Director: Lázaro Manhiça

É LANÇADO amanhã, pelas 16.30 horas, no campus da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), o livro “21º Trono: Lições de uma vida de uma adolescente de 21 anos de idade”, que marca a estreia da empreendedora moçambicana Maria Natália João.

A obra, prefaciada pelo deputado da Assembleia da República Francisco Mucanheia será apresentada pelo historiador Rafael Shikhani.

O texto é descrito como de auto-ajuda, superação e motivação e relata um conjunto de situações que a autora atravessou, em que transforma as suas adversidades em incentivos para uma vida positiva, motivada e sã.

A publicação, escrita de forma simples e directa, é destinada a todas as camadas e faixas etárias, com o objectivo de torná-lo num importante instrumento para quem aposte na auto-superação para qualquer contrariedade emocional, de saúde ou profissional.

Maria Natália João é natural da cidade de Maputo. É gestora de eventos e activista social para causas juvenis e infantis, em questões ligadas à igualdade de género.

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ARTISTAS residentes nas províncias localizadas no norte de Moçambique poderão promover e complementar os seus conhecimentos e habilidades profissionais através de um projecto denominado “Cantante”.

A iniciativa é fruto de um memorando assinado há dias, em Maputo, pelo Ministério da Cultura e Turismo, através do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INIC), e a Associação para o Desenvolvimento Cultural Kulungwana.

O memorando de entendimento visa o estabelecimento da cooperação entre as partes no domínio das artes e da cultura com vista a contribuir para o florescimento de um movimento sociocultural mais activo e interventivo.

Segundo o director do INIC, Ivan Bonde, o projecto será implementado a partir de Janeiro de 2021 nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa e terá duração de cinco anos, tendo como objectivo promover iniciativas de carácter educativo e formativo na divulgação e consolidação da cultura moçambicana.

Ivan Bonde explicou que a escolha da região norte para o arranque do projecto justifica-se pela escassez de oportunidades e pela ocorrência naquele ponto do país, não obstante o potencial de talentos lá existentes.

Por outro lado, a ideia é apoiar, nesta fase de arranque do projecto, os artistas de Cabo Delgado, sobretudo os das zonas assoladas pelos conflitos armados perpetrados pelos terroristas.

“É um projecto de muito impacto junto da camada juvenil. Os jovens, como epicentro das nossas actividades, encontram neste projecto um campo fértil para poderem demonstrar aquilo que do melhor fazem. Esta iniciativa vai permitir que aquele grupo-alvo tenha o auto-emprego e poder gerar renda para as suas localidades e para país em geral”, comentou o director-geral através do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas.

Por seu turno, a directora executiva da Kulungwana, Henny Matos, disse que o projecto é financiado pela Comissão Europeia e serão investidos anualmente 100 mil euros.

O Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas foi criado para conferir melhor coordenação, articulação e dinamismo às acções da área das indústrias culturais e criativas e de forma a dar seguimento à Política das Indústrias Culturais e Criativas e a Estratégia da sua Implementação.

Com a criação desta instituição foram extintos o INLD (Instituto Nacional do Livro e Disco) e INAC (Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema), através da revogação dos Decretos n.º 4/91, de 3 de Abril, e n.º 41/2000, de 31 de Dezembro, que criam o INLD e INAC, respectivamente.

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CRONICAR é uma das paixões mais antigas de Leonel Abranches Magaia. Fora ao Abranches, no círculo de amigos e profissional ele é simplesmente Leonel Magaia.

Um dos mais regulares cronistas dos últimos tempos no “Notícias”, onde mantém uma coluna denominada “Num´Val Pena!”. Com ela emigrou do matutino “Notícias” para o semanário “domingo” e, três anos, depois regressou à casa-mãe. A ideia era mesmo celebrar o espanto popular, transportando para a sua coluna a emoção, a vida, a sátira, mas também os medos, anseios e receios das massas.

É este conjunto de crónicas publicadas nos últimos seis anos que Leonel Magaia decidiu compilar e reuni-las em livro que, por sinal, leva o mesmo título da sua coluna “Num´Val Pena!”.

O livro, com 240 páginas, tem o lançamento previsto para a próxima quarta-feira, na cidade de Maputo.

Neste conjunto de textos nota-se o homem atento que Leonel Magaia é, burilando crónicas de circunstância, de peripécias periféricas e centro-urbanas, de comportamentos insanos e insólitos das nossas instituições, mas também do quotidiano moçambicano e não só.

Há nas suas abordagens textuais factos reais e fictícios que se misturam numa mesma amálgama literária, cujo género ele domina muito bem: a crónica.

No seu labor criativo fica patente o domínio da língua usada, o português, o que cria magia literária em crónicas atravessadas por um forte pendor discursivo e imagético. Afinal, não seria ele um linguísta e um quadro deste jornal, vão já 27 anos.

A obra é prefaciada pelo jornalista Rogério Sitoe, ele também homem da “casa”, onde assume actualmente funções de Administrador Comercial.

