Director: Lázaro Manhiça

“NO Verso da Cicatriz”, segundo romance do escritor Bento Baloi, será lançada em Portugal, durante a Feira do Livro de Lisboa, que decorrerá até ao dia 12 de Setembro, naquele país europeu.

Em Portugal, a obra do escritor Bento Baloi será apresentada no dia 11 de Setembro, no Auditório Nascente, sai sob a chancela da editora “Ideia-Fixa”, enquanto a edição moçambicana foi chancelada pela Índico.

Importa frisar que, pela “Ideia-Fixa”, sua editora portuguesa, Bento Baloi lançou o seu romance de estreia, intitulado “Recados da Alma”.

O acto incluirá uma sessão especial de autógrafos, com diálogos e entrevistas de permeio. 

“No Verso da Cicatriz” relata uma história de amor e desencontros entre os personagens Bernardo Mulhanga e Maria Helena, que se dá entre o final da década de 1970 e princípio dos anos 1990, no contexto da guerra dos 16 anos.

Através dos personagens, que também são narradores das suas próprias, Bento Baloi montou uma narrativa inspirada nos acontecimentos da vida real e contada na primeira pessoa. É dividida em três capítulos, nomeadamente “A Ferida”, “O Sangue” e “A Cicatriz”, sendo que enquanto segunda parte da obra é narrada por Maria Helena, a primeira e última são contados por Bernado Mulhanga.  

A publicação do livro do também autor do romance “Recados da Alma” e da colecção de crónicas “Arca de Não É”, será seguida por uma sessão de autógrafos com Abel Mateus, autor do livro “Resignação em Portugal”, visto que Baloi integra uma vasta de lista de escritores que também apresentarão as suas obras e deixarão as suas assinaturas com os leitores.

A Feira do Livro de Lisboa decorre desde a semana passada e durante o último fim de semana foram apresentadas as obras “Volta ao Mundo… 500 anos depois”, de João Carlos Sarabando, “Ganhar Asas para Voar”, de Cláudio Dias, Sara Neves e Sofia Freire de Andrade, “O (meu) Melhor de Portugal”, de Sérgio Almeida e José Rodrigues dos Santos, e “A Chama de João Blávio”, de Joana Lopes.   

Ainda dentro deste processo, na tarde do próximo sábado, haverá uma sessão de autógrafos com Abel Mateus, autor de “A Regulação em Portugal”.

Jornalista de profissão há mais de 30 anos, Bento Baloi nasceu em 1968 no Vieira, arredores da cidade de Maputo.

Fez iniciação literária escrevendo contos e poemas publicados em páginas de especialidade de revistas e jornais moçambicanos, incluindo o semanário domingo, onde foi quadro.

Para além da literatura, Bento Baloi dedicou parte significativa da sua carreira ao teatro, escrevendo, dirigindo e interpretando papéis em peças, tanto de palco como de rádio.

Para além da literatura, são da sua autoria as peças de teatro “Lágrimas”; “Grito Humano”; “Adão e Eva, Ámen”; “Alarme”; “Katina P, o Flagelo”, entre outras.

Escreveu os bailados “O Filho do Povo” e “Raízes e Percursos”, encenados pela diva da coreografia moçambicana, Pérola Jaime.

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LEE "Scratch" Perry, o produtor que permitiu ao reggae conquistar o mundo através de Bob Marley, morreu neste domingo (29), aos 85 anos, anunciou o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness.

"Lee 'Scratch' Perry morreu esta manhã quando estava no hospital Noel Holmes. Tinha 85 anos", anunciouHolness numcomunicado publicado,domingo, na sua conta no Twitter.

"Meus profundos pêsames à família, aos amigos e aos fãs do lendário produtor e cantor Rainford Hugh Perry, afectuosamente conhecido como 'Lee Scratch' Perry", acrescentou o primeiro-ministro.

"Bruxo do reggae", "Salvador Dalí do dub" (mistura de reggae e música electrónica), "The Upsetter" ("O alterador"): os adjectivos não bastam para esta figura reservada e renomada da história da música.

