Director: Júlio Manjate

O Presidente da República promete liderar pelo exemplo e ter no trabalho a principal marca da sua governação ao longo do segundo mandato presidencial inaugurado ontem, tendo a paz como prioridade absoluta enquanto condição do desenvolvimento.

No seu primeiro discurso após a investidura ontem na Praça da Independência, em Maputo, Filipe Nyusi renovou o compromisso com a promoção de emprego para a juventude, sustentando que a aposta na agricultura e na industrialização do país, igualmente preconizada para o presente ciclo de governação, vai funcionar como alavanca para o alcance deste objectivo. Lembrou que a promoção de emprego será uma agenda transversal no presente ciclo de governação, com iniciativas que devem partir de todos os sectores de actividades.

A melhoria do ambiente de negócios,expansão da electrificação rural para as localidades e postos administrativos,viabilização da exploração sustentável de reservas de gás natural e recursos minerais,provisão de água de forma segura e permanente,acesso à saúde e habitação,melhoria da rede de estradas e pontes são algumas das áreas que Filipe Nyusi apontou como aquelas que vão merecer particular atenção nos próximos cinco anos.

Relativamente ao “dossier”paz, o Presidente da República garantiu que continuará a ser prioridade absoluta, como condição indispensável para o desenvolvimento.

“Continuaremos, nem que isso nos custe a vida, a defender e promover a paz. Estimularemos o diálogo franco e aberto como mecanismo privilegiado de prevenção e resolução de conflitos e promoção da coesão nacional”, disse.

“Não tenhamos medo de pensar diferente,pois é no pensamento diferente que estão as alternativas de solução dos nossos problemas. É no respeito pelos que pensam diferente onde está o segredo da reconciliação”, sublinhou o Chefe do Estado, que “atacou” a mentira, as ofensas e a violência verbal, afirmando que elas “não constroem a democracia”.

“Que o perdão, a tolerância, a reconciliação e o sentido de pátria prevaleçam nos nossos corações”, apelou.

Garantiu que o seu Governo vai manter respeito à separação e independência dos poderes executivo, legislativo e judicial, criando maior espaço para o pluralismo de ideias e liberdade de expressão e de associação. Ligado a isto, apontou o combate à corrupção como um imperativo e não como um exercício de caça às bruxas, de modo a promover-se uma melhor e efectiva gestão da coisa pública.                                                                                                                 

“Moçambique tem tudo para dar certo”, reiterou o Presidente da República, fundamentando a ideia de que com o trabalho de todos será possível levar Moçambique a bom porto.

Já no almoço que ofereceu aos dignitários estrangeiros e outros convidados à cerimónia de posse, Filipe Nyusi apelou à necessidade de solidariedade para com os moçambicanos que ainda se ressentem dos efeitos das calamidades naturais e a uma acção conjunta e enérgica contra os malfeitores que protagonizam ataques nas regiões centro e norte do país.

“Reafirmo que sou Presidente de todos os moçambicanos. A democracia não se esgota na escolha de um partido vencedor… A democracia não tem donos, é uma conquista de todos que precisa de ser validada por todos, todos os dias. Só serei um bom Presidente sem uma boa e forte oposição… Moçambique precisa de um confronto livre e salutar de ideias…”, disse o Chefe do Estado, acrescentando que no seu Governo, mais do que cargos, todos terão missão e a todos serãoexigidosética, competência, bom sensoe lealdade.

“Vamos exigir sentido de Estado e patriotismo…”, alertou o Presidente.

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, desvalorizou hoje em Maputo, a ausência de vários líderes europeus na cerimónia de tomada de posse de Filipe Nyusi como Chefe de Estado moçambicano.

“Estando Portugal, representamos muito bem a União Europeia”, disse Augusto Santos Silva questionado pelos jornalistas sobre a ausência de dirigentes europeus na cerimónia, na capital moçambicana.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente português, é o único chefe de Estado da União Europeia que veio assistir à investidura.

Da lista de presenças presidenciais constam outros dois líderes lusófonos: João Lourenço, presidente de Angola, e Jorge Carlos Fonseca, Chefe de Estado de Cabo Verde, que actualmente detém a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização que contará também com a participação do secretário-executivo, o português Francisco Ribeiro Telles.

Ruanda, Quénia, Zâmbia, Zimbabwe, África do Sul, Botswana e Maurícias completam a lista de chefes de Estado presentes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, presente na tomada de posse, frisou não estranhar a ausência de chefes de Estado de outros países da União Europeia e acrescentou que a presença presidente português tem “um significado óbvio”.

Santos Silva disse que Portugal é um país plenamente europeu, que pertence ao Atlântico Norte e que se sente “à vontade” fora da Europa e fora do Atlântico Norte.

