Director: Lázaro Manhiça

O RECENSEAMENTO militar, na fase de prorrogação, termina amanhã em todo o território nacional. A presente campanha abrangeu os jovens nascidos em 2003 e todos os que não puderam fazê-lo nas ocasiões anteriores, desde que não tenham ultrapassado os 35 anos de idade.

As autoridades militares fazem um balanço positivo da campanha, não obstante alguns constragimentos no início, tais como chuvas que dificultaram o acesso às zonas do interior e a pandemia da Covid-19, que forçou à observação de certas medidas restritivas.

Entretanto, a província de Inhambane já inscreveu 18.050 jovens de ambos os sexos, nesta altura que faltam apenas dois dias para da fase de prorrogação da campanha de recenseamento militar. A cifra coloca a província próximo da meta fixada em 18.830 mancebos.

O delegado provincial do Centro Provincial de Recrutamento e Mobilização, Agostinho Gabriel, explicou que deste número, 5.356 são jovens nascidos em 2003, que este ano completam 18 anos de idade e 12.694 são aqueles que, por diversos motivos, não se inscreveram em ocasiões anteriores, mas que não ultrapassam os 35 anos.

Disse ainda que dos jovens já recenseados, 9.579 são do sexo masculino, ressalvando que as raparigas têm registado uma evolução significativa nos últimos anos e espera-se que deste mês a província atinja a meta atribuída.

Agostinho Gabriel explicou também que a actualização é feita todas as sextas-feiras e, avaliando pela forma como o processo decorre, acredita-se que a  meta dos 18.830 jovens será superada.

Segundo disse, no início da campanha havia fraca adesão de jovens nos postos de recenseamento, mas neste momento o cenário mudou e em cada dia o número tende a subir em quase todos os distritos.

O levantamento de algumas restrições, no âmbito das medidas de prevenção da Covid-19, como o reinício das aulas presencias, é um dos factores determinantes para o cumprimento do plano, tendo em conta que maior parte do grupo-alvo se encontra nas escolas secundárias.

Neste momento, as autoridades desdobram-se no reforço das equipas que estão no terreno, de modo a garantir o cumprimento das metas planificadas para a presente campanha.

O delegado pede a todos os intervenientes, desde líderes comunitários e religiosos, professores, país e ou encarregados de educação para sensibilizar os jovens com 18 anos ou mais que ainda não foram recenseados para aderirem ao processo que termina a 30 de Março corrente.

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AS Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a desdobrar-se no terreno para garantir um regresso seguro da população à vila-sede do distrito de Palma, norte da província de Cabo Delgado, após os ataques terroristas da quarta-feira passada.

A garantia foi dada ontem à noite, em Maputo, pelo porta-voz do Ministério da Defesa, coronel Omar Saranga, que falava em conferência de imprensaconvocada para dar conta da evolução do trabalho que as FDS estão a fazer para neutralizar os terroristas. Assegurou que todas as posições das FDS estão sob seu controlo, ao mesmo tempo que procuram eliminar bolsas de resistência e ataques esporádicos.

Explicou que os terroristas entraram na vida-sede de Palma de forma dissimulada, o que dificultou a sua identificação, e assassinaram dezenas de pessoas indefesas e destruíram algumas infra-estruturas do Estado.

Segundo o dirigente militar, a acção das FDS permitiu a evacuação de outras centenas de cidadãos nacionais e estrangeiros, e evitaram que infra-estruturas e bens fossem severamente vandalizados e pilhadospelos terroristas.

Lamentou a morte de sete cidadãos numa emboscada dos jihadistas a uma coluna de viaturas em que se se faziam transportar na tentativa de fuga no momento do ataque ao Hotel Amarula, onde, segundo fontes, os terroristas se apoderarem de bens.

As FDS apelam à toda a população em Palma para continuar a manter-se calma, vigilante e denunciar prontamente às autoridades qualquer actividade suspeita. “As FDS reafirmam a sua tenacidade de defender a integridade territorial, bem como a protecção dos cidadãos e dos interesses nacionais, sob a liderança do seu Comandante-Chefe, Filipe Nyusi”, disse.

Segundo a Televisão de Moçambique (TVM), prevalecia ontem a falta de comunicações com a vila-sede de Palma. Sobreviventes entrevistados pela televisão pública na cidade de Pemba descrevem um cenário arrepiante vivido durante os ataques da quarta-feira.

Pelo menos 100 trabalhadores da multinacional Total desembarcaram na tarde de ontem no Aeroporto Internacional de Maputo.

Entretanto, devido ao ataque, a petrolífera Total anunciou a suspensão da remobilização dos trabalhos para a retomada das actividades, no âmbito do projecto de construção da fábrica de liquefacção de gás em Afungi.

Em nota avançada no sábado,  a multinacional francesa expressa a sua solidariedade e apoio à população de Palma, aos familiares das vítimas e às pessoas afectadas.