Perry empurrou Marley a sair da concha no estúdio de gravação e alcançar a fama. "Sem ele, Bob Marley talvez teria sido uma flecha sem seu arco", escreveu Francis Dordor, especialista em produção, na revista Inrockuptibles.

Nascido em 1936 em Kendal, na área rural da Jamaica, Rainford Hugh "Lee" Perry deixou a escola aos 15 anos,antes de se radicar em Kingston na década de 1960.

"Meu pai trabalhava na rua, minha mãe no campo. Éramos muito pobres", disse em 1984 à revista de rock britânica New Musicalm Express.

"Não aprendi nada na escola. Aprendi tudo na rua", completou.

 

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O ESCRITOR Mia Couto é semi-finalista da edição 2021 do Prémio Oceanos, concurso em que entre os membros do júri está o conceituado académico Nataniel Ngomane.

Ao longo de quatro meses, o júri leu e analisou as 1.835 obras inscritas para eleger os 54 classificados para a segunda etapa. E neste certame, Mia Couto concorre com o livro “O Mapeador de Ausências”, lançado em Novembro do ano passado no país, um romance que celebra a cidade da Beira.

Mia Couto, Prémio Camões 2013, é o único autor moçambicano que representa Moçambique, tal como acontece com Angola que tem José Eduardo Agualusa, e Cabo Verde com Germano de Almeida, bem como Timor Leste, que tem Luís Cardoso.

Segundo escreve a publicação brasileira, Publishnews, os títulos foram publicados por 34 diferentes editoras e foram escritos por autores de quatro continentes. O Brasil está representado por 16 romances, sete livros de poesia e sete de contos, totalizando 30 obras. Portugal classificou 20 livros: oito romances, sete livros de poesia, três de crónicas, um de contos e uma dramaturgia.

“Essa edição reforça a maturidade e crescente importância do Prémio Oceanos no mundo da língua portuguesa. Em tempos tão duros de pandemia, este prémio também reforça a capacidade transformadora da cultura”, observou Eduardo Saron, director do Itaú Cultural.

Dos 54 livros semi-finalistas, três foram editados em mais de um país: são eles “O Mapeador de Ausências”, de Mia Couto, publicado em Moçambique, Brasil e Portugal, “O avesso da pele”, do brasileiro Jeferson Tenório; e “O kit de sobrevivência do descobridor português no mundo anticolonial”, da portuguesa Patrícia Lino, que saíram no Brasil e em Portugal.

Entre Agosto e Novembro, o Júri Intermediário, composto por sete desses profissionais, analisa as obras semi-finalistas para eleger as 10 finalistas. Para além do moçambicano Nataniel Ngomane, estão entre os membros do júri os brasileiros Beatriz Resende, Eliane Robert Moraes, Fábio Weintraub e Ricardo Aleixo, os portugueses Maria João Cantinho e Pedro Mexia.

Entre Novembro e o início de Dezembro, o Júri Final, formado por outros sete profissionais, analisa os 10 livros finalistas para eleger os três vencedores. Este júri, por sua vez, será composto pela angolana Ana Paula Tavares, pelos brasileiros Itamar Vieira Júnior, Julián Fuks, Maria Esther Maciel e Verónica Stigger, e pelos portugueses António Guerreiro e Golgona Anghel.

Os três vencedores do Prémio Oceanos dividirão um total de três milhões e sessenta mil meticais, distribuídos da seguinte maneira: 1.468.800 meticais, para o primeiro classificado; 979.200 meticais, para o segundo lugar; e 612 mil meticais para o terceiro.

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MUITA harmonia é o sentimento que transmite a exposição “O Homem que Cai na Terra”, da artista plástica Carmen Muianga, patente na galeria da Fundação Fernando Leite Couto, na cidade de Maputo, cuja compreensão obriga o apreciador a compreender o quotidiano dos moçambicanos.

