CALCULA-SE que 25 mil pessoas que vivem nas zonas agrícolas de Bebedo e Nhampoca, no distrito de Nhamatanda, incluindo uma parte da vizinha região de Gorongosa, em Sofala, estejam completamente isoladas de comunicação rodoviária, na sequência do aumento de caudal do rio Metuchira, que deixou submersa, ontem, uma ponte precária que liga as duas margens daquele curso de água.

Daquele número, pelo menos 6.383 habitantes distribuídos por 1.040 famílias camponesas vivem na margem da chamada empresa Prio Metuchira, segundo informações avançadas neste sentido ao princípio da tarde de ontem, em exclusivo ao nosso Jornal, na cidade da Beira, pelas autoridades administrativas locais.

Boavida Manuel, administrador de Nhamatanda, disse ainda que o fenómeno se deveu às intensas chuvas, que desde domingo se fazem sentir a montante do rio Metuchira, concretamente na província de Manica, sendo que para a circulação de pessoas e bens na região foram já mobilizadas sete canoas e um barco a motor fora de bordo da Cruz Vermelha de Moçambique (CVM).

A avaliar pelo intenso movimento na travessia de Metuchira, conforme sustentou a nossa fonte, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Sofala também mobilizou ainda ontem uma embarcação de maior capacidade para aquele zona. 

Ciclicamente, por essas alturas do ano, a ponte sobre o rio Metuchira fica submersa, sendo uma preocupação do Governo e não só ao nível local como provincial e central, particularmente na pessoa do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, que prometeu a construção de uma obra convencional.

O administrador de Nhamatanda afirmou que tal não aconteceu este devido à actual situação de crise financeira que adiou a concretização do empreendimento de 200 metros de comprimento, no período inicialmente previsto.

Contudo, o administrador Boavida Manuel assegurou à nossa Reportagem, que para evitar a perca de vidas humanas, neste momento crítico, o distrito de Nhamatanda já reactivou todos os 18 comités locais da gestão de riscos que estão devidamente equipados com equipamento de busca, salvação e acomodação das eventuais vítimas deste desastre natural nesta época chuvosa e ciclónica 2017-2018. Ainda na sequência de chuvas torrenciais acompanhadas de ventos fortes e trovoadas, três casas construídas na base de material localmente disponível foram destruídas também ontem na localidade administrativa de Lamego, em Nhamatanda, deixando seus moradores ao relento.

A situação mais grave registou-se durante os últimos quatro dias, na cidade da Beira, com uma precipitação acumulada de 299,2 milímetros, tendo provocado o alagamento de diversos bairros periféricos, infra-estruturas públicas e privadas, sobretudo vias de acesso, latrinas e poços tradicionais, perigando sobremaneira o meio ambiente.

Mesmo assim, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de chuvas para os próximos dias, como persistência da instabilidade atmosférica sobre as regiões centro e sul do país.

Prevê-se ainda a ocorrência de chuvas fortes em mais de 24 horas e 75 milímetros de precipitação, com rajadas de ventos que podem atingir 60 km por hora para os distritos de Búzi, Nhamatanda, Dondo, Muanza, Gorongosa, Maringué, Cheringoma, Chemba, Caia e cidade da Beira.

Face a esta situação de mau tempo, o sector alerta aos operadores marítimos e população em geral para tomar medidas de precaução devido aos perigos associados ao fenómeno.

Horácio João

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