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Categoria: Nacional
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O INSPECTOR-GERAL das Obras Públicas no Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Daniel Baloi, considerou quarta-feira, no distrito de Chókwè, que a fraca capacidade técnica dos empreiteiros tem concorrido para a má qualidade das obras demanutenção de rotina das estradas na província de Gaza.

Apontou que os empreiteiros respondem aos requisitos exigidos pelos concursos, mas apresentam enormes dificuldades para fazer o trabalho como deve ser.

Balói, que fazia o balanço da actividade de inspectivana manutenção de rotina de estradas nesta província, explicou que os empreiteiros têm falta de equipamento e técnicos qualificados para obras de estrada.

A Inspecção-Geral das Obras Públicas constatou ainda a existência de empreitadas abandonadas sem razão aparente, situação que preocupa o sector. Trata-se da manutenção de rotina dos troços Ndonga-Ndidiza, Mapapa-Maniquenique e Machaíla-Zinhane, que apesar de pagos não foram executados na integra.

A Inspecção avisou que será implacável com os empreiteiros desonestos, uma vez que estão a delapidar fundos públicos.

“Muitas vezes, os empreiteiros alegam falta de pagamentos, mas não é o caso. Não há falta de recursos, mas sim falta de capacidade técnica e financeira da parte deles”, disse Daniel Baloi.

Outra constatação tem a ver com o fraco desempenho da fiscalização contratada para as empreitadas de estrada.

“Não se justifica a ocorrência de problemas de má execução das obras, dos materiais usados, bem como na maneira como eles executam os trabalhos”, disse, ajuntando que os fiscais são contratados para verificar e assegurar que as empreitadas são executadas conforme o estabelecido nos contratos, com destaque para as regras, os procedimentos e as classificações técnicas.

Na ocasião, Daniel Baloi afirmou que a Administração Nacional de Estradas (ANE), na qualidade de dona das obras, deve supervisionar de modo a aferir o que de facto está a acontecer no terreno, e nãolamentar a má qualidade no fim.

Indicou que o ministério tem estado a tomarmedidasparaminimizar e eliminar grande parte das anomalias registadas.

Explicou que uma delas é oreforço da capacidade de fiscalização, apostando-se nos técnicos da ANE para complementar o trabalho realizado pelas empresas contratadas. Esta medida irá funcionar apenas para as obras de manutenção de rotina.

Anotou que, paralelamente, está sendoatacadoo problema da fraca capacidade técnica das empresas, tanto de consultoria como os empreiteiros.

“Temos notado, com alguma preocupação, que determinadas empresas pretendem ter alvarás de classes elevadas, quando na verdade não têm condições, facto que se reflecte na execução das obras”, precisou Daniel Baloi.

Refira-se que foram inspeccionados 12 projectos de manutenção de rotina das estradas em Gaza, das quais sete apresentaram problemas diversos.