“Em todos os lados nós sentimo-nos bem, o que faz de nós um ‘pivot’ na relação entre a Europa e a América Latina ou Ásia e faz em África, na América Latina ou na Ásia o que todos os africanos, asiáticos, latino-americanos sabem: somos um bom advogado dos interesses deles na Europa”, afirmou, segundo Lusa.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, Moçambique é um país “muito estável” do ponto de vista político, que pôs fim a uma guerra civil “muito dolorosa” e criou um regime parlamentar pluripartidário, apesar de problemas internacionais.

“Como todos nós, Moçambique também está sujeito às ameaças que nos atingem a todos, à cabeça das quais eu coloco as redes terroristas internacionais que infelizmente também ameaçam o norte de Moçambique, como ameaçam Portugal, a Europa ou o Médio Oriente”, disse Santos Silva.

Questionado sobre o estilo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que considerou Moçambique “como segunda casa”, o ministro dos Negócios Estrangeiros elogiou a sensibilidade do Chefe de Estado português para assuntos internacionais.

“Eu sou suspeito porque sou um ministro dos Negócios Estrangeiros que tem beneficiado enormemente do apoio, a todas as honras, dos presidentes com quem tive o prazer de trabalhar: primeiro o presidente Cavaco Silva, no fim do seu mandato, e agora o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, cuja sensibilidade para as questões de política externa, sua capacidade de representar a nação inteira, como é próprio do presidente da República, e empatia com todas as pessoas são activos para a projecção do país”, afirmou.

O acto de investidura de Nyusi, para o segundo mandato como Chefe de Estado, começou com a leitura do juramento e terminou com uma tradicional batida de martelo pela presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, que confere a posse.

A cerimónia pública termina anda no final desta manhã.

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O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, leu hoje o seu juramento para cumprir um segundo mandato, pelas 10:43h. durante a cerimónia de tomada de posse na Praça da Independência, na cidade de Maputo. O acto foi testemunhado por milhares de pessoas e centenas de convidados nacionais e estrangeiros que presenciam ao acto de investidura.
O Chefe de Estado fez a leitura com a mão direita sobre a Constituição da República perante a presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, que conferiu a posse.
Neste momento estão a ser apresentados os altos dignatários estrangeiros convidados à cerimónia com destaque para os 10 Chefes de Estado e de Governo. O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, foi o primeiro.
A cerimónia terminará depois com o  discurso inaugural de Filipe Nyusi.
Cerca de 3.000 pessoas foram convidadas para o  evento segundo a organização. Nyusi foi reeleito aos cargo de Presidente da República, com 73 porcento de votos à Frente de 0ssufo Momade, candidato da Renamo e Mário Muquississe, do AMUSI, que concorreram nas eleições de 15 de Outubro.
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Dez chefes de Estado assistem hoje à cerimónia de tomada de posse do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para um segundo mandato, anunciou a organização, num evento que desde cedo anima o centro da cidade.

Três horas antes do início da cerimónia, previsto para as 10:00 , a Praça da Independência, no coração de Maputo, recebia grupos de pessoas que pretendem assistir àquele que será um dos eventos do ano.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente português, é o único chefe de Estado da União Europeia que vai assistir à investidura, segundo a Lusa.

Da lista de presenças presidenciais constam outros dois líderes lusófonos: João Lourenço, presidente de Angola, e Jorge Carlos Fonseca, chefe de Estado de Cabo Verde, que atualmente detém a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização que contará também com a participação do secretário-executivo, o português Francisco Ribeiro Telles.

Ruanda, Quénia, Zâmbia, Zimbabwe, África do Sul, Botswana, Maurícias completam a lista de chefes de Estado presentes.

Uganda e Guiné Equatorial terão vice-presidentes a assistir à tomada de posse.

O Governo chinês vai enviar à cerimónia Cai Dafeng, enviado especial do Presidente Xi Jinping.

Do lado português, além de Marcelo Rebelo de Sousa, participa na cerimónia o ministro dos Negócios Estrangeiro, Santos Silva, e a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.

O acto de investidura começa com a leitura do juramento do Presidente e termina com uma tradicional batida de martelo pela presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, que confere a posse.

Segue-se um discurso pelo chefe de Estado moçambicano e a cerimónia pública no centro da capital deve terminar pelas 11:20.

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O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, apelou aos moçambicanos para apoiarem os esforços do Presidente Filipe Nyusi, no restabelecimento da paz no nosso país.

Falando a jornalistas na Praça da Independência, local que acolhe a cerimónia de investidura do candidato da Frelimo vencedor das eleições gerais de 15 de Outubro. Chissano disse que Nyusi está comprometido com a paz, cabendo aos moçambicanos apoiarem com ideias, a par da cooperação com os países vizinhos e de outros quadrantes do mundo.

“Mas a primeira responsabilidade cabe aos moçambicanos”, enfatizou o antigo estadista.

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