Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE do Tribunal Supremo (TS), Adelino Muchanga, defende que é necessário uma maior aposta nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), como um dos mecanismos para preservação das bibliotecas nacionais, que iguais um dos maiores acervos de processo de Moçambique, localizado no Tribunal da Ilha de Moçambique, província de Nampula, correm o risco de desaparecer.

Muchanga mostrou esta preocupação durante a recente tomada de posse da directora do Gabinete de Documentação e Edição Judiciária, Denise Catarina Silva, junto de outros quadros desta instituição judiciária.

Segundo o presidente do TS, a herdade localizada na icónica Ilha de Moçambique,  com mais de 100 anos de existência, é um dos exemplos dos acervos que podem desvanecer, caso não haja intervenções que garantam a sua conservação.

“É urgente que sejam encontradas formas de preservar o património bibliográfico ainda disponível”, alertou.

É neste sentido que, dentre as formas  de preservação identificadas pelo magistrado, uma das principais saídas está na aposta nas novas Tecnologias de Informação e Comunicação para que, deste modo, os documentos físicos também estejam disponíveis na versão electrónica.

Nesta perspectiva, Denise Silva é desafiada a efectivar estas ideias que não deverão ser apenas aplicadas na Biblioteca Central do Tribunal Supremo, mas igualmente “nos 158 tribunais em funcionamento a nível nacional e dinamizar, coordenar e orientar a instalação de acervo mínimo em cada tribunal”. Segundo disse, a Biblioteca do Tribunal Supremo deve “ser uma referência a nível nacional e não só”.

Para Muchanga, a digitalização também deve ser vista como forma de internacionalização das publicações moçambicanas em diferentes áreas, daí que “ao falarmos da biblioteca, não podemos esquecer que o mundo está cada vez mais interligado e digital. A forma de organização e funcionamento das nossas bibliotecas deve acompanhar a evolução tecnológica”, considera.

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MORREU na hoje (11), vítima de doença, na África do Sul, o empresário moçambicano e produtor musical Bang, nome com que era conhecido Adelson Mourinho.

Informações na posse do “Notícias” dão conta que Bang perdeu a vida, aos 41 anos, num dos hospitais da África do Sul, onde estava internado há cinco meses, padecendo de um tumor no estômago.

Os cuidados médicos intensivos em que se encontrava Bang eram tão delicados e demasiadamente avultados que a esposa do malogrado, a cantora Lizha James, amigos e familiares iniciaram uma campanha de angariação de fundos para conseguir a solicitada quantia de um milhão de randes (cerca de 5.100.000 milhões de meticais) para custear as despesas do tratamento da doença.

Em Dezembro, quando o quadro clínico do produtor musical se agravou, a Bang Entretenimento e a televisão Strong Live, firmas do empresário, emitiram um comunicado a indicar que a situação era delicada e que Adelson Mourinho já se encontrava internado desde Agosto, mas que já lutava contra a enfermidade há mais de um ano.

Até que ao fim da manhã de hoje veio a sucumbir à doença, na cidade de Joanesburgo.

Um dos mais activos produtores musicais do país, com um longo percurso no campo do entretenimento, o empresário fundou uma firma que deu o seu epíteto, a Bang Entretenimento, que se dedica à etiqueta, organização e promoção de eventos culturais, com destaque para a música moçambicana feita por artistas da nova geração.

Nesta Labell, pontilharam nomes de jovens músicos como Valdimiro José, Dama do Bling, Ziqo, Denny OG e Marlenne, para além da própria esposa, a Lizha James. Mais recentemente, Valter Artístico, Celso Notiço, Loyd K, Simone Silva, o grupo Os do Momento, Doppaz, entre outros, passaram a integrar a equipa do Projecto Âncora.

Bang deixa esposa, com quem casou em 2010, e uma filha.

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A CONCEITUADA escritora Paulina Chiziane, o angolano Pepetela e português José Luís Peixoto estão entre as principais atracções do podcast “Cruzamentos Literários”, que une escritores de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Brasil e Portugal, cuja estreia está marcada para 21 de Janeiro.

O projecto, que contará com a participação do poeta moçambicano Mbate Pedro, terá 12 episódios no primeiro semestre do ano, que servirão para mostrar como importantes escritores de língua portuguesa pensam o mundo e o papel da literatura na contemporaneidade.

“Procuramos discutir não só a literatura, a obra dos escritores convidados, mas também o mundo e as diferenças de visão de mundo que existem nos países de língua portuguesa”, explicou Selma Caetano, coordenadora do podcast, citada pela Lusa.

“Os autores e curadores vão conversar sobre temas como poligamia, racismo, entre outros, e sobre as diferenças culturais que existentes entre países de língua portuguesa”, acrescentou.

A coordenadora do projecto adiantou à Lusa que os cruzamentos da obra dos autores convidados e os temas centrais debatidos com ajuda dos curadores em cada episódio, que terão em média 40 minutos de duração, foram pensados para despertar reflexões.

“Colocaremos sempre em confronto os temas tratados pelos autores convidados de diferentes nacionalidades para fazer uma análise das diferenças culturais existentes nos países de língua portuguesa, que falam o mesmo idioma”, frisou Selma Caetano.

A coordenadora também explicou que o “Cruzamentos Literários” terá 12 episódios no primeiro semestre, publicados quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, a partir do dia 21 de Janeiro, na plataforma Spotify.

