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Categoria: Nacional
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QUINHENTAS setenta mil crianças das províncias da Zambézia e Nampula vão beneficiar, a partir deste ano, de um plano de resposta do governo e parceiros visando a redução da desnutrição crónica, um problema de saúde pública e responsável pelo baixo crescimento e fraco desempenho escolar.

O plano lançado sexta-feira pela Vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar, Luísa Meque, no município de Guruè, na província da Zambézia, faz parte da Estratégia de Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento para a Prevenção da Desnutrição no período 2017-2021 e do Plano Quinquenal do Governo.

Luísa Meque pediu o envolvimento de todos os segmentos da sociedade nesta campanha com vista a reduzir a desnutrição crónica e melhorar o estado nutricional das crianças.

Segundo a vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar, as províncias da Zambézia e Nampula foram priorizadas pelo facto de apresentarem as mais altas taxas de prevalência da desnutrição, situando-se em quarenta e um e cinquenta por cento, respectivamente.

A governante desafiou os governos provinciais, distritais e as comunidades a reduzirem a taxa de desnutrição crónica para metade, nos próximos cinco anos, aproveitando melhor o potencial agrícola existente, em particular nestas duas províncias.

Recomendou maior envolvimento dos sectores cruciais, como de Agricultura e Segurança Alimentar e Saúde, para ampliar os serviços nutricionais e de água, saneamento e higiene com particular ênfase na janela dos primeiros dois anos de vida da criança.

A dirigente pediu aos parceiros para estenderem o seu apoio a outras províncias do país, com vista a melhorar o estado nutricional das crianças e contribuir de forma signifitiva para o desenvolvimento do país.

O programa de resposta à desnutrição crónica está avaliado em mais de 29 milhões de euros, contribuição da União Europeia e do UNICEF.

A estratégia será implementada nos distritos Monapo, Nacala-a-Velha e Ribaué, na província de Nampula, Pebane, Molumbo, Gurué e Lugela na Zambézia.

Os distritos escolhidos variam em termos de tamanho, demografia, topografia, cobertura de serviços sociais e compromisso para enfrentar a desnutrição.

O representante do UNICEF, Marcoluigi Corsi, disse na ocasião que o programa vai contribuir para melhorar as intervenções de nutrição, água, saneamento e higiene para crianças menores de cinco anos. Afirmou na ocasião que metade das crianças em Moçambique sofre de desnutrição crónica.

Por seu turno o representante da União Europeia disse que a desnutrição crónica afecta mais de dois milhões de crianças na província da Zambézia, situação que pode comprometer o desenvolvimento social e económico se não forem encontradas respostas adequadas.

A União Europeia diz que o Estudo sobre o Custo da Fome mostrou que aproximadamente 62 mil milhões de meticais (US $ 1,7 mil milhões) foram perdidos em 2015 como resultado de desnutrição infantil, facto que impede as crianças de desenvolverem o seu pleno potencial.