Escreve Sitoe que, com “Num´Val Pena!”, Leonel Magaia coloca à disposição do leitor, no jeito de “espião social”, uma espécie de rosa-dos-ventos que nos indica vários horizontes de parte da vida quotidiana moçambicana.

Centra a sua interpretação objectiva, mas muitas vezes subtil, sobre os sujeitos individuais ou colectivos, suas relações com a sociedade, com a política e com os valores prevalecentes. 

Longe de ser moralista por vocação, está patente nas crónicas de “Num´Val Pena!”, segundo o prefaciador, alguma persistência centrada na preocupação sobre o que se pode considerar como sendo a disrupção da ética e dos valores sociais comuns.

“Leonel Magaia, para o efeito, faz igualmente uma incursão, em “Dumbanenguização do Ensino Superior”, para desconstruir satiricamente a qualidade do ensino “feito a partir do Wikipédia acompanhados de encomendas dos trabalhos do final do curso”, anota.   

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A ASSOCIAÇÃO dos Escritores Moçambicanos (AEMO), em parceria com o colectivo de artistas plásticos “Nós Arte”, organizam sábado um sarau cultural intitulado “Cabo Delgado é Moçambique/Moçambique é Cabo Delgado”, na sede da AEMO, cidade de Maputo.

A iniciativa visa criar uma onda de solidariedade para com as vítimas dos ataques terroristas na província de Cabo Delgado.

Com este evento, asduas entidades pretendem despertar as pessoas sobre a necessidade de apoiar os que vivem na pele o dilema causado pela guerra. É deste modo que os organizadores, através desteevento, estarão a recolher apoios diversos para minimizar o sofrimento dos que enfrentam o drama.

“Vamos receber todos os bens possíveis, porque é preciso mais consciência para travar o drama que se vive em Cabo Delgado”, disse o secretário-geral da AEMO, Carlos Paradona.

Nesta perspectiva, todos os participantes poderão ajudar oferecendo,no dia do sarau,artigos diversos e alimentos não perecíveis, que serão canalizados à Cruz Vermelha de Moçambique ou ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que criarão condições de os fazer chegar às vítimas dos ataques, quer no terreno em si ou nos centros dos refugiados.

“Somos sensíveis ao sofrimento humano e achamos que precisamos fazer alguma coisa”, explica Paradona. 

As actividades vão preencher praticamente todo o dia, das 8.00às 19.00horas e serão divididas em duas fases, manhã e tarde.

Os textos declamados terão como pano de fundo asituação caótica que se vive em alguns distritos de Cabo Delgado, desde 2017.

Para além da poesia, vão cruzar-se outras expressões artísticas, como a música, que terá o seu ponto mais alto com as actuações do músico Roberto Chitsondzo, sem deixar de lado figuras como NBC. Fora disso qualquer participante poderá usufruir do direito de declamar os seus versos de repúdio à insurgência.  

Até agora foi confirmada a presença dos declamadores Eduardo Quive, Sangare Okapi, Ivan Mucavele, Aniceto Guibiça e Hermelinda Simeia.                                                                                                                                                                                                                                                               

No ano passado, a AEMO organizou uma iniciativa idêntica para dar a sua mão às vítimas do ciclone Idai, que deixou rastos ainda hoje visíveis na região Centro de Moçambique, principalmente, na cidade da Beira, província de Sofala. 

A Nós Arte é também organizadora de uma exposição colectiva de artes plásticas com o mesmo nome, que está patente na galeria do Núcleo de Arte, na cidade de Maputo.

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“UMA gota de amor num mar de violência” é o título do livro de estreia da jornalista Suzana Espada, cujo lançamento está marcado para sexta-feira (4), na cidade da Beira, e não amanhã conforme erradamente dissemos na edição impressa de hoje. Posteriormente, a cidade de Maputo, vai testemunhar o mesmo acto a 11 do mês em curso.

Com prefácio assinado por Nyeleti Mondlane, o livro, de 218 páginas, resulta de uma reportagem sobre violência contra a mulher e a rapariga que a jornalista fez há mais de 15 anos no distrito de Chibabava, em Sofala.

“Recolhi vários depoimentos e testemunhos sobre casos de violência e assassinatos por razões passionais. Homens que, por suspeitarem de traições das suas parceiras, não só as matavam como também aos filhos suspeitos de resultarem de adultério”, conta ao “Notícias”.

No livro “Uma gota de amor num mar de violência”, Suzana Espada mistura factos e ficção ao contar a história de isabel, a protagonista da história, que vê os seus sonhos e adolescência assassinados ao ser forçada a casar-se prematuramente. O sonho dela era casar-se com Mateus, seu amor de infância, mas por ter sido obrigada a casar-se com um professor bem mais velho, mergulha numa espiral alucinante que a conduzirá a descoberta do que há de mais sórdido, mas também de humano nos homens.

Suzana Espada é jornalista da TVM há quase 20 anos, depois de uma passagem pela Rádio Pax. Natural da Beira, é casada e mãe de três filhos.

Mestrada em Língua e Literatura Portuguesa, estreia-se em livro com “Uma Gota de Amor Num Mar de Violência”, cujo parto terá lugar na Associação Comercial da Beira.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

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