A população da cidade de Inhambane, capital da província com o mesmo nome,  saiu à rua,sábado,para manifestar o seu repúdio aos ataques que continuam a ocorrer na província de Cabo Delgado desde Dezembro de 2017, perpetrados por grupos armados desconhecidos, e qure têm vindo a ceifar vidas.

Munidos de cartazes com mensagens de protesto, os manifestantes terminaram a sua marcha com um comício orientado pelo governador provincial, Daniel Chapo.
O governante saudou a iniciativa da população de Inhambane por ter organizado a marcha de repúdio contra os ataques em Cabo Delgado.
“Vimos o nosso Presidente, Filipe Jacinto Nyusi a trabalhar 24 sobre 24 horas durante cerca de cinco anos na busca da paz efectiva. Saiu de Maputo e foi até às matas de Gorongosa ao encontro do falecido líder Renamo. Esta ida é resultado dum grande valor que o nosso Presidente tem, que é a humildade”, disse, citado pela AIM.
Sublinhou que no mundo não se conhece um caso igual, em que um Presidente da República tenha abandonado o seu gabinete, sua casa e família para se deslocar a uma mata, onde permaneceu cerca de duas horas àespera do malogrado Afonso Dhlakama,para falar da paz.
“É um caso raro. Mas ele disse,na tomada de posse,no dia 15 de Janeiro de 2015, que iria fazer tudo que estivesse ao seu alcance para conseguir a paz. Na altura, nós talvez não tenhamos entendido”, vincou Chapo.
“Há uma fotografia emblemática em que ele está sentado num tronco. É importante que todos nós saibamos que naquele tronco ficou cerca de duas horas de tempo àespera de alguém que não sabia muito bem onde estava e que sabia que tinha homens armados, mas vimos um homem paciente, humilde e em nome do seu povo a arriscar a sua própria vida,”acrescentou.

Chapo lamenta o facto de continuarem os assassinatos de moçambicanos, perpetrados por desconhecidos, apesar dos esforços do Chefe doEstado.
“Queremos agradecer àpopulação da cidade de Inhambane por ter acordado hoje e ter dito não aos ataques aos nossos irmãos em Cabo Delgado. Por isso, está de parabéns a população da cidade de Inhambane”,disse.

 

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OSECTOR da Saúde está a reforçar as intervenções de prevenção da malária e doenças diarreicas, bem como investir na capacitação de pessoal e aprovisionamento de medicamentos para a época chuvosa que se avizinha. Leia mais

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Maisde 78.496 parcelas foram registadas nos últimos cinco anos na província de Maputo no quadro do programa Terra Segura, levado a cabo pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural. No quadro da iniciativa, foram certificadas dez comunidades dos distritos de Manhiça, Magude, Marracuene e Namaacha e concedidos 40.895 títulos de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT), na sua maioria por ocupação de boa-fé. Leia mais

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OS investimentos feitos pelo Governo nos últimos cinco anos no distrito costeiro de Mossuril, província de Nampula, estão a reflectir-se na melhoria das condições de vida das comunidades desta região do país.

Segundo apurou o “Notícias”, ao longo do quinquénio prestes a findar foram investidos mais de 68 milhões de meticais em vários projectos, com destaque para a construção de novas escolas, unidades sanitárias, fontes de água, estradas e outras iniciativas viradas para o desenvolvimento do distrito nos sectores do turismo e pesca.

O secretário permanente do distrito, Alfredo Machaeie, disse que, apesar da crise financeira que assolou o país, o Governo distrital conseguiu, com os poucos fundos disponíveis, materializar os projectos nas áreas prioritárias. A fonte anotou que isso só foi possível porque as autoridades administrativas adoptaram medidas de contenção de custos, com vista a assegurar o funcionamento dos serviços básicos.

E as estatísticas indicam que houve melhorias na produção agrícola, pois até 2015 o distrito alcançava anualmente uma produção de 170 mil toneladas de culturas diversas, cifra que subiu para 290 mil em 2019, o que permite garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias.

Com a extensão agrária, foram introduzidas novas técnicas de produção, facto que contribuiu para o aumento da produção e produtividade agrícola.

Por outro lado, o entrevistado destacou o facto de haver maior dinâmica nas trocas comerciais, o que confere à população maior poder de compra de produtos manufacturados.

No início do quinquénio, o abastecimento de água no distrito era descrito como crítico, porque existiam 260 fontanários com bombas manuais e sete pequenos sistemas, contra os actuais 326 furos e 14 sistemas, com uma taxa de cobertura estimada em 80 por cento.

Para garantir uma gestão correcta das infra-estruturas de abastecimento de água, foram constituídos comités integrando por membros das comunidades locais.

Os residentes de Mossuril mostram-se satisfeitos com a disponibilidade da água, tal como diz Fátima Assane, da localidade de Chocas-Mar, onde o recurso já está disponível todo o dia e não há dificuldades para o acesso.

Atija João, outra residente que concorda com Fátima Assane, incentivou o Governo distrital a trabalhar mais para oferecer este recurso a outras comunidades carenciadas.

Para Assane Ibraimo, gestor de um fontanário, a disponibilidade de água na sua zona faz com que as pessoas prefiram canalizá-la, facto que minimiza as longas filas nos fontanários.

No sector da Educação, o ganho vai para a entrada em funcionamento de duas escolas secundárias, nomeadamente no posto administrativo de Lunga e na localidade de Chocas-Mar, que há muito reclamavam estabelecimentos de ensino deste nível.

O “Notícias” soube que, por falta de uma escola secundária, os alunos de Lunga caminhavam mais de 40 quilómetros para a sede do distrito de Monapo, enquanto os de Chocas-Mar se deslocavam à sede do distrito de Mossuril, num percurso de 24 quilómetros de ida e volta”, disse.

Tais distâncias faziam com que muitos alunos abandonassem os estudos para se dedicar à pesca, agricultura e outras actividades domésticas, para além de incorrer nos casamentos prematuros, no caso das raparigas.

“A situação está já minimizada. As raparigas já discutem os seus direitos no acesso aos estudos, pois há equilíbrio de 50 por cento em relação aos rapazes. A mulher era colocada em posição de desvantagem por alegada incapacidade de evoluir nas escolas. A sensibilização ajudou a mudar a mentalidade dos próprios pais e encarregados de educação”, acrescentou.

O sector da Educação ficou mais capacitado com a entrada em funcionamento do Instituto Politécnico de Nacucha, que lecciona os cursos profissionalizantes de agricultura, construção civil, contabilidade, devendo, em breve, introduzir a aquacultura.

Qualidade de saúde melhorou

Por falta de fundos, não foi possível construir novas unidades sanitárias. Os poucos disponíveis foram usados na contratação de novos profissionais e treinamento dos antigos técnicos, com vista a melhorar a assistência aos pacientes.

Do plano do executivo distrital constava a construção de um centro de saúde na zona de Lunga, o qual não foi concretizado. Porém, foi possível construir uma maternidade e alocar parteiras para garantir a assistência às parturientes.

 Com a construção da maternidade, as mulheres grávidas deixaram de percorrer longas distâncias à procura de assistência, o que fazia com que, nalgumas situações, dessem à luz no caminho.

Chocas-Mar: o cartão-de-visita

A região de Chocas-Mar é o cartão-de-visita do distrito de Mossuril. Para complementar a atracção dos visitantes, a região tem um plano pormenor para permitir a expansão das infra-estruturas e evitar ocupações desordenadas.

Neste contexto, foram parcelados até ao momento mais de mil talhões para habitação.

No início do quinquénio, o distrito contava com 21 estâncias turísticas, mas com investimentos feitos no sector o número subiu para 41 estabelecimentos de restauração, alojamento e locais abertos para mergulho.

Com o pagamento das taxas, impostos e outras obrigações relacionadas com o exercício de actividades turísticas, são arrecadados para os cofres do Estado mais de dois milhões de meticais por ano. 

Os investimentos, tanto do Governo como de privados, permitiram criar entre 150 e 200 postos de trabalho por ano, priorizando a mão-de-obra local.

Dos projectos financiados e que empregam muita gente, destacam-se os ligados à produção de sisal, moringa, indústria de cosméticos e de produtos para a medicina tradicional, para além da fábrica de sal iodado.

Os produtores singulares de sal que antes disputavam os mercados da cidade de Nampula, Cuamba e outras regiões do país agora têm um comprador local. Neste contexto, o distrito incrementou a produção anual de sal das anteriores 15 mil toneladas para mais de 30 mil. Outro sector que mostra sinais de vitalidade é a pesca, cuja produção passou de cerca de mil toneladas anuais em 2015 para as actuais três mil.

A melhoria resulta da aquisição de artes de pesca e motores, o que permite o acesso ao alto-mar. A disponibilidade de energia de qualidade está a facilitar a conservação do pescado.

O distrito também está a produzir peixe em cativeiro, na perspectiva de reduzir a pressão sobre o mar, contando agora com 50 tanques piscícolas, contra 15 que existiam no início do quinquénio.

Nos últimos cinco anos, foi reforçado igualmente o sector de estradas, com a aquisição de equipamentos para a manutenção de estradas, para além de que as intervenções em algumas vias são feitas com a colaboração da população.

SÉRGIO FERNANDO

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O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, procedeu esta semana ao lançamento da primeira pedra para as obras de asfaltagem da estrada Naguema/Chocas-Mar, no distrito de Mossuril, província de Nampula, numa extensão de 35 quilómetros. Leia mais

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