PHC

Director: Lázaro Manhiça

A PRIMEIRA-Dama da República, Isaura Nyusi, insta o governo, organizações não-governamentais e a sociedade, em geral, a reflectirem sobre as piores formas de trabalho infantil em Moçambique, visando eliminar o impacto negativo na educação das crianças.
O trabalho infantil, na sua pior forma, é um fenómeno que afecta as crianças moçambicanas, manifestando-se principalmente no sector informal, no trabalho doméstico, nas machambas, na mineração artesanal, entre outras áreas, sob olhar das autoridades e da sociedade, em geral.
Em Moçambique mais de 1.2 milhão de crianças estão no sector laboral expostas a vários riscos. A situação é agravada pela condição sócio-económica das famílias que obriga os menores a ingressarem precocemente no mercado laboral para contribuírem na renda familiar.
“Falar da problemática do trabalho infantil é falar de uma triste realidade que afecta mais de um milhão de crianças moçambicanas. Submeter as crianças às piores formas de trabalho infantil é colocar em risco a sua saúde”, disse Isaura Nyusi, falando Sábado, em Maputo, na cerimónia de lançamento do Ano Internacional Para a Eliminação do Trabalho Infantil.
“É dever dos pais, encarregados de educação e da sociedade,em geral, proteger as crianças deste fenómeno”, acrescentou.
No evento, organizado pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social, em coordenação com parceiros estratégicos do sector, Isaura Nyusi disse ser urgente repensar em alguns aspectos culturais moçambicanos que valorizam o trabalho infantil como forma de formação de futuros homens e mulheres em detrimento de uma boa formação académica ou técnico profissional, onde poderiam adquirir habilidades para vida.
“Reconhecemos o papel importante da inclusão de crianças em actividades produtivas como forma de socialização e aprendizagem, mas isso não pode afectar o seu desenvolvimento físico e psicológico”, vincou.
De acordo com Isaura Nyusi, as piores formas de trabalho infantil são repugnantes quando privam a criança do pleno gozo dos seus direitos, e cruéis quando afectam a moralidade delas.
“Repudiamos todas as acções e práticas socioculturais que limitam as nossas crianças, que atentam contra a segurança e seu bem-estar, comprometendo o seu futuro”, anotou.
A fonte saudou as iniciativas do governo, concretamente do Ministério do Trabalho e Segurança Social, tendentes a promoção do trabalho digno.
Isaura Nyusi apontou, a título de exemplo e de forma orgulhosa, a aprovação, pelo Conselho de Ministros, da primeira lista dos trabalhos considerados perigosos para crianças e o respectivo plano de acção para o combate às piores formas de trabalho infantil.
(AIM)

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