Director: Lázaro Manhiça

A ASSOCIAÇÃO dos Escritores Moçambicanos (AEMO), uma instituição fundada a 31 de Agosto de 1982, realiza hoje pelas 15 horas, um sarau de poesia e música para celebrar o seu 39º aniversário completado na última terça-feira.

O evento, intitulado “Show do Transeunte”, enquadra-se no âmbito do programa de actividades “No Gume da Palavra” e o destaque vai para os declamadores Sangare Okapi e Vânia Raquelina, a actriz e encenadora Lucrécia Paco e a vocalista da Banda Kakana, Yolanda Chicane.

O sarau estará aberto, como sugere o título, ao transeunte, isto é, a ideia é brindar com música e poesia a todos aqueles que passam pelas ruas que cruzam a Associação dos Escritores Moçambicanos. 

Segundo o secretário-geral da AEMO, Carlos Paradona, esta será também uma ocasião para reflectir sobre o percurso e o lugar das letras moçambicanas no mundo nos últimos anos.

O momento servirá também para celebrar os fundadores da AEMO, com destaque para Marcelino dos Santos e José Craveirinha. Este último, a razão especial está assente na celebração dos seus 100 anos, que se fosse vivo completaria no próximo ano.

Comments

O GABINETE de Conservação da Ilha de Moçambique (GACIM) está a trabalhar na reabilitação e conservação de um conjunto de casas danificadas na “Cidade de Macuti”, Ilha de Moçambique.

Aacção surge nos esforços de preservação desta parte que integra o conjunto classificado doespólio cultural tangível da Ilha de Moçambique, elevada em 1991, pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) à patrimónioda humanidade.

No arranque do projecto serãocompletamente intervencionadas dez casas numa acção financiada pelaComissão Alemã para a UNESCO, em parceria com a sua congénere canadianaatravésdo programa “SOSAFRICAN Heritage2021”.

Designado“Educação patrimonial e construção participativa na Cidade de Macuti-Ilha de Moçambique”,o projectoconta com o apoio da Comissão Nacional para a UNESCO-Moçambique (CNUM).

Está inclusauma sensibilização aos habitantes da “Cidade de Macuti” para que tenham consciência da importância artística, arquitectónica, patrimonial e cultural desta área habitacional de modo aprotegê-la com afinco.

Aacção deriva da constatação de que esta zona, composta por oito bairros, nos quais haviam cerca de 400 casas cobertas de macuti, está em acelerada mudança com a maior parte das casas a serem substituídas por chapas de zinco no lugar do macuti ou macarazi.

No lançamento ontem do projecto, Élia Bila, secretária-geral da CNUM, destacou o facto de Moçambique, enquanto membro da UNESCO, ter que criar condições para a salvaguarda deste património,assegurando a sua identificação, protecção, conservação,valorizaçãoe transmissão às gerações futuras.

Anotou que, a execução deste projecto na “Cidade de Macuti”, o histórico “pulmão”da Ilha de Moçambique,deve constituir motivo de orgulho “não só para todos nós, como para aqueles que sempre destacaram a necessidade de alinhamento entre a dimensão patrimonial material e a componente humana”, disse Élia Bila.

“Queremos acreditar que, mais do que a reabilitação de infra-estruturas patrimoniais-físicas da Cidade de Macuti, com esta iniciativa será também valorizado o Homem, com o desenvolvimento das suas habilidades e competências, na gestão do património presente no seu espaço e habitat”, comentou a secretária-geral da Comissão Nacional para a UNESCO-Moçambique.

De acordo com Adelina Dulce Tavares, secretária permanente da Ilha, nasce um sentimento de satisfação e esperança, pois apesar do reconhecimento do valor universal da Ilha, muitos desafios ainda se impõem na sua preservação.

Explicou que o Governo de Moçambique e da Ilha de Moçambique têm desencadeado vários esforços nestesentido.“É importante quesaibamos que a “Cidade de Macuti”faz parte do conjunto classificado património mundial e apresenta um rico património devido às suas características arquitectónicas típicas, onde os saberes locais e a primazia pelo uso dos materiais tradicionais são um importante atributo”, explicou.

Espera que a iniciativacontribua paramanutenção da integridade e autenticidade da cidade,onde todos são chamados adivulgar  mensagens de boas práticas nacomunidade.

Por seu turno, Cláudio Zunguene refere queprojecto foi elaborado pelo GACIM, por si dirigido, em coordenação com a Comissão Nacional para UNESCO Moçambique, e concorreram para 83 iniciativasde 33 países africanos que têm bens do património mundial, sendo que apenas dozeforam financiadose acandidatura levou dez dias.

“Aideia inicial era financiar apenas sete casas, mas conseguimos negociar para 10. Uma das coisas que eles procuraram saber é como as casas foram seleccionadas”, explicou, referindo que estafoia parte mais difícildevido à necessidade de convencer o financiador.

A primeira fase da iniciativa foi reunir com os proprietários das casas para assinarem uma declaração de compromisso eaceitar a intervenção nas suas residências.“A implementação com sucesso destainiciativaabrirá espaço para que mais casaspossam ser intervencionadas”, afirmou.

Acrescentou que Jano Paixão, antigo técnico do GACIM, eo arquitecto Reis Naquite,darãouma formação sobre aconservação dascasas.

Comments

CABO Verde é o país convidado de honra da 7.ª edição da Feira do Livro de Maputo que pelo segundo ano consecutivo, devido à pandemia do novo coronavírus, vai decorrer virtualmente entre 21 e 23 de Outubro.