No primeiro episódio, a jornalista, escritora e curadora portuguesa Isabel Lucas conversa com a escritora moçambicana Paulina Chiziane. O podcast é ilustrado com leituras de passagens das obras de Chiziane, pela escritora brasileira Verónica Stigger.

O segundo episódio será apresentado pelo jornalista, crítico literário e curador brasileiro Manuel da Costa Pinto, em diálogo com o escritor português Mário de Carvalho. As leituras são da actriz e jornalista Carmen Morentzsohn.

O terceiro episódio traz o escritor e poeta angolano Ondjaki, que conversará com a escritora brasileira Ana Maria Gonçalves. As leituras ficam por conta da slammer e pesquisadora brasileira Roberta Estrela D’Alva.

O quarto episódio reunirá a professora brasileira de literaturas africanas Rita Chaves, que conduz a conversa com o escritor angolano Pepetela. As leituras são do poeta brasileiro Ricardo Aleixo.

Na lista de autores convidados nos episódios do podcast também constam Cristóvão Tezza, José Luís Tavares, Milton Hatoum, Noemi Jaffe, José Eduardo Agualusa e Dulce Maria Cardoso.

“Além de fazer um mapeamento da produção [contemporânea da literatura] em língua portuguesa e da obra de seus autores, o projecto também pretende estimular o trânsito dos livros entre países, entre todos os países que falam o nosso idioma”, frisou Selma Caetano.

“É muito importante termos acesso aos livros do continente africano, aos livros portugueses e eles [africanos e europeus] também precisam ter acesso aos livros dos autores brasileiros (..) Queremos começar um movimento, fazer estes cruzamentos literários aproveitando que o suporte virtual [do podcast] que chega a todos os países e tem alcance maior”, concluiu a coordenado do projecto, em declarações à Lusa.

Criado a partir de uma parceria que reuniu o Instituto Camões, Instituto da Cooperação e da Língua (IP), a Fundação Calouste Gulbenkian e a Associação Oceanos, o podcast “Cruzamentos Literários” integra a Programação Cultural da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

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É LANÇADO hoje, no distrito de Marracuene, província de Maputo, o festival “Gwaza Muthini”, uma iniciativa de diversos artistas moçambicanos, com o objectivo de promover a cultura e deixar passar a mensagem do combate ao novo coronavírus.

O ponto mais alto deste evento será a celebração, a 2 de Fevereiro, dos 126 anos da batalha de Gwaza Muthini, que evoca a heróica resistência do povo moçambicano contra o colonialismo português, desencadeada em 1895 nas margens do rio Incomáti.

No encontro, que vai juntar escritores, actores, bailarinos e músicos, será exibida a peça teatral “Covid para a festa de ukanyi”, uma produção que apela à necessidade de prevenção da Covid-19 em ambientes de toma daquela bebida de fabrico caseiro feita à base do canhu, fruto do canhoeiro, que cai nesta época.

Participarão Dilon Djindji, considerado um dos embondeiros da música moçambicana e filho de Marracuene, bem como o saxofonista Orlando da Conceição.

A iniciativa, que conta com o apoio do governo de Marracuene, procura sensibilizar os cidadãos para o risco iminente que há em, por exemplo, partilhar o “ntseku” ou outros utensílios usados para o consumo daquela bebida tradicional.

Encenada pela conceituada actriz Lucrécia Paco, a peça foi escrita por Aurélio Furdela. A mesma terá um elenco de cerca de 12 artistas residentes em Marracuene, com destaque para figuras como Dilon Djindji e António Mazuze.

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A CIDADE de Nacala esteve recentemente em festa, através da realização do Festival Oshukhuru Nacala, que reflecte um sentimento de amor por esta cidade da província de Nampula.

O Oshukhuru exaltou, durante dez dias, aquela urbe, de maneiras diferentes, desde a beleza da sua gente, gastronomia, música, entre outras manifestações artístico-culturais.

Segundo o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nacala, Raúl Novinte, este evento pretende ser uma marca para esta urbe e, por isso, deverá tornar-se tradicional.

A edilidade criou condições para a produção de capulanas e camisetas durante a festividade. “Projectamos uma festa com a duração de dez dias, onde os cidadãos empreendedores tiveram a oportunidade de mostrar as suas habilidades na confecção de diversas comidas, criações artísticas, danças tradicionais, entre outras actividades”, enumerou.

Apesar deste ser o projecto desenhado, esta não foi a realidade do evento, visto que, conforme realçou o governante, “só houve um desfile dos grupos culturais para marcar o evento”.

Desta vez, o Festival Oshukhuru Nacala foi realizado em circunstâncias atípicas devido à pandemia do novo coronavírus, e foram dispensadas a actuação dos grupos culturais, a exibição da gastronomia local e outras potencialidades artístico-culturais de Nacala-Porto.

Novinte apelou, na ocasião, aos cidadãos para respeitarem o distanciamento social, o uso obrigatório de máscaras e outras medidas de prevenção da Covid-19, no sentido de evitar a sua propagação.

A primeira edição do Oshukhuru Nacala teve lugar em 2019 para, entre vários objectivos, promover a cultura, a gastronomia e dar oportunidade de os artistas locais exibirem as suas criações.

Raúl Novinte pretendia não realizar o festival, devido à Covid-19. Uma decisão de última hora despoletou a necessidade de elaborar o mesmo “em cima do joelho”.

Na primeira edição do festival houve concursos ao nível dos bairros até à fase da cidade, um processo que culminou com a atribuição de diversos prémios com o objectivo de valorizar os praticantes das actividades culturais, mas a componente não ficou acautelada por diversas dificuldades.

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