Director: Lázaro Manhiça

“ECONOMIA Globalizada & Paradoxos de Desenvolvimento: Reflexões inconclusivas” é o título do sétimo livro de Salim Valá a ser publicado hoje, na cidade de  Maputo.

Na obra com 373 páginase chancelada pela Escolar Editora, Salim Valá aborda a relacção entre a globalização económica e as contradições de desenvolvimento, defendendo que devido a sua influência e ubiquidade, o processo de globalização tem sido assimétrico e tem estado a fragilizar os esforços dos países pobres em promover desenvolvimento económico inclusivo e sustentável.

Explica que apesar de a globalização ter pontos positivos como a redução da fome e da pobreza, persistem muitos paradoxos de desenvolvimento e incertezas, riscos e fenómenos imprevisíveis como mudanças climáticas e crises epidemiológicas, que constrangem as iniciativas económicas e sociais dos indivíduos, famílias, empresas e Estados.

Segundo o autor, Moçambique pode e deve estar do lado dos países que tiram benefícios da globalização da economia, tendo uma agenda de desenvolvimento consistente, compreensiva e adaptada aos novos desafios do século XXI para transformar a estrutura económica e sociale obter ganhos tangíveis no comércio internacional.  

“Economia Globalizada & Paradoxos de Desenvolvimento” foi prefaciado por Pietro Toigo, do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique.

No lançamento, o livro será co-apresentado pelo empresário Bruno Morgado e pelo professor catedrático e investigador António Francisco.

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A DIVA da música moçambicana Elvira Viegas é esta tarde homenageada na sua residência, no bairro de Tchumene, município da Matola.

O tributo à autora de temas como “Tiva Taku” e “Lirere”, que este ano celebra 47 anos de carreira, é realizado no âmbito do projecto de Homenagens aos Guardiões da Nossa Moral e Identidades Culturais,organizado pela iniciativa Jaime Mirandolino & Amigos, um movimento cultural,solidário eum veículo de diálogo, preservação e pesquisa das artes e culturanacionais.

O evento contará com momentos deconversa,músicae gastronomiaatravés da apreciação de vários pratos que corporizamaidentidadedo país, sem contar com uma campanha de plantio de árvoresde modo a elevar a consciência dos moçambicanos sobre a importância de preservação o meio ambiente.

Através desta iniciativa já foram homenageados outrosdecanos das artes e culturacomo José Mucavele, músico ecompositor, David Abílio,coreógrafo e antigo director da Companhia Nacional de Canto e Dança(CNCD) e Orlando da Conceição, músico e professor.

Ainda este ano prestou-se tributo aoDilon Djindi, António Marcos e Ernesto Dzevo, no distrito deMarracuene, província de Maputo.

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MOÇAMBIQUE precisa massificar a prática do yoga como uma das estratégias de estender o conhecimento por esta técnica secular de meditação, bem como para explorar os seus vários benefícios.

Este apelo foi feito recentemente pelo Alto Comissário da Índia em Moçambique, Ankan Banerjee, durante as celebrações do Dia Mundial do Yoga, que se assinalou segunda-feira, organizado por esta representação diplomática e a Associação Indiana de Moçambique.

Na sua intervenção, o diplomata indiano regozijou-se pelo facto de os praticantes desta cultura estarem a aumentar em Moçambique, sobretudo a nível da população mais jovem, o que é, de per si, sinal inequívoco da importância do yoga na população.

O diplomata indiano designou a celebração da efeméride como ocasião histórica e memorável por passarem sete anos desde a decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, tomada no ano de 2014, de adoptar a resolução proposta pela Índia para comemorar o 21 de Junho como o Dia Internacional do Yoga.

Falou ainda dos benefícios do yoga, destacando o facto desta prática cultural de origem indiana não só relaxaro corpo eaalma, como também permitir permanecer em forma e livres de doenças.

“Aumenta o nosso foco e concentração,para além de construir as energias necessárias para nos permitir permanecer activos durante todo o dia. O yoga ajuda-nos a conseguir clareza de espírito e aumenta a nossa auto-consciencialização, aliviando o stress”, disse Ankan Banerjee.

Salientou o facto de a meditação, como componente importante do yoga, também ajudara eliminar o que considerou serem hábitos nocivos para a saúde do Homem, como beber e fumar. “É um medicamento único que cura muitas doenças”, disse.

Neste quadro, deu a conhecer que, com esta terapia gente há que facilmente recupera de doenças endémicas como colesterol, diabetes, doenças cardíacas, entre outras.

“Através da sua abordagem holística, um entusiasta do yoga utiliza várias posturas, exercícios, mantras e meditação para melhorar os pensamentos e melhorar a mentalidade e o poder da mente. Torna-nos mais positivos, energéticos, felizes e eficazes, além de melhorar a nossa auto-confiança e auto-controlo”, anotou.