Entretanto, mais do que um mero dia-a-dia, a exibição marcada pela técnica de colagrafia também se explica pelas experiências individuais da artista. Sobre isto, ela se fez, recentemente, à mesma galeria para falar da sua vida, obra e, principalmente, exposição.

Foi daí que se percebeu que o paraquedismo é desporto que marcou a infância de Carmen Muianga, que quando era pequena costumava ver estes desportistas radicais a saltarem dos aviões.

Hoje, no caso de Moçambique, estes “shows” já não são tão comuns, tanto que artista plástica, num desses dias, enquanto dava forma a uma das suas obras, bateu-lhe aquela nostalgia dos tempos em que era menor de idade.

A pintora, nessa altura, não teve dúvidas. O quadro deveria chamar-se “O Homem que Cai na Terra”. A obra assim ficou baptizada e agora junto com outras peças da sua autoria pode ser contemplada na Fundação Fernando Leite Couto.

“Hoje o único desporto que se pratica é o futebol”, lamentou, numa conversa moderada pelo professor António Sopa, que há muito tempo acompanha os seus passos.

Mas, não se dando por satisfeita, a também docente de arte na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), deu o mesmo nome à mostra individual para que ao apreciar a exibição, ainda que não saiba, o apreciador entrasse em contacto com uma das suas mais marcantes memórias.

Entretanto, é a mesma artista que diz não ser recorrente inspirar-se nas experiências individuais do passado. Ou seja, o azul que traz a harmonia à exposição é mais do que uma possível representação do céu, do qual o homem caiu na terra. 

É que embora refira “o azul seja uma cor que combina com as outras tonalidades”, garante não estar presa a ele, até porque há momentos que prefere trabalhar com o castanho e outras cores. Faz-se isso de noite, no maior isolamento, sem ninguém para a atrapalhar.  

Inspira-se em tudo que faz o seu quotidiano como conversas, vídeos, filmes e músicas. Por isso, embora o homem de paraquedas justifique o seu título, explica que “a infância foi uma mera casualidade”.

Em termos gerais, a artista apresenta na “Fundação” obras de colagem, pintura, desenho, gravura e técnica mista. Foi inspirada na natureza para representar o quotidiano da cidade de Maputo e não só.

É visível a referência de locais como como “A Marginal”, “Jardim” (que pode ser o bairro ou não) e “Uma esquina na Marginal”, que são inclusive os nomes dados aos próprios quadros. Isto acontece recorrendo à natureza, por considerá-la “pacifica e poder desenhar pessoas”, que, entretanto, “gostam de apreciar o ambiente”.

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MODY Maleiane é uma das activistas sociais africanas seleccionadas para narrar histórias na revista “Write To Speak”, uma das maiores edições literárias de África.

A publicação reúne histórias contadas por mulheres de 23 países africanos sobre o seu quotidiano, sendo que os autores da mesma são empreendedores sociais, activistas, poetas, funcionários públicos, advogados, médicos e líderes de todas as gerações do continente.

A obra, traduzida para 10 idiomas, conta com os prefácios de Elinor Sisulu e Phumzile Mlambo Ngcuka, esta última é a directora-executiva da ONU Mulheres e foi quem enviou 60 cartas convidando as participantes, de modo a narrarem as viagens que fizeram como cidadãs e líderes nos seus países.

O “Write To Speak” procura contribuir para a promoção da campanha da ONU Mulheres, que tem como lema “Igualdade de Geração - Realizando os direitos das mulheres para um Futuro Igual”.

Assim, as autoras de idades, identidades, culturas e profissões diferentes também mostram o seu posicionamento enquanto cidadãos que acreditam que o mundo pode ser um lugar mais justo, pacífico, igual, seguro e significativo.

Deste modo, defendendo iniciativas de crescimento africano, na perspectiva moçambicana, Mody inicia a sua história na página 523, com a citação “nós não as vemos como elas são, nós as vemos como nós somos”, de Anais Nin. 

Mody Maleiane estreou-se na literatura em 2017 como livro“45 Minutos de Sucesso: Semear, regar, colher”.

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