a propagação do terrorismo e com vista a fortalecer a cooperação entre os dois países, acrescenta o documento.

A preparação surgiu depois de uma primeira formação de dois meses, concluída em Maio e que foi dirigida a fuzileiros moçambicanos.

O Departamento de Defesa dos EUA planeia realizar mais treinos com Fuzileiros e Comandos das Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM).

Desde Julho, os EUA realizaram ainda um segundo programa de treino médico para situações de combate em que participaram 60 soldados das FADM.

“O pessoal médico que participou no treino está agora certificado para formar colegas de serviço”, refere-se no comunicado.

Os EUA incluíram ainda membros das FADM no exercício marítimo regional Cutlass Express. - (LUSA)

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A COMISSÃO do Plano e Orçamento (CPO) da Assembleia da República (AR)  defende que a fronteira de Machipanda, na província de Manica, passe a funcionar 24 horas por dia.

Actualmente, o posto de fronteira opera entre às 06 até 22 horas, o que embaraça os utentes, sobretudo os operadores do ramo de transporte de carga de e para o porto da Beira, na província de Sofala.

A fronteira de Machipanda é um dos principais pontos de entrada para o Zimbabwe a partir da província de Manica, e através da Estrada Nacional número seis (EN6), também chamado corredor da Beira.

Devido a limitação no horário de funcionamento, centenas de camiões de longo curso chegam a ficar dois ou mais dias na fila, aguardando a passagem para ou de Zimbabwe.

O presidente da CPO, António Niquice, disse, em conferência de imprensa, no término de uma visita de dois dias à província de Manica, que a entrada um horário ininterrupto seria um alívio para os utentes e, também, dinamizaria a circulação de pessoas e bens.

“É uma fronteira extremamente movimentada e com um papel importante no que diz respeito ao apoio aos países do interior. Moçambique está numa localização geoestratégica favorável, porque tem acesso ao mar. Todos os países a montante querem tirar os benefícios do mar. Dependem de nós através do corredor da Beira. Portanto, é preciso sabermos explorar essa vantagem”, disse Niquice. - (AIM)

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O DEPUTADO Lutero Simango, líder da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), apresentou sexta-feira (10), na cidade da Beira, a sua candidatura à presidência desta força política.

“Reunimo-nos e decidimos submeter a proposta de candidatura de Lutero Simango a presidente do partido”, afirmou Rosália Macate, presidente da Liga da Mulher do MDM, na província de Sofala.

Macate falava à comunicação social, após um grupo de membros do MDM mandatários de Simango terem formalizado  a candidatura do político à presidência do terceiro maior partido moçambicano.

Lutero Simango concorre à sucessão do seu irmão Daviz Simango, que morreu vítima de doença em Fevereiro, após 11 anos na presidência do MDM.

“Apostamos no Lutero com a convicção de que ele irá aglutinar os companheiros do partido MDM, desde a base até ao topo, por que ele é filho deste partido”, declarou a presidente da Liga da Mulher do MDM em Sofala, citada pela Lusa.

Lutero Simango é o segundo candidato à presidência do terceiro maior partido, depois de o secretário-geral da organização, José Domingos, ter formalizado recentemente a sua candidatura.

O deputado Silvério Ronguane manifestou a sua intenção de concorrer à liderança da organização, mas ainda não formalizou esse desejo.

Na Assembleia da República, o MDM controla apenas seis assentos e detém presidência do município da Beira.

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O PARTIDO Frelimo reuniu-se sexta-feira (10) com representantes das denominações religiosas do país para colher subsídios que possam contribuir para a reabilitação e apoio psico-social das vítimas do terrorismo e os deslocados em Cabo Delgado.

A ideia, segundo o secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, que orientou o encontro, é buscar sensibilidades de diversos sectores da sociedade para ajudar a reconstruir o tecido social dilacerado pelo terrorismo naquela província.

