Director: Lázaro Manhiça

QUATRO sistemas de regadio localizados no Vale do Zambeze, na província da Zambézia, serão reabilitados este ano, no quadro do Projecto de Agricultura Irrigada de Pequena Escala e Acesso ao Mercado (IRRIGA), com vista à produção intensiva de arroz.

Os quatro sistemas, cuja reabilitação está orçada em 732 milhões de meticais, estão localizados nos distritos de Nicoadala, Mopeia e Morrumbala, cobrindo uma área de 900 hectares. Trata-se de distritos com elevado potencial agro-ecológico para a produção de cereais, hortícolas e leguminosas.

De acordo com dados apurados pelo “Notícias” na quarta-feira, na cidade de Mocuba, no decorrer da primeira Reunião Provincial do Comité Técnico dos Regadios da Zambézia, as obras consistirão na reabilitação e construção de novos regadios, com vista a dar corpo ao projecto do Governo de incrementar a produção de arroz para alimentar as fábricas locais e reduzir a dependência do país neste cereal.

Depois da reabilitação dos sistemas de irrigação, a aposta do Governo é assegurar a sua sustentabilidade, conforme deu a conhecer o director provincial da Agricultura e Pescas, Fernando Namucua.

O que acontece, segundo explicou, é que,depois de o Governo financiar a reabilitação dos regadios,entrega-os à gestão das associações de produtores que, entretanto, não investem na sua manutenção, o que comprometea sustentabilidade e exploração efectiva dos sistemas na produção de comida para a satisfação das necessidades internas.

“É tempo de mudarmos esta abordagem. Para tal, neste projecto está prevista a capacitação da associação dos regantes para que ela compreenda o aspecto de pertença”, disse Fernando Namacua,indicando que o Governo está apenas a criar condições técnicas e institucionais para que os produtores produzam num contexto de menos dificuldades para alcançar os seus objectivos.

Paulo Brito, gestor do projecto IRRIGA,disse estaremprevistos, à luz deste projecto, a distribuição aos produtores de insumos agrícolas e transferência de tecnologias de produção. Explicou que os produtores serão treinados para melhorar o amanho da terra e serão distribuídos pesticidas com vista a elevar os níveis de produtividade agrária por hectare. Leia mais

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POUCO mais de 750 Km de estradas serão reabilitados e reconstruidos a partir deste mês na província da Zambézia, no contexto do Projecto Integrado de Desenvolvimento de Estradas Rurais financiadopelo Governo e pelo Banco Mundial num investimento de 3,4 mil milhões de meticais.

Os distritos contemplados com este investimento sãoos de Pebane, Mocubela, Maganja da Costa, Morrumbala, Lugela, Luabo e Chinde, todos localizados no vale do Zambeze, uma região com enorme potencial agro-turístico e pesqueiro invejável, entretanto, adormecido devido à falta de estrada sem condições. 

O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE), Jorge Govahica, disse ontem, em Pebane, no final de um trabalho de monitoria no sector de estradas na época chuvosa e ciclónica que os trabalhos de execução das obras estão na fase inicial. Explicou que os empreiteiros estão, neste momento, na fase de mobilização e execução de trabalhos preliminares, nomeadamente a destronca, limpeza, construção de acampamentos por forma a assegurar a sua presença na manutenção das estradas após a reabilitação e reconstrução.

Grande parte das estradas que serão intervencionadas são picadas e os trabalhos que agora iniciaram vão consistir em alargamento em mais sete metros, construção de uma nova base estabilizada, aquedutos e pontes onde for necessário. Esta actividade, segundo Govahica, será executada em dois anos a partir do próximo mês de Março e os empreiteiros terão de fazer a manutenção bienal após a reabilitação.

Segundo ainda Jorge Govahica, há outros dois projectos de reabilitação de estradas, nomeadamente do troço Quelimane/Nicoadala/Namacurra, com 70 quilómetros e manutenção de rotina de estradas. Para o caso da estrada Quelimane/Namacurra, a fonte afirmou que decorre a finalização do projecto de engenharia uma vez que é o próprio empreiteiro que vai conceber e executar a obra.

No ano passado iniciou o processo de libertação das zonas de protecção parcial e indemnização das famílias pelas benfeitorias abrangidas pelo traçado do projecto. Recorde-se que, as obras de Quelimane/Namacurra consistiram na ampliação da largura do troço para mais três metros e será de duas faixas.

Entretanto, as autoridades do sector preveem fazer a manutenção de rotina de quatro mil quilómetros de estradas este ano. O delegado da ANE diz que a província ainda não recebeu o orçamento para o efeito e indicou que,no ano passado, Zambézia recebeu 240 milhões meticais.

Maior parte da rede viária da província precisa de uma manutenção periódicapara conferir melhor segurança rodoviária.

Para construir uma estrada que resiste a fenómenos adversos como erosão, chuvas e outras intempéries cada quilómetro consome pelo menos 300 mil meticais.

A província da Zambézia conta com uma rede viária de 5100 quilómetros, dos quais, pouco mais de 650 são asfaltados.

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O MINISTRO da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, defendeu semana passada, em Gaza, que a agricultura familiar, que é base produtiva na cadeia de valor do sector do caju, não seja prejudicada pela sua industrialização.

O governante começou por recuar 40 anos na história da cadeia de valor da indústria do caju, considerando o país ter conhecido momentos altos e baixos, mas que, nos últimos cinco anos, registou-se um aumento da capacidade instalada de processamento, saindo-se de 56 mil para 108 mil toneladas. De acordo com o ministro, neste momento existem 17 indústrias no país, mas só 10 é que estão a funcionar, o que demonstra a existência de desafios.

