Director: Lázaro Manhiça

MORREU a vida, na madrugada de terça-feira (23), vítima de doença, na província de Nampula, o jornalista, cronista e activista social Juma Aiuba.

Aiuba, que morreu aos 40 anos, escrevia crónicas satíricas e através delas abordava assuntos da actualidade moçambicana, com uma mescla de humor. Seus textos terminavam sempre com “Co’licença”, que já era sua marca registada.

O seu trabalho mereceu a atenção especial do professor universitário e escritor Francelino Wilson, que publicou o artigo “Polémica e Humor: interfaces possíveis na crónica de Juma Aiuba”, publicado na Revista de Estudos do Discurso, editada pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal) e pela faculdade de Educação e de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil).

Até à data da sua morte, publicava suas sátiras na “Carta de Moçambique”, mas também colaborou com jornais como “Notícias”, “Savana”, “Diário da Zambézia”, “Autarca” e “Embondeiro”.

Nascido no distrito de Maganja da Costa, província da Zambézia, Juma era licenciado em jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA-UEM).

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O ÚNICO livro de poesias do falecido poeta Kalungano, conforme era conhecido Marcelino dos Santos, foi reeditado pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e prevê-se que seja lançado nos próximos dias.

A primeira edição da obra também foi chancelada por esta agremiação de que Kalungano foi membro-fundador e foi publicada em 1987.

Não se sabe ainda a data em que a nova versão do “Canto do Amor Natural” virá oficialmente a público, uma vez que a AEMO se encontra em quarentena, medida que visa evitar o alastramento da Covid-19 na instituição, depois de o escritor Aurélio Furdela ter testado positivo à doença.

Neste sentido, a obra de Marcelino dos Santos, que sai por ocasião do primeiro aniversário da sua morte, 11 de Fevereiro de 2020, será lançada quando a situação estiver controlada.  

Dos Santos nasceu na província de Nampula a 20 de Maio de 1929. Foi membro-fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), onde chegou a vice-presidente.

Também desempenhou a função de ministro da Planificação e Desenvolvimento e foi presidente da “Assembleia Popular” até 1994.

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A CERAMISTA moçambicana Reinata Sadimba está entre as mulheres africanas de carreira consolidada que farão parte de uma exposição colectiva no Museu de Arte Moderna de Paris, França.

A mostra, intitulada “O poder das minhas mãos – Áfricas: artistas mulheres”,aguarda o levantamento das restrições sanitárias para abrir ao público,sendo que nela as mulheres têm o dom da palavra e da expressão.

A exposição faz parte do programa “Temporada África 2020”, que também levou a Paris o fotógrafo moçambicano Mário Macilau.

Foi concebida pela curadora angolana Suzana Sousa e o Museu de Arte Moderna de Paris, Odile Burluraux.

Tem como principal foco a partilha de experiências quotidianas entre mulheres que farão parte da colectiva.

Tem como título “O poder das minhas mãos” por tentar trazer a ideia de trabalho manual.

A exposição exibe obras de pintura, cerâmicas, fotografias, vídeos e performancesqueremetem ao corpo, espiritualidade, memória, maternidade ou àfamília, temas universais contados pelas mãos de quem é largamente sub-representado nos museus do mundo inteiro.

A mostracontará com obras de Stacey Gillian Abe, Njideka Akunyili Crosby, Gabrielle Goliath, Kudzanai -Violet Hwami, Keyezua, Lebohang Kganye, Kapwani Kiwanga, Senzeni Marasela, Grace Ndiritu, Wura-Natasha Ogunji, Reinata Sadimba, Lerato  Shadi, Ana Silva, Buhlebezwe Siwani, Billie Zangewa e Portia Zvavahera. Ementrevista, Suzana Sousa leva-nos a descobrir as obras, as artistas, os temas e os questionamentos desta mostra que é, para ela, o primeiro projecto curatorial que realiza na França.

Reinata Sadimba nasceu em 1954,na aldeia de Nemu, província de Cabo Delgado, e é considerada uma das artistas mulheres mais influentes do continente africano.

Recebeu vários prémios e fez exposições países como África do Sul, Portugal, Tanzania, Bélgica, Suíça, Dinamarca e Itália.

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A MÚSICA é uma das artes escolhidas para combater a exploração de menores, que constitui uma das principais preocupações da Organização das Nações Unidas (ONU).

Neste contexto, a ONU declarou 2021 como “Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil” e encontra-se a promover um concurso musical para consciencializar as comunidades sobre a mesma matéria.

O certame é conduzido pela organização musical juvenil Global Jeunesses Musicales International (JML), em colaboração com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), sob a égide da Iniciativa Música Contra o Trabalho Infantil.

A campanha deverá proporcionar uma oportunidade de abordar os desafios colocados pela Covid-19 e acelerar o progresso em direcção à meta estabelecida de acabar com este mal em todas as suas formas até 2025.

