Director: Júlio Manjate

Representantes dos países da África Austral reunidos semana passada em Maputo na 12ª assembleia plenária da Associação Inter-regional dos Bispos Católicos (IMBISA) reafirmaram o seu empenho na promoção do bem-estar das sociedades, sobretudo na protecção de crianças e idosos. LEIA MAIS

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Jornalistas nacionais consideram que os ataques militares que ocorrem na região Centro do país põem em causa o Acordo de Paz e Reconciliação de Maputo e todo o projecto de desenvolvimento do país e o bem-estar dos cidadãos.

Afirmam que a ideia com que o país e o mundo ficaram, a seis de Agosto último, data da assinatura do Acordo de Maputo, foi de que estavam sanadas todas as lacunas nos entendimentos anteriormente alcançados entre o Governo e a Renamo, prevendo-se o calar definitivo das armas em Moçambique.

Os entrevistados referem que esta situação é repudiável e os moçambicanos devem-se manifestar contra a instabilidade, apelando aos dirigentes políticos a encontrarem no diálogo a única forma de resolver qualquer tipo de problemas.

À Renamo e a sua auto-proclamada junta militar, os homens da pena apelam ao diálogo interno com vista à identificação de um interlocutor válido para poder dialogar com o Governo e encontrar uma solução pacífica para as questões que estejam a levar a este acto.

Mais ainda, defendem que os cidadãos moçambicanos não podem continuar a ser mortos inocentemente para o alcance de interesses particulares ou partidários.

Exortaram a sociedade a reforçar os apelos à manutenção da paz e ao repúdio à violência,  como forma de manifestação do desagrado, bem como a construção de confiança entre os cidadãos, como forma de alcançar a verdadeira reconciliação nacional.

Retomar o diálogo para restaurar a paz

ANSELMO Sengo, jornalista do semanárioPúblico, começou por repudiar os ataques militares contra cidadãos civis, afirmando que esta situação coloca em causa o bem-estar dos moçambicanos e a manutenção da paz no país.

Disse ser chegada a altura de os partidos políticos começarem a perceber que a violência ou o recurso às armas já não é a melhor via para alcançar objectivos, mas é sinónimo de destruição e retrocesso ao desenvolvimento daí a necessidade de se voltar ao diálogo.

Sengo lamentou o facto de há pouco menos de seis meses o país ter testemunhado a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação de Maputo, com garantias do Governo e da Renamo que Moçambique não voltaria a viver sob ameaça de guerra, o que não está a ser respeitado.

Apelou à Renamo para internamente persuadir os seus membros, na auto-proclamada junta militar, a juntarem-se à mesa do diálogo e abraçar a causa da paz, tal como se estabeleceu no dia seis de Agosto último.

“É preciso fazer-lhes ver que o caminho mais adequado é o da paz e reconciliação, para a construção de Moçambique. Os cidadãos não podem continuar a ser vítimas dos seus próprios irmãos. Vamos retomar o diálogo”, defendeu.

O jornalista afirmou que ao estabelecer a paz, o país cria condições para continuar a implementar os seus projectos de desenvolvimento e consequentemente o bem-estar dos seus cidadãos.

Apelou aos dirigentes políticos nacionais, sobretudo a Renamo, a respeitar os princípios plasmados no Acordo de Paz e Reconciliação de Maputo, lembrando que a via do diálogo é o caminho válido para qualquer tipo de reivindicação.

Respeitar os projectos de desenvolvimento

PARA o jornalista do “Diário de Moçambique”, João Chicote, os autores dos ataques militares no país deveriam lembrar que as suas acções apenas concorrem para por em causa os projectos de desenvolvimento do país.

“Vamos repudiar os ataques que estão a acontecer na região Centro do país que podem retrair as iniciativas de investimento estrangeiro, que nos últimos tempos têm estado a aumentar a nível nacional”, disse Chicote.

Justificou a sua afirmação com os exemplos dos anúncios das decisões de investimentos para a exploração de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, no norte da província de Cabo Delgado, pela multinacional ENI.

João Chicote afirmou que os ataques esporádicos podem pôr em causa o projecto de desenvolvimento do país, daí a necessidade urgente de se retomar o diálogo político para se encontrar uma solução para esta questão.

