Director: Lázaro Manhiça

OLHAR para a arte como uma ferramenta terapêutica é o que sugere a exposição colectiva “O Poder Curativo da Arte” a ser inaugurada hoje na cidade de Maputo.

A mostra, que estará patente até Agosto na galeria do Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), é composta por peças da artista plástica Nália Agostinho e outras obras que resultam duma oficina.

O “workshop” de pintura intuitiva e terapêutica, realizado em Março deste ano, está integrado no programa “Algo Mais, para Nós Mulheres”, organizado pelo CCMA. Esta é a razão pela qual a exibição é composta por peças de mais 20 artistas no feminino, guiadas pela artista visual Aline Nobre e por Giselle Daiana Genna, que lidera a plataforma.

A ideia da mostra, segundo o CCMA, é usar a arte para retratar o quotidiano dos moçambicanos e através dele tirar lições de vida, um elemento reforçado pela necessidade de criar intercâmbios entre os artistas e a humanidade em geral, ignorando distâncias.

Neste sentido, a mostra expressa sentimentos universais como, entre outros, o amor, tristeza, alegria e vergonha, para ilustrar os aspectos comuns de todos os homens, independentemente da naturalidade, idade, sexo e religião.

“Cada um de nós recebe estímulos diferentes e é fruto de ambientes e histórias distintas. E todos esses sentimentos e emoções podemos recebê-los através de pintura ouexperiência artística”, considera o curador, rematando que “a arte sempre foi o bálsamo da alma e o refúgio de muitas pessoas em muitos momentos em que pensamos que somos inúteis e cheios de imperfeições”.

É desta ideia de arte enquanto um remédio para vários problemas da vida que o colectivo convida o apreciador a refugiar-se na arte que se pode encontrar em, entre outros lugares, museus e galerias.

Há que “contemplar as obras que nos fazem sentir melhor, quem têm um efeito calmante e curativo para a nossa situação. Todos nós gostaríamos de ter habilidades artísticas de poder nos expressar com uma pintura ou escultura, porque é uma sensação maravilhosa e única”, considera.

Nália Agostinho,cujas atenções estão voltadas para ela nesta mostra, é uma artista contemporânea nascida em 1990, em Maputo. Teve uma infância enraizada nos bairros periféricos da capital do país, Polana e Chamanculo. Formou-se em Ciências Políticas em Trento, Itália, onde também trabalhou por quase oito anos.

O seu amor pela arte começou na infância incentivada pelo seu falecido pai, que era um amante das artes e da música. Frequentou a Escola Nacional de Música até 2006 e, em 2018, começou a pintar profissionalmente.

A partir de exposições colectivas e individuais, já viu as suas obras a serem apreciadas em locais como 16Neto, Casa da Cultura, Open Gallery, Mold'Arte, em Maputo, Dathonga Gallery, em Inhambane, e Xavier Gallery, em Joanesburgo, África do Sul.

A cerimónia de abertura de “O Poder Curativo da Arte”será transmitida no Facebook do CCMA e contará com sessões de música com a cantora Stefânia Leonel.

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