Citando o Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, um dos maiores impulsionadores do yoga no mundo - aliás, foi a partir da sua intervenção que as Nações Unidas declararam o 21 de Junho como Dia Mundial desta expressão cultural - Ankan Banerjee disse: “tal como o sal empresta sabor à comida e assegura o bem-estar do corpo, da mesma forma, o yoga pode ter a mesma importância que o sal nas nossas vidas. Proporciona oportunidade de acalmar as suas mentes e almas de forma mais barata, permitindo a sua prática a partir do conforto das suas casas”.

No evento, que decorreu no Parque dos Continuadores, estiveram diversas personalidades, com destaque para o Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, presidente da Associação Indiana de Moçambique, Shri Bineesh Vadavathy, bem como entusiastas do yoga.

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DA Ilha de Moçambique, província de Nampula, primeira capital de Moçambique durante a ocupação colonial portuguesa, surge o nome do país: Mussa Bin Bique. E, ainda hoje, o lugar pode ser encarado como um museu em toda a sua escala.

Vasculhar este passado, pensar o presente e perspectivar o futuro é uma das propostas trazidas pela artista plástica e poetisa Sónia Sultuane na exposição “O Lugar das Ilhas”, inaugurada há dias no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), cidade de Maputo, e que estará patente até Agosto próximo.

A mostra surgiu a partir das visitas recentes de Sultuane à Ilha de Moçambique e procura, com recurso à escultura, fotografia e aglomerado de madeira, fazer uma radiografia do espaço histórico.

É daí que para compreender a terceira individual da artista é necessário ter a mínima noção daquilo que a ilha representa aos moçambicanos, África e o mundo. O lugar foi declarado em 1991 Património Mundial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Neste sentido, Sónia Sultuane traz alguns marcos históricos da ilha e faz o apreciador reflectir sobre a “Rota dos Escravos”, conforme está intitulada uma das suas obras de capulana, mosaico, cadeado, arame farpado, corda e corrente.

Esta peça é representativa do passado dos africanos, marcado pela opressão colonial, guerras internas e escravatura, que fez com que muitos habitantes do continente migrassem forçosamente para outros lugares, de modo a trabalharem como escravos.

Neste sentido, a exposição permite compreender a Ilha nos dias que correm, afinal não é apenas um lugar de contemplação da história, mas num exemplo de convivência pacífica entre diferentes culturas e religiões.

É neste presente que Sultuane fez a sua radiografia através do céu, mar, arquitectura (muito representada por portas e janelas), olhares, sabores, mussiro (para abordar a beleza feminina) e a indumentária, entre outros elementos cuja contemplação não se desvia da história.   

E para melhor entrar no espírito da ilha, a individual é complementada por um filme sobre este património da humanidade, realizado por Licínio Azevedo. Leia mais

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O ARTISTA plástico Magafuso, nome artístico de Diogo Luís Daniel, inaugurou há dias na Casa Provincial de Cultura de Inhambane, uma exposição de pintura, intitulada “Dolomo”, em celebração de 38 anos de carreira.

“Dolomo” é língua gitonga que significa sentimentos, emoções ou instintos artísticos. E na medicina quer dizer tratamento farmacêutico da psiquiatria ou analgésico.

As obras patentes nesta exposição, inaugurada pelo governador da província, Daniel Chapo, retratam a vida social, mitos, antropologia, economia, políticae religião.

Tem ainda trabalhos que falam sobre o terrorismo que assola alguns distritos de Cabo Delgado, a exploração insustentável dos recursos naturais, actividades de pesca, os desafios encarados pelamulher nas suas actividades quotidianas, entre outros.

Trata-se de uma colectânea composta por 100 obras de pintura, produzidas desde o ano 2018.

A abertura desta exposição estava prevista para o ano 2020, mas a emergência do novo coronavírus adiou tais pretensões.

Questionado sobre a razão da escolha do título da mostra, Magafuso explicou que fez uma combinação de significados do Dolomo de “sentimentos e emoções vividas pelo Homem e o tratamento psicológico através da arte” que podem ser negativos ou positivos.

Com um vasto percurso artístico, Magafuso apaixonou-se pela arte em 1983, período em que começou a pintar os seus primeiros trabalhos a lápis. Em 1989 começou a divulgar a sua arte, principalmente na Feira Económica Provincial de Inhambane.

Diogo Daniel sonha com um museu ou galeria para expor as suas obras e por via delas ensinar aos mais novos que desejarem entrar no mundo das artes plásticas.

Com mais de 30 anos de carreira, o artista disse ter produzido centenas de obras que estão expostas em instituições públicas e privadas, bem como em residências particulares, galerias e centros culturais.

Mas destacou a pintura do mural na Igreja Católica da Maxixe, numa parede de quatro metros de altura e três de largura, trabalho que valeu-lhe elogios e 100 mil meticais.

Natural da cidade da Maxixe, Diogo Daniel, nasceu em 1964 e é licenciado em Ensino de Educação pela Universidade Save - Extensão da Maxixe (antiga Universidade Pedagógica). Participou em várias exposições, feira, debates e festivais de arte.

Magafuso é nome do seu falecido pai que o adoptou como alcunha artística para homenagear seu pai.

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