Estimando em mais de 150 mil famílias, Celso Correia defende que a industrialização tenha de ocorrer porque traz emprego, tecnologia e valor acrescentado à produção, mas que não pode nem deve ser em detrimento do rendimento familiar.

“Esta é a equação que temos de conseguir fechar nos próximos tempos. No nosso ponto de partida está o rendimento da base produtiva, que é a agricultura familiar”, disse o ministro, lembrando que esta mesma base produtiva familiar, neste momento, é caracterizada por pequenas plantações, de cerca de um hectare e meio, não intensificada, com cerca de 70 cajueiros em cada plantação, sendo grande parte deles com um rendimento abaixo de 10 quilos por planta, o que, segundo ele, é muito pouco.

“O que o Governo está a fazer, neste momento, é a intensificação dapulverização dos cajueiros, esperando-se abranger mais de oito milhões de plantas. Ao mesmo tempo, estamos a fazer a renovação do cajual com novas mudas, que vão resultar em cerca de quatro milhões de cajueiros, tentando levar esta abordagem que a própria indústria está a trazer, de aumentar as áreas de produção e a rentabilidade, para poder aumentar o rendimento familiar”, disse o governante.

O ministro salienta ainda que a base da sustentabilidade de toda a cadeia deve ter como foco “tirar as famílias da pobreza”, sem descurar a componente competitiva.

“Quando abordamos as indústrias de outros países nossos concorrentes, vemos o nível de exploração da cadeia de valor e de aproveitamento de todo o caju, e nós também temos que caminhar para lá. Por isso, é necessário fazer-se a ponte, como temos vindo a fazer, com diálogo permanente com o sector industrial, mas com cautelas para não estarmos a distribuir recursos do erário em projectos não sustentáveis”, disse.

Celso Correia fez estes pronunciamentos no final da visita que efectuou à fábrica de processamento da castanha de caju da Macia (CONDOR ANACARDIUM), tendo, na ocasião, testemunhado a assinatura de um acordo de financiamento entre esta unidade industrial e o Banco Único, visando à redução da crise de liquidez que a indústria do caju tem vindo a enfrentar.

“Desafiámos o sector industrial, no final do ano passado, a apresentar projectos específicos neste sentido. A CONDOR foi a primeira que apresentou um projecto concreto e nós fomos céleres em colaborar com as instituições financeiras que apoiam”, disse o governante. Leia mais

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Está marcada para o próximo dia 25 de Fevereiro, na cidade de Pemba, a sessão de julgamento dos 12 cidadãos iranianos detidos em meados de Dezembro de 2019 ao largo da costa marítima de Cabo Delgado, numa embarcação que transportava mais de uma tonelada de heroína, segundo apurou o "Notícias" do tribunal judicial da província.

Segundo o porta-voz do Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado, Patrício Napatima, a  sessão de julgamento está dependente da identificação de um intérprete da língua persa ou farsi, falada no Irão, terra de origem daqueles cidadãos.

"O julgamento dos iranianos detidos em Pemba por tráfico de drogas foi marcado para dia 25, mas está condicionado à identificação de um intérprete, diligência em curso ao nível das instâncias superiores", frisou Napatima.

A detenção dos 12 cidadãos iranianos aconteceu a 14 de Dezembro de 2019 ao largo da costa de Cabo Delgado.Segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), quando os traficantes se aperceberam da presença das FDS incendiaram o barco e lançaram-se de seguida ao mar, tentativa de fuga que, entretanto, foi frustrada na ocasião.

Dias depois, as FDS apreenderam igualmente uma outra embarcação na zona de Maringanha, arredores da cidade de Pemba, com 13 cidadãos de nacionalidade estrangeira, que mais tarde se apurou tratar de paquistaneses com 431,8 quilogramas de droga, entre a qual heroína.

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O SECTOR da Agricultura e Pescas na província de Manica necessita de 52 milhões de meticais para recuperar 119.343 hectares de produção afectados pelos efeitos dos ciclones Chalane e Eloise.

Desta área, cerca de cinco mil hectares ficaram completamente perdidos, sendo o distrito de Gondola o mais afectado, segundo o director provincial da Agricultura e Pescas de Manica, Ernesto Lopes.

O responsável disse ainda que mais de 32 mil famílias viram as suas culturas perdidas, com maior destaque para o milho nos distritos de Gondola, Macate, Sussundenga e Chimoio, tidos como os mais afectados.

O director afirma que o projecto Sustenta tem estado a apoiar os pequenos agricultores nas regiões afectadas, facto que contribuiu para a redução dos anteriores 52 para 34 milhões de meticais.

Aliás, acções estão em curso visando mobilizar os 34 milhões de meticais de parceiros de cooperação. De acordo com Lopes, o valor será investido na aquisição de insumos agrícolas como sementes de milho, gergelim, soja, hortícolas, fertilizantes, entre outros, para potenciar os afectados a apostarem pela segunda época da sementeira.

Até então, o sector da Agricultura e Pescas já distribuiu quantidades não especificadas de sementes, com destaque para milho e feijão, “mas há regiões onde as vias de acesso ainda estão intransitáveis. Estamos de tudo fazendo para alcançar as referidas regiões”.

Segundo Lopes, foram afectados também 88 tanques piscícolas e o sector da Agricultura, através do Orçamento do Estado, acaba de adquirir 30 mil alevinos para o repovoamento dos tanques ora destruídos pelos fenómenos.

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