Para se evitar essa situação, de acordo com João Chicote, a liderança da Renamo e da auto-proclamada da junta militar desta formação política devem se aproximar do Governo, tendo em conta o passo inicial dado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, de se deslocar a Gorongosa numa acção que culminou com a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação de Maputo.

“Nada justifica que o país retorne a um passado não positivo e se há alguma reivindicação por fazer que seja feita nas instituições apropriadas, desde a Assembleia da República, onde a Renamo está representada ou até por via do Presidente da República, Filipe Nyusi, que já se mostrou aberto a dialogar com qualquer força vida da sociedade”, sugeriu Chicote.

Acrescentou que colocar todos os problemas na mesa de diálogo é a única alternativa para não colocar em causa os projectos de desenvolvimento do país, que nunca vai acontecer com o país em situação de instabilidade.

Instabilidade tira sono a qualquer moçambicano

JACINTA Nhamitambo, jornalista da Rádio Moçambique, referiu que os ataques nunca foram e jamais serão bons, quer para o país, quer pra o mundo, e isso volta a tirar sono a qualquer moçambicano, depois de ter sido testemunhado em Agosto último a assinatura de um acordo que se esperava que significasse o calar definitivo das armas.

“Quando voltam a surgir instabilidades militares ficam fragilizados todos os esforços feitos pela população para desenvolver o seu país, o que faz com que as pessoas se sintam retraídas para fazerem muito mais”, disse Nhamitambo.

Lamentou o facto de os autores desses ataques não darem a cara para apresentar as razões que estão por detrás dessa actuação.

“Não se sabe quem são os autores desses ataques, ou a Renamo ou a sua auto-proclamada junta militar, mas, independentemente disso, é preciso que os moçambicanos digam basta à esta situação”, acrescentou.

A jornalista afirmou que nesta altura o país precisa se concentrar naquilo que pode fazer bem aos moçambicanos, aproveitando os diversos recursos que o país oferece.

Para ultrapassar esta situação, Jacinta Nhamitambo defende que as Forças de Defesa e Segurança redobrem esforços para trazer respostas de quem é que está a protagonizar estes ataques que criam constrangimentos ao país.

Mas também há necessidade de se reforçar o diálogo para encontrar uma solução deste problema, quer a nível interno na Renamo, quer num diálogo entre esta formação política e o Governo.

“Só não se pode aceitar que moçambicanos sejam vítimas de instabilidades criadas por razões desconhecidas. Vamos reforçar a vigilância para combater este mal”, sugeriu.

Buscar soluções pacíficas

O JORNALISTA Brito Simango, da Televisão de Moçambique, sugeriu que se busquem soluções urgentes e pacíficas para esta situação, porque os ataques supostamente perpetrados por homens da Renamo têm consequências nefastas para a economia do país.

Referiu que uma das consequências destes actos é a deficiência na circulação de pessoas e bens de uma parte para a outra no país, dificultando o desenvolvimento de negócios.

“As estradas nacionais número Um e Seis, que são os principais eixos de coesão do país, ficam paralisados, e a levar mais tempo com esta situação a economia nacional e de alguns países do hinterland pode ficar afectada”, disse Simango, apontando os exemplos do Zimbabwe, Zâmbia, Malawi, República Democrática do Congo, como alguns exemplos cujas importações e exportações marítimas dependem destas estradas nacionais.

Para este jornalista, é difícil definir como se pode resolver este problema, porque a Renamo, o principal partido da oposição, precisa se organizar, porque na actual situação não se pode definir como buscar uma solução para acabar com a instabilidade.

Simango lembrou que a seis de Agosto foi assinado o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, que é o interlocutor válido deste partido político, mas com o surgimento da auto-proclamada junta militar da Renamo se cria um problema, porque fica difícil determinar com quem é que o Governo vai negociar.

Acrescentou que esta actuação põe em causa a paz nacional, porque enquanto houver ataques militares, o país não está em ordem ou em tranquilidade, e esta é uma acção que tira sono aos moçambicanos.

“A sociedade civil deve difundir mais a mensagem da paz, porque o que está a ocorrer neste momento não ajuda aos moçambicanos, mas o diálogo é a solução mais viável para este impasse”, acrescentou.

