Director: Lázaro Manhiça

“BRADO do Camponês” é o título de um documentário de 30 minutos que retrata o drama vivido pelos camponeses das comunidades de Impaputo e Mafavuca, no distrito da Namaacha, província de Maputo.

O filme foi ontem apresentado durante a IX Mostra Internacional de Teatro do Oprimido (MITO-2021), que hoje chega ao fim na capital do país, em celebração dos 20 anos do Teatro do Oprimido em Moçambique.

Sob o lema “Teatro, Arte que humaniza”, o evento virtual, realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido (CTO), apresenta uma série de conversas e espectáculos de Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Brasil, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda e Índia.

“O Brado do Camponês” é dirigido por António Maxlhaieie, da Maxfilm Creative, e convida o público a uma reflexão profunda sobre a problemática da salinidade dos solos em Impaputo e Mafavuca, por causa dos produtos químicos usados pelas empresas de produção de banana, o que resulta na improdutividade dos campos agrícolas que garantem o sustento de muitas famílias.

O documentário apresenta as versões do acusado, a Bananalândia, e do acusador, os camponeses. Se por um lado os agricultores apontam para as águas provenientes dos vastos campos de produção de banana como a única e principal causa da salinidade das suas terras, por outro, as empresas produtoras de banana refutam a acusação e asseguram terem sido acauteladas todas as situações que poderiam criar algum impacto negativo ao meio ambiente local.

O Centro de Teatro do Oprimido referiu, entretanto, que produziu o documentário por ser realmente este o cenário vivido em Impaputo e Mafavuca, tanto que não houve dúvidas que o título da curta-metragem devia chamar-se “O Brado do Camponês”. “Os agricultores clamam por socorro”, disse Ussene Chande, do CTO, explicando ainda que a peça foi também transformada em peça teatral.

Chande explicou que esta obra surge para fazer chegar o grito de socorro destes produtores às autoridades competentes. “Os camponeses estão a sofrer”, acrescentou.

Este não é o único filme apresentado durante o colóquio, visto que ainda ontem o CTO mostrou a curta norte-americana “O topo do Estigma”, baseada na experiência vivida pelos actores que sofreram na pele a discriminação.

A peça foi criada e executada inteiramente por meio de video conferência durante o período de quarentena imposto pela pandemia da Covid-19. É uma colaboração com os membros da comunidade Housing Works.

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