Director: Lázaro Manhiça

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou através de Despacho Presidencial Belmiro Malate para o cargo de Alto-Comissário de Moçambique junto da República de Singapura.

De acordo com um comunicado emitido, hoje, pela Presidência da República, o diplomata assume as novas funções com residência em Jakarta, onde presentemente ocupa o cargo de Embaixador de Moçambique junto da República da Indonésia.

Belmiro Malate é igualmente Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da Malásia, aponta o documento.

A nota de imprensa refere que o Chefe de Estado fez o uso das competências que lhe são conferidas pela alínea c) do artigo 161 da Constituição da República.

Comments

O líder dissidente da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, que tem estado a protagonizar ataques armados no Centro do país, considera o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado daquele maior partido de oposição no país, reatado quinta-feira na província de Sofala, “nulo”.

Em contacto telefónico com a comunicação social na cidade da Beira, Mariano Nhongo disse que não foi notificado sobre a desmilitarização do braço armado do partido, considerando o processo nulo e reiterando que é necessária a renegociação do acordo.
“O que eles estão a fazer não é nada. Os próprios guerrilheiros que estão a entregar as armas depois vão juntar-se a nós”, afirmou Mariano Nhongo.
O antigo líder de guerrilha da Renamo exige melhores condições de reintegração e a demissão do actual líder do partido, Ossufo Momade, acusando-o de ter desviado o processo negocial dos ideais do seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico que morreu em Maio de 2018, quando decorriam conversações de paz com o Presidente Filipe Nyusi.
Apesar de ameaças e incursões da autoproclamada Junta Militar da Renamo, nas províncias de Sofala e Manica, o processo do desarmamento do braço armado da Renamo previsto no acordo de 06 de Agosto do ano passado continua.
Pelo menos 38 guerrilheiros da Renamo em Sofala entregaram, entre quinta e sexta-feira, as armas no âmbito do processo de DDR.
A desmobilização deste grupo está a ser feita por fases, devido às medidas de prevenção contra a pandemia da Covid-19.
A primeira fase decorreu na quinta-feira e foram abrangidos 20 guerrilheiros, que entregaram as armas e foram reintegrados na vida civil.
A segunda fase decorreu sexta-feira na presença do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, e do presidente da Renamo, Ossufo Momade, e abrangeu mais 18 guerrilheiros.
Na quinta-feira, o Ministro da Defesa, Jaime Neto, empossou Aníbal Rafael Chefe, um oficial da guerrilha da Renamo, no cargo de director do Departamento de Comunicações no Estado-Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Comments

O Presidente da República, Filipe Nyusi, instou as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a reporem a ordem nas províncias de Manica e Sofala, que têm vindo a sofrer ataques perpetrados pela auto-proclamada Junta Militar da Renamo.

O Chefe do Estado deslocou-se sexta-feira de surpresa da província de Sofala, por via terrestre, ao posto administrativo de Amatongas, distrito de Gondola, na província de Manica, onde interagiu com uma das unidades das FDS, tendo a encorajado a prosseguir com as suas acções no âmbito da defesa e protecção das populações e seus bens, alvos dos ataques da chamada Junta Militar.
“Continuem firmes, empenhados e com moral. Precisamos de repor a ordem nesta zona, para que o país possa evoluir. Restituam rapidamente a tranquilidade a partir deste teatro operacional”, referiu o Comandante-Chefe, citado pela AIM.
Nyusi assegurou às Forças de Defesa e Segurança que está atento às acções levadas a cabo a partir daquele ponto do país, tendo garantido estar em cursoum processo de levantamento das condições concretas em que cada membro das FDS vive, com vista ao seu melhoramento.
“Estamos a trabalhar no sentido de fazer-se um reconhecimento a outro nível. Estamos convosco e estamos solidários”, garantiu.
O Estadista moçambicano partilhou no teatro operacional centro o ponto de situação das acções militares em curso no teatro operacional norte, no âmbito do combate aos ataques terrorista protagonizados contra cidadãos indefesos na província de Cabo Delgado.
“Fomos ver a situação no teatro norte e está a evoluir. Nos últimos dias o inimigo está a ter muitas baixas. A mesma bravura esperamos ter nesta zona”, informou.
O Presidente lembrou às Forças de Defesa e Segurança que a sua tarefa não é apenas combater ou disparar, mas também realizar actividades humanitárias, olhando para o contexto que o país vive, marcado pela eclosão da Covid-19, onde a qualquer altura as FDS podem ser chamadas a desempenhar um papel chave na luta contra a pandemia.
“Estamos a viver um momento difícil e em qualquer altura terão chamamento. Os vossos colegas que estão nas vilas e povoações estão empenhados a fazer cumprir as medidas de prevenção e combate à pandemia da Covid-19, decretadas no âmbito do estado de emergência”, disse.
Na sexta-feira, Nyusi presenciou o reatamento do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) da força residual da Renamo, na localidade de Savane, distrito de Dondo, na província central de Sofala.
Na cerimónia, 18 homens armados da Renamo entregaram suas armas. Estes juntam-se a outros 20 que o haviam feito na quinta-feira.
Em entrevista à Lusa, em Março, o líder da Renamo, Ossufo Momade, disse que o desarmamento vai abranger 5.000 guerrilheiros, e atrasou devido à pandemia de Covid-19, que levou à instauração de um estado de emergência no país.