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O Primeiro-Ministro Carlos Agostinho do Rosario, participa, de 18 a 19 de Novembro, no 5º Fórum Global de Negócios de África, em Madinat Jumeirah, Dubai, Emiratos Árabes Unidos, em representação de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República, segundo um comunicado a que o Noticias Online, teve hoje acesso,

 O Fórum Global de Negócios de África realiza-se de dois em dois anos, sob os auspícios da Câmara da Industria e Comércio do Dubai, e conta com a participação de empresários dos Emiratos Árabes Unidos e de paises africanos.

Um dos principais objectivos deste evento é o de facilitar o estabelecimento e desenvolvimento de parcerias entre empresários daquele país do Médio Oriente e os de África.

Segundo o comunicado, a presente edição tem como tema: ʺa importância do desenvolvimento sustentável como motor e catalisador do progresso económico e social em África, as principais tendências que impulsionam a próxima fase do crescimento do continente, empreendedorismo, tecnologia e inovaçãoʺ.

 Durante a sua estadia em Dubai o Primeiro-Ministro , para além de participar no Fórum de Negócios , será recebido , em audiência de cortesia, por Sua Alteza Sheikh 2 Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, Vice –Presidente e Primeiro Ministro dos Emiratos Árabes Unidos e Emir de Dubai.

O programa de trabalho de Carlos Agostinho do Rosário, inclui ainda a realização de vários encontros com empresários daquele país que estão interessados em investir em Moçambique nos diferentes domínios de actividade económica e social.

 Nesta sua deslocação aos Emiratos Árabes Unidos o Primeiro-Ministro far-se-á acompanhar pelo Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto sousa Fernando, e pelo Vice-Ministro da Indústria e Comércio, Júlio Pio, bem como de quadros do Gabinete do PM, do MINEC e da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX).

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O sector energético no país tem vindo a registar um crescimento assinalável, nos últimos anos, sobretudo, com a expansão da rede de comercialização de combustíveis líquidos, associada ao aumento do parque automóvel e industrial.

Esta evolução do sector energético nacional, está ainda associada ao surgimento e desenvolvimento do mercado do gás natural, com a exploração de hidrocarbonetos em diversas áreas do nosso país.

Estas constatações foram apresentadas hoje em Maputo, pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que falava na cerimónia de tomada de posse do Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora de Energia, Paulo António da Graça.

A fonte referiu que apesar deste crescimento, há ainda alguns desafios associados a questão de segurança e estabilidade energética, bem como, da necessidade de fazer face ao fenómeno do aquecimento global.

Do Rosário acrescentou que para responder a estes desafios, foi criada a Autoridade Reguladora de Energia – ARENE, através da transformação do Conselho Nacional de Electricidade – CNELEC, que era um órgão de consulta em matérias ligadas a área da electricidade.

A ARENE passa a ter poderes de regulação e supervisão dos subsectores da electricidade, gás natural, combustíveis líquidos e energias renováveis, assegurando deste modo, o alinhamento do sector da energia às melhores práticas internacionais.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu uma mensagem de felicitações do antigo Presidente da República Unida da Tanzânia, Benjamin William Mkapa, pela reeleição ao cargo, nas eleições gerais e das Assembleias Provinciais de 15 de Outubro de 2019.

Um comunicado emitido pela Presidência da República afirma que a mensagem do antigo estadista tanzaniano refere que a vitória do Presidente Nyusi e da Frelimo é testemunho da confiança que os moçambicanos, não só nutrem pelo Chefe do Estado, pessoalmente, como também, da capacidade e determinação do partido vencedor de continuar a dirigi-los, firmemente, para a frente, nesta árdua viagem para os libertar das masmorras da pobreza e em busca do desenvolvimento sustentável.

“Não tenho qualquer sombra de dúvida que não só o povo moçambicano, mas também, o povo da região e do continente africano continuarão a beneficiar, imensamente, da Vossa rica experiência, sábia liderança, visão sensata e capacidade. Como Vosso vizinho e amigo, a Vossa vitória nutre em mim a esperança renovada de que as nossas, já, fortes relações de irmandade entre os nossos países e partidos irão se fortalecer, cada vez mais”, sublinha a mensagem do antigo Presidente da Tanzânia.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Bento Baloi

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