Roque Silva lembrou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS),com o apoio de Exércitos estrangeiros, estão a registar avanços no combate ao terroriso e a recuperar áreas que tinham sido ocupadas pelos insurgentes.

“Trata-se de regiões da província que estão completamente abandonadas e é preciso que se faça um trabalho de base para que a população regresse às suas zonas de origem”, disse Roque Silva, afirmando que a restauração da ordem, da paz e do bem-estar da população não passa apenas pela erradicação do terrorismo, mas pela reconstrução das infra-estruturas destruídas, pela restauração dos serviços e, o mais importante, pelo restabelecimento da confiança e da esperança da população.

“É preciso um trabalho intenso com as vítimas do terrorismo, restaurar a confiança das pessoas que viveram os traumas deste fenómeno, que viram seus familiares serem mortos, degolados ou esquartejados inocentemente”, acrescentou.

Roque Silva lembrou que,para além deste problema em Cabo delgado, o país enfrenta a pandemia da Covid-19, cujos efeitos se fazem sentir em todos os sectores da sociedade moçambicana, incluindo a nível dos partidos políticos e grupos religiosos.

“Também precisamos pensar conjuntamente e, de forma permanente, nos mecanismos através dos quais podemos contribuir para reduzir os impactos desta doença na nossa sociedade”, disse o político.

Convidados a intervir, José Guerra, presidente da Conselho Religioso de Moçambique, lamentou o facto de o país estar a passar por situações que distraem a sociedade para não lembrar o que se passa em Cabo Delgado.

Apesar disso, acrescentou, periodicamente as igrejas canalizam apoiosàs vítimas do terrorismo em Cabo Delgado. “A dúvida que persiste é sobre como prestar apoio espiritual às FDS em Cabo Delgado. Deve haver um trabalho sério com os líderes comunitários e religiosos para mobilizar a população a regressar às suas origens”, disse Guerra, para quem é necessário melhorar a vigilância para evitar que os terroristas se misturem com a população.

Por sua vez, a presidente do Conselho Cristão de Moçambique, Felicidade Chirindza, afirmou que o encontro era uma oportunidade para as igrejas trabalharem unidas para produzir impacto superior em Cabo Delgado.

“Temos que trabalhar com a população e as igrejas para um acção psico-social paraidentificar o que pode ser feito para melhorar a situação”, apontou.

Foram ainda apresentadas propostas para a produção de mensagens padronizadas para confortareconsolar aqueles que estão traumatizados pelo terrorismo e outras para sensibilizar os jovens a não se juntar aos grupos terroristas.

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, endereçou sexta-feira (10) ao seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, uma mensagem de condolências pela morte do antigo estadista luso Jorge Sampaio vítima de doença, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Na missiva, Nyusi destaca a relação que Sampaio cimentou com Moçambique. “Estou convencido de que o Dr. Jorge Sampaio viverá eternamente nos corações dos moçambicanos, dado que foi um grande amigo de Moçambique e do seu povo, justamente porque em vida desempenhou um papel importante na luta pela nossa Independência Nacional”, refere o Presidente Nyusi.

Recorda que foi por isso que Sampaio foi galardoado com a Ordem Amizade e Paz de Moçambique do 1º Grau, em reconhecimento à sua imensurável contribuição no estabelecimento e manutenção das boas relações entre Moçambique e Portugal e, consequentemente, entre os povos dos dois países.

O Presidente da República diz também na mensagem que pessoalmente manterá uma “grande recordação e os ensinamentos”que o outorgou quando da sua histórica viagem à província de Nampula, a 1 de Maio de 1997, em que teve a oportunidade de dirigir o comboio presidencial que então o transportou, juntamente com a sua comitiva da cidade de Nampula até Monapo, onde visitou os empreendimentos socioeconómicos locais e a comunidade portuguesa ali residente.

“Neste momento de consternação, prestamos a nossa reconhecida homenagem a este grande patriota português e humanista do mundo, que deu tudo de siem prol da humanidade”, destaca ainda o Chefe do Estado moçambicano.

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