Acrescenta que após o ataque à vila de Palma, localizada perto do estaleiro do Projecto Mozambique LNG em Afungi, a Total está a acompanhar a situação atentamente, em conjunto com as autoridades e as equipas locais.

“A prioridade absoluta da Total é garantir a segurança e a protecção das pessoas que trabalham no projecto.A Total confirma que não há vítimas entre a equipa a trabalhar no estaleiro do projecto em Afungi”, salientou.

Na nota, a companhia, que manifesta confiança no Governo, considera também que decidiu reduzir ao nível mínimo a força de trabalho no estaleiro em Afungi.

O ataque ocorreu um dia após a Total e o Governo moçambicano terem anunciado a retoma, para breve, dos trabalhos de construção da fábrica para a exploração do gás natural em Afungi.

Os trabalhos haviam sido interrompidos devido a um outro ataque nas imediações do recinto de construção, no final do anopassado.

(JOANA MACIE)

 

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O JORNAL Notícias, propriedade da Sociedade do Notícias (SN) foi distinguido hoje (26, em Maputo, com o certificado de reconhecimento pelo apoio e colaboração para o cumprimento, com sucesso, da Campanha Provedor de Justiça-Juntos por Cabo Delgado.

A distinção foi entregue pelo Provedor de Justiça, Isac Chande, à jornalista Joana Macie, em representação da Direcção Editorial.

O Provedor de Justiça desencadeou um movimento lançado a 2 de Dezembro de 2020, com duração de 30 dias, e tinha como objectivo desenvolver acções de solidariedade, com vista a aliviar o sofrimento dos deslocados, vítimas do terrorismo.

A campanha serviu para angariar apoios de parceiros, amigos e pessoas de boa vontade, o que ganhou notoriedade e divulgação com o envolvimento incondicional dos órgãos de informação.

Foram também distinguidas outras empresas e singulares, parceiros da iniciativa Provedor da Justiça-Juntos por Cabo Delgado, dentre eles estações de televisão e rádio, unidades comerciais, instituições de ensino e culturais, diplomatas e funcionário do Gabinete do Provedor de Justiça que contribuíram com um dia do salário.

Segundo Isaque Chande, a campanha resultou na angariação de 1.8 milhão de meticais e de diversos bens alimentícios, vestuário, calçado, produtos de higiene e brinquedos que totalizaram 150 toneladas, incluindo produtos adquiridos.

“Acreditamos que esta pode ter sido a primeira de outras tantas iniciativas que poderão ser levadas a cabo em situações similares, poisa solidariedade deve ser a marca da nossa identidade como moçambicanos”, disseo Provedor.

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MAIS de dezoito mil jovens de ambos sexos foram inscritos na província de Inhambane durante a campanha de recenseamento militar em curso em todo país desde Janeiro passado.

A cifra coloca a província a cerca de 820 jovens para alcançar a meta deste ano que é de 18.830.

O delegado provincial do Centro de Recrutamento Militar, Agostinho Gabriel, explicou que deste número,5.356 são jovens nascidos em 2003, portanto, que este ano completam 18 anos, e a maioria são indivíduos que não puderam recensear na devida altura.

Disse ainda que dos 18.010 jovens já recenseados, 9.579 são do sexo masculino e os restantes do feminino.

Inicialmente previsto para terminar a 28 de Fevereiro, o recenseamento foi prolongado até final de Março corrente e Agostinho Gabriel espera que até lá seja atingida a meta.

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OS governos de Portugal e Estados Unidos de América (EUA) condenam veementemente o ataque terrorista ocorrido quarta-feira (24) contra a vila de Palma, na província de Cabo Delgado.

Em notas separadas emitidas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e embaixada do EUA afirmam terem acompanhado a situação com preocupação e estão em comunicação com as autoridades moçambicanas.

Nos documentos, Portugal e EUA reiteram a sua solidariedade para com as autoridades e o povo moçambicano, bem como o empenho nos reforços de cooperação com Moçambique, tanto a nível bilateral, com vista a estabilização na província de Cabo Delgado.

Na missiva dos americanos expressam solidariedade para com a comunidade de Palma e as Forças Armadas de Moçambique que trabalham para o restabelecimento da paz e da segurança naquela parcela do país.

Os americanos afirmam que a embaixada está profundamente preocupada com os contínuos ataques dos terroristas contra os residentes de Cabo Delgado, que sofrem tremendamente das tácticas brutais e indiscriminadas dos terroristas. Neste contexto, continuam a acompanhar a situação e mantém-se empenhado em trabalhar com o Governo de Moçambique para combater o extremismo violento e garantir a segurança e prosperidade para todos os seus cidadãos e residentes.

Entretanto, vários países manifestaram, usando diversas plataformas, a sua preocupação e repúdio aos ataques terroristas contra a população de Palma, em Cabo Delgado.

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