Este elemento colocará as literaturas de língua portuguesa e castelhana em destaque, pois desde 2020, ano da migração para o virtual, a Feira do Livro de Maputo tem crescido e contribuído mais para o enriquecimento do mosaico cultural da capital.

Segundo o poeta e curador do evento, Amosse Mucavele, com Cabo Verde como país convidado de honra espera-se que o evento atinja 85 mil visualizações, sendo que uma alta individualidade cultural e intelectual cabo-verdiana, ainda por confirmar, dirigirá a conferência inaugural.

O momento será seguido pela mesa de abertura que contará com a presença de Bento Baloi, Germano Almeida, de Cabo Verde, Donato Ndongo, Guiné-Equatorial, Maria Valéria Rezende, Brasil, e Hélia Correia, Portugal, sob a moderação do jornalista português Manuel Halpern.

A presente edição coincide com a celebração dos 154 anos do nascimento do jornalista, escritor e poeta Eugénio Tavares (1867-1930), um dos mais importantes marcos da cultura cabo-verdiana, responsável pela valorização e utilização do crioulo na literaturae música. Tavares é por vezes referido como Camões de Cabo Verde.

Mucavele refere que o arquipélago assume o papel central no desenvolvimento das indústrias culturais e criativas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e do mundo, o que alarga o mercado, a mobilidade editorial, o intercâmbio cultural e atracção de investimentos sociais, económicos e culturais.

O país insular, avança o curador, construiu ao longo de anos pontes culturais que permitem maior circulação de produtos culturais com destaque para a música e literatura. Desempenha um papel crucial na realização de eventos internacionais.

Entre 2018 e 2020, continuou, quando o país insular assumiu a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), escolheu o lema de gestão comunitária “A Cultura. As Pessoas. Os Oceanos”.

Criou ainda eventos que visam a mobilização de todas as instituições artístico-culturais e dos artistas como forma de mobilizar a comunidade e estreitar os eixos da participação efectiva, livre circulação e fortalecimento identitário dos países membros.

Entretanto, a escritora cabo-verdiana Vera Duarte sentiu-se maravilhada ao perceber que Maputo decidiu homenagear o seu país, Cabo Verde, e refere que este será um momento oportuno para a troca de ideias entre Moçambique e Cabo Verde.“A homenagem reveste-se de um grande simbolismo, pois mostra que reina entre os dois países um espírito de irmandade”, comentou.

Duarte avançou que a feira, que também celebra a vida e obra de Ungulani Ba Ka Khosa, vai de acordo com a necessidade da pertinência de a literatura lusófona integrar o currículo escolar da CPLP.

Comments

AS obras do pintor moçambicano José Estêvão Manhiça vão estar patentes, a partir de amanhã, sexta-feira (02), em Macau, no âmbito da 13.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Denominada "Encontros diferentes", esta exposição vai ser a quarta da série "Policromias lusófonas", que visita vários domínios das artes plásticas de autores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, de acordo com o 'site' do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau).

As obras expostas "representam diferentes fases da vida artística do autor", que "rente do papel da convivência humana para o bem-estar da sociedade, busca também transmitir uma mensagem crítica e educativa que sirva de ensinamento às novas gerações", pode ler-se no 'site'.

Antes, passaram pela galeria do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, as obras plásticas de Ana Jacinto Nunes (Portugal), Eduardo Bentub (Cabo Verde) e Guilherme Carvalho (São Tomé e Príncipe).

Depois de Moçambique, segue-se a Guiné-Bissau com o pintor Ismael Hipólito Djata, entre 23 de Setembro e 10 de Outubro.

Os trabalhos de José Estevão Manhiça vão estar patentes até 19 deste mês, realizando-se ao mesmo tempo 'workshops' presenciais de danças (Tufo, Xigugo e Marrabenta) e de jogos tradicionais (Pindjonce, Neca e N'Txuvha), organizados pela Associação dos Amigos de Moçambique em Macau.

A 13.ª Semana Cultural do Fórum de Macau, em formato 'offline' e 'online', decorre até 31 de Dezembro.- LUSA

Comments

A BASE da Força Aérea Davis-Monthan, na cidade de Tucson, estado de Arizona, nos Estados Unidos, é o maior “cemitério” de aviões do mundo, com milhares de aeronaves reformadas.

Segundo o “Interesting Engineering”, a área, de 10,5 quilómetros quadrados, abriga quase quatro mil aeronaves e 13 veículos aeroespaciais da Força Aérea dos Estados Unidos, Exército, Guarda Costeira, Marinha, Corpo de Fuzileiros Navais e Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA).

Apesar de ser a casa de vários tipos de aviões, o grosso das aeronaves preservadas no Davis-Monthan pertence à aviação militar.

Para a fonte, Tucson foi o lugar escolhido pelas condições climáticas do Arizona. O calor seco e a baixa humidade fazem com que as aeronaves demorem mais tempo a enferrujar e a degradar-se, tornando-as menos susceptíveis à corrosão e facilitando a sua manutenção em condições de trabalho adequadas.

Acresce-se o facto de os desertos oferecerem uma grande quantidade de espaço por um preço acessível.

A geologia do deserto, diz a publicação, com o seu solo alcalino é também suficientemente dura para evitar com que as aeronaves se afundem no solo. Os aviões podem ser estacionados no deserto sem serem necessárias rampas de estacionamento dispendiosas.

O maior “cemitério” de aeronaves do mundo pode ser visitado através de uma excursão de autocarro, por causa das longas filas de aviões no calor do Arizona.

A publicação avançou que as companhias aéreas podem colocar os seus aviões reformados em museus de aviação ao ar livre, como é o caso do famoso Concorde, mas a maioria das aeronaves acaba em “cemitérios” depois de se reformarem.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction