Director: Lázaro Manhiça

O CICLONE tropical Eloise poderá atingir a costa moçambicana no próximo fim-de-semana, afectando as províncias de Sofala, Inhambane e Gaza.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) indica que a tempestade tropical moderada Eloise deverá evoluir para ciclone amanhã, ao entrar no canal de Moçambique.

Na manhã de ontem o sistema atingiu a categoria de tempestade severa sobre Madagáscar.  O INAM continua a monitorar o fenómeno e apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades competentes.

Entretanto, oInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) de Vilankulo acaba de activar o Comité Operativo de Emergência (COE) para responder a uma eventual manifestação do ciclone Eloise, segundo anunciou ontemo governo local.
Em comunicado o INAM apresenta projecções que indicam que a tempestade poderá evoluir até atingir o estágio de ciclone tropical no canal de Moçambique, podendo o epicentro atingir as províncias meridionais de Inhambane e Gaza, e a central de Sofala.
É na sequência desta ameaça que o COE, órgão criado para atender a eventos extremos ao nível do distrito de Vilankulo, reuniu na manhã de segunda-feira para orientar aos diversos sectores um desdobramento de esforços com vista a fazer face à probabilidade da ocorrência do fenómeno.
O órgão abordou, em encontro dirigido pelo administrador distrital, Edmundo Galiza Matos, “a necessidade de difusão de informações no seio das comunidades sobre os potenciais estragos que poderão ser causados pela tempestade”.
Na ocasião, responsáveis por sectores considerados fulcrais, como a saúde, educação e Polícia, apresentaram informações sobre o nível de prontidão.
Escolas com internatos poderão acolher potenciais vítimas da tempestade, em casos de necessidade, anunciou o director distrital da Educação, Florêncio Vilanculos.
Já o director distrital de Saúde, Arlindo Severiano, assegurou que o sector que dirige está pronto para responder a quaisquer emergências. A mesma garantia deu o comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), Carlos Nhaca.
Os centros operativos de emergência são usados em casos de calamidades. Muito recentemente, estes órgãos tiveram um papel fundamental na sequência da passagem, em finais de Dezembro, do ciclone Chalane, que abalou o Centro do país, região que já tinha sido fustigada pelo ciclone Idai, em 2019. Pelo menos sete pessoas morreram de um total de 73.500 afectadas.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

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Administrator: Cezerilo Matuce

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