No mesmo diapasão, será realizada, no próximo ano, na vizinha África do Sul, a V Conferência Global sobre Trabalho Infantil (VGC).

O concurso é abrangente e nele podem concorrer músicos de todos os géneros, desafiados a enviar uma música que inspire governos e partes interessadas a enveredar esforços para eliminar o trabalho infantil, que embora tenha diminuído em quase 40 porcento nas últimas duas décadas, a pandemia daCovid-19 ameaça reverter esse progresso.

A ONU indica que esta prática afecta a quase uma em cada dez crianças de todo o mundo.

Os artistas interessados podem entrar na competição nas categorias de base, global e algodão transparente, nomeadamente. 

A primeira, está virada para crianças/jovens, organizações, escolas, programas de educação não formal e crianças afectadas ou em risco de trabalho infantil e, neste sentido, as canções devem ser de esperança e que visam empoderar as comunidades e aumentar a consciencialização sobre este assunto (projectos que envolvam crianças e jovens e que podem ser em colaboração com músicos estabelecidos).

Já, a segunda categoria destina-se à orquestras, coros, conjuntos, bandas ou solistas, com títulos que inspirem esperança e uma vida melhor para as crianças que sofrem com este mal, conclamando os governos e todas as partes interessadas a agir.

Por sua vez, a categoria de algodão transparente foi desenhada para músicos de todas as formações, profissionais e amadores, de qualquer idade, de Burkina Faso, Mali, Paquistão ou Peru .

Neste ponto, as entradas devem ser canções destacando esteassunto no contexto do Projecto Algodão CLEAR da OIT, co-financiado pela União Europeia (UE) e que visa erradicaro trabalho infantil e forçado nas cadeias de valor do algodão, têxteis e confecções, nos países destacados.

Para serem consideradas para esta categoria, as músicas candidatas devem estar relacionadas ao projecto CLEAR Cotton e haverá um prémio concedido a um vencedor de cada um dos quatro países.

As inscrições serão revisadas pelo premiado compositor AR Rahman e outros artistas do mundo musical.

Os vencedores serão seleccionados por um painel de especialistas técnicos e musicais, com base, no que tange à “qualidade musical, relevância da mensagem, originalidade da música e inclusão de uma chamada à acção”. também serão laureados com o valor monetário de mil euros (mais de 90 mil meticais).

O prémio também compreende um patrocínio para a gravação de um videoclipe da música concorrente, com a oportunidade de a mesma fazer parte do evento mundial do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil em Junho de 2021.

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DESTROÇOS de um navio holandês, possivelmente do século XVII, foram sexta-feira encontrados na lagoa de Melides, na vila portuguesa de Grândola, e recolhidos para análise e identificação, revelou a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

De acordo com a DGPC, as fortes chuvadas ocorridas no início deste mês deixaram expostos, durante um breve período, os destroços de uma embarcação que se suspeita ser o Schoonhoven, um navio holandês que, segundo registos históricos, naufragou ao largo de Melides a 23 de Janeiro de 1626.

No local foi feito um registo tridimensional do destroço e colhida uma amostra de uma tábua de forro exterior da embarcação, que será estudada para validar a hipótese.

A investigação incluirá uma análise aos anéis de crescimento da madeira (dendrocronologia) dos destroços encontrados, o que permitirá saber a data de abate da árvore que deu origem à tábua, a sua espécie ou ainda o tipo de clima onde cresceu.

O achado arqueológico, só visível durante a maré-baixa, foi reenterrado pelas dinâmicas do estuário prestes também a desaparecer quando a lagoa fechar de novo, refere a DGPC.

Segundo a DGPC, outros destroços, possivelmente do mesmo navio, já tinham sido antes identificados por mergulhadores na lagoa de Melides, mas o fenómeno natural motivado pelas fortes chuvas durante a primeira metade de Fevereiro expôs durante um breve período de tempo o destroço ora identificado.

A investigação histórica realizada no âmbito do “Um Mergulho na História” permitiu identificar documentação no Arquivo Histórico Ultramarino e nos Arquivos Holandeses que regista a partida do Schoonhoven, o seu naufrágio em Melides e as diligências desenvolvidas por instituições locais no sentido de arrecadar os salvados arrojados à costa.

Segundo estes documentos, o navio partiu da ilha de Texel, nos Países Baixos, a 20 de Dezembro de 1625e, um jacht de 400 toneladas construído em 1619 pertencia à Companhia Holandesa das Índias Orientais, realizava a terceira viagem em direção à Ásia.

O percurso foi interrompido no início de 1626 pelo seu naufrágio na costa de Portugale o navio terá sido arrojado contra a costa, ou tentado abrigar-se em Melides numa última manobra desesperada.-(LUSA)

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