(Notícias/AIM/Lusa)

Comments

O Ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, instruiu o Serviço Cívico de Moçambique a redobrar esforços para produzir em quantidade e qualidade, de modo a suprir as necessidades internas em alimentos e garantir a auto-sustentabilidade do sector de Defesa.

O ministro deixou esta recomendação na cerimónia havida semana passada, em Maputo, de tomada de posse do Tenente-Coronel Gil Lucas Ganhane, para dirigir a Unidade Produtiva de Chókwè, na província de Gaza, região com um elevado potencial para a produção agro-pecuária.
O governante, que dirigiu a cerimónia, ressaltou que o recém-empossado assume funções volvidas poucas semanas após lançamento da campanha da ceifa do arroz, naquela unidade produtiva, no âmbito da Campanha Agrária Militar e Pesqueira 2019/2020.
“Por isso, ao nomearmos o Tenente-Coronel Gil Lucas Ganhane, para dirigir a Unidade Produtiva de Chókwè, fizemo-lo com a máxima certeza de que não vai, de maneira alguma, defraudar as nossas expectativas”, disse.
Para o incremento dos níveis de produção, segundo Neto, é imperioso que o Comando do Serviço Cívico de Moçambique tenha uma visão macro do agro-negócio, sendo urgente introduzir um sistema de produção, usando tecnologias melhoradas, para assegurar a quantidade e qualidade em áreas reduzidas.
“Para cumprirmos com este desiderato, torna-se, ainda, urgente mecanizar todas unidades produtivas a nível nacional”, defendeu.
Disse, ainda, ser premente a abertura de novas frentes agrárias, exortando o Serviço Cívico de Moçambique a fazer de tudo para instalar uma Unidade Produtiva na Província de Manica, isto, avaliando pelas condiçõesagro-ecológicas daquela região central de Moçambique.
Aproveitou a ocasião para encorajar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) no sentido de continuem a cultivar o patriotismo, a paz e a estabilidade.
Durante a cerimónia, o ministro também conferiu posse ao Inspector-Geral e Inspector-Geral Adjunto da Defesa Nacional ao Major-General Victor Muirequetule e ao Coronel João Baptista Cuinhane, respectivamente.
Tomaram posse, ainda, o Comodoro Aníbal Rafael Chefe para a função de Director do Departamento de Comunicações no Estado-Maior General, o Tenente-Coronel Alberto Idrice Magudo, Chefe do Gabinete do Ministro e o Tenente-Coronel Cipriano Tomás Pio, Delegado do Centro Provincial de Recrutamento e Mobilização de Nampula.

Comments

O Presidente da República, Filipe Nyusi, considera o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) não ser perfeito, porém tem o mérito de ter sido elaborado pelos moçambicanos podendo, por isso, ser alterado, corrigido e adaptado à realidade.

A afirmação foi feita ontem no posto administrativo de Savane, distrito do Dondo, em Sofala, no acto simbólico de retomada do processo, materializada pela passagem à disponibilidade de 18 antigos guerrilheiros da Renamo que assim se juntaram aos 20 desmobilizados no dia anterior.

Nyusi ressalvou, no entanto, que a maior reintegração dos antigos homens armados da Renamo será feita pelo povo nas povoações, cidades e outros locais e a parte formal e administrativa ontem retomada só terá sentido se as pessoas receberem estes homens com carinho, tolerância e espírito de reconciliação.

Sobre os ataques que ainda se verificam no Centro do país, Nyusi reafirmou que estava disponível para ver o que está mal na inclusão e reconciliação preservando sempre o interesse de todos.

O Chefe do Estado aproveitou a ocasião para dirigir uma palavra de apreço ao líder da Renamo, Ossufo Momade que, “acima de todas as desconfianças, tem estado firme para levar o processo até ao resultado final”.

À comunidade internacional, representada pelo enviado do secretário-geral das Nações Unidas, Mirko Manzoni, o Chefe do Estado encorajou a prosseguir com um trabalho que reconheceu não ser fácil com a paciência, ponderação e aproximação das partes que sempre caracterizou a sua actuação.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction