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Categoria: Nacional
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DUAS pessoas morreram vítimas de ataques de crocodilos na albufeira de Massingir e mais de 47 hectares de culturas diversas foram devastadas por várias manadas de elefantes e hipopótamos durante este ano.

Uma das vítimas mortais foi atacada quando pescava e outra a lavar roupa na albufeira, explicou hoje Gracinda Carlos, directora do Serviço Distrital de ActividadesEconómicas (SDAE) de Massingir.

A fonte que falava na Praia de Bilene, durante uma reunião de reflexão sobre as estratégias de mitigação do conflito homem e fauna bravia.

Os elefantes e hipopótamos destruíram mais de 47 hectares de mandioca, abóbora e milho em diferentes pontos do distrito de Massingir, província de Gaza.

Registamos este ano a morte de dois cidadãos que foram atacados por crocodilo na albufeira de Massingir. Um foi surpreendido pelo animal quando estava a lavar a roupa, o outro estava a pescar, detalhou.

“Temos alguns desafios, dos quais a abertura de furos de água nas proximidades dos curais móveis montados ao longo das áreas de pastagem comunitária de modo a permitir que os animais não se desloquem para longe das comunidades para o abeberamento”, explicou Gracinda Carlos.

Na ocasião, a fonte disse que durante o período em análise foram também mortas 68 cabeças de gado bovino por hienas nas áreas de pastagem comunitária. Estas áreas pertencem as comunidades de Cubo, Canhane, Tihovene, Phanguene e Chinhangane.

Para fazer face a esta situação foi criado um comité, composto pelo governo, Parque Nacional do Limpopo (PNL), assim como as fazendas de bravio. Cada uma das entidades foi atribuída uma área de actuação para fazer a mitigação deste problema que preocupa, tanto as comunidades, bem como as autoridades governamentais. As intervenções destes órgãos incidem nas comunidades vizinhas.

Para o efeito, foram alocados vários kits constituídos por vuvuzelas, fita reflectora, fogos-de-artifício e cordas para as comunidades afugentarem os bravios.

De referir que o encontro de reflexão de Bilene junta vários quadros vindos de diferentes pontos do país, dentre membros do Governo e gestores das áreas de conservação, e é organizado pelo Fundo Mundial para a Natureza, no âmbito da implementação do projecto Khetha, em curso nas províncias de Maputo e Gaza.