O que se assiste na Rua do Bagamoyo (antiga Rua Araújo) é deveras vergonhoso para continuarmos a ter escolas a funcionarem neste corredor, situado na zona baixa da cidade de Maputo. Se no passado algo houve que justificou que as escolas nacionais de Dança e de Artes Visuais fossem postas a operar naquele corredor, hoje nada legitima que estas continuem ali. Quem não sabe que esta rua é um verdadeiro antro de prostituição e consumo de bebidas alcoólicas. Na antiga Rua Araújo, a prostituição, já praticada em plena luz do dia, contraria o que acontecia no passado, onde os trabalhadores do sexo apenas se dirigiam àquela zona e outras adjacentes cobertos pela noite e outras luzes de néon.

As “manas” estão ali 24 horas, a exercer a sua actividade num à vontade que perturba qualquer um que por ali passa e vê-se diante daquele inconveniente. Por isso achamos ser constrangedor para os estudantes que têm que se confrontar com a dura realidade de, diariamente, percorrer aquele local para ir à “Artes Visuais” ou à Escola de Dança.

Mais grave ainda é saber-se que a Escola Dança é frequentada por uma camada infantil que muito cedo começa a moldar o seu corpo para esta arte cénica.

Reiteramos o nosso respeito e consideração às demais instituições públicas e privadas, que funcionam na Rua do Bagamoyo, tal como os restaurantes e bares (limpos), que ali ficam abertos para o gáudio de muita gente, mas já não achamos sensato que crianças e jovens sejam expostos à vergonha de cruzar, todos os dias, com pessoas cuja vida está na contramão dos costumes socialmente definidos.

Arrepiante ainda é saber que estas duas unidades de formação encontram-se no “coração” da zona onde é praticada a prostituição.

Tudo o que justificou que estas duas escolas ali fossem parar está desenquadrado. Já não faz mais sentido. Daí ser urgente que estas sejam retiradas e deslocadas para outros lugares mais “frescos” e acolhedores. Até porque uma escola, enquanto instituição, assumidamente, reserva de moral, ética e bons costumes, o que, acreditamos, ali continua a ser ensinado. Mas só achamos que as instituições não estão nos lugares certos.

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Yolanda Chicane, vocalista da Banda Kakana, contrariou a tradição, que colocava apenas os homens a fazerem serenatas. Era uma forma de dizer que as mulheres também são capazes de fazer aquilo que se dizia ser somente tarefa de homens. Yolanda, que hoje é conhecida como Yolanda Kakana, pegou na guitarra e musicou uma serenata. Até porque há poesia e magia nas belas coisas que a mulher faz. Há serenatas. É nesse espírito de força que as mamanas usam a arte da dança para se expressar. Em “continência artística” para o Presidente da República, Filipe Nyusi, na visita que fez por estes dias à cidade de Maputo. Cantaram, dançaram e encantaram. E porque o cardápio da nossa rica cultura é vasto, opções não faltam. Daí que a capulana realça ainda mais a beleza destas, ou talvez seja o contrário, são as mulheres que tornam as capulanas belas (gozemos do beneficio da dúvida). E porque a sua força, entre nós, é uma certeza, as suas palavras subsidiam a gestão do país, que precisa de todos para prosseguir rumo ao progresso. Aqui está Ana Flávia Azinheira, Vice-Ministra da Juventude e Desportos, antiga jogadora de básquete e vencedora de inúmeros títulos pelos clubes por onde passou e pela Selecção Nacional, a conferenciar com o Chefe do Estado. Conhecedora da beleza, ela ainda desnuda-se numa pintura, não para perpetuar essa beleza, que só glorifica nas redes socais, não. Exalte-se a beleza do ser, exalte-se a sua pureza e a sua iniciativa criadora. Por isso, aqui, Silva Dunduro, Ministro da Cultura e Turismo, artista plástico de gema e profundo conhecedor da arte de pintar, num diálogo de pincéis e acrílicos com Lídia Mathe, mentora do projecto “Pintar-te Moçambique”. O Ministro ouve com atenção a explicação, que Lídia Mathe dá sobre o quadro “Semáforo”, feito pelas mãos de moçambicanos, e observa a obra ao detalhe. Afinal, a arte é aglutinadora e expressa sentimentos e emoções de toda uma nação, de todo um povo, diz ele a completar. Mas a força da mulher, como de qualquer outro humano, é baseada na educação, que se “bebe” em casa e na escola, que é a nossa machamba. E para ser risonho, o futuro precisa de ser regado hoje e amanhã. Todos os dias. Sempre.

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