O ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule, desafia o sector agrário a resolver os problemas que afectam a comercialização agrária e o acesso aos mercados, o processamento, a agro-industrialização, bem como identificar as formas de melhorar a qualidade dos produtos agrários para que continuem a responder às exigências dos mercados nacionais e internacionais.

O governante lançou este desafio ontem, em Maputo, na abertura oficial da Reunião do Comité de Coordenação do Sector Agrário.
Segundo o ministro, é expectativa do Governo que o sector tenha políticas agrárias que respondam aos principais desafios que o país enfrenta, com ênfase para as mudanças climáticas, que são cada vez mais frequentes, a prevalência de pragas e doenças, bem como a correcção das imperfeições da cadeia de valor.
“Neste contexto, cabe ao Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) o papel de promover auscultações a todos os níveis para garantir que estes instrumentos espelhem, de facto, o sentimento geral dos intervenientes no processo produtivo”, disse.
“Esta reunião acontece num momento particularmente importante, na medida em que está em curso a concepção da segunda geração do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA-2020-2029) e o respectivo instrumento de operacionalização: o Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA-2020-2024), instrumentos estruturantes que deverão definir as principais intervenções no sector agrário alinhadas com o ciclo de governação”, acrescentou.
O Comité de Coordenação do Sector Agrário é uma plataforma multissectorial de diálogo com os diferentes intervenientes da cadeia de valor, visando consensualizar os mecanismos de implementação de políticas e estratégias do Governo no sector.
“É um fórum criado em reconhecimento do facto de a agricultura ser um sector do qual depende o sustento de mais de 70 por cento da população economicamente activa e que envolve uma multiplicidade de actores, sendo, por isso, imprescindível a participação de todos na concepção de políticas públicas”, sublinhou De Marule.
Com efeito, segundo o ministro, este Comité pretende posicionar-se como um fórum aglutinador de pensamentos sobre como acelerar o desenvolvimento e a transformação da agricultura para que responda ao desiderato de produzir alimentos para o alcance da auto-suficiência, ao mesmo tempo que aumenta o volume das exportações e reduz as importações.
“É nosso entender que este processo é crucial para que as intervenções, os recursos disponíveis e alocados, tanto pelo sector público, como privado, sejam usados de forma criteriosa, equitativa e respondendo aos requisitos de complementaridade, evitando-se, desta forma, a duplicação de esforços e recursos nas mesmas regiões”, disse.
Convidou a todos os participantes do fórum a se expressarem de forma aberta e franca, tendo em conta a necessidade de produzir recomendações que permitam avançar com os planos traçados, em defesa dos interesses supremos do povo moçambicano, que muito espera.

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