Director: Júlio Manjate

O Governo e parceiros querem acelerar a reconstrução das perto de 290 mil casas destruídas em Março e Abril últimos pelos ciclones Idai e Kenneth, que atingiram sete províncias do Sul, Centro e Norte do país.

Neste âmbito, o Gabinete de Reconstrução pós-Ciclones reuniu-se ontem com representantes do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, das Nações Unidas e União Europeia, na qualidade de financiadores da operação, num encontro que se destinava a esboçar um plano de acção que viabilize o projecto. A preocupação, segundo dados partilhados na ocasião, está no facto de muitas de famílias afectadas estarem a reerguer suas habitações com a mesma precariedade de antes, e por vezes em zonas potencialmente de risco.

Francisco Pereira, director do Gabinete de Reconstrução, explica que o levantamento feito aponta para uma necessidade estimada entre 650 e 700 milhões de dólares norte-americanos para a componente de habitação, incluindo redes de água e saneamento e vias de acesso. No entanto, segundo a fonte, até ao momento só há promessas confirmadas, na ordem de 100 milhões de dólares.

O responsável disse que, contrariamente à fase de emergência e infra-estruturas como estradas e rede eléctrica, a reconstrução de casas, maioritariamente pertencentes a famílias de baixa renda, ainda não mereceu grande atenção dos financiadores.

Assim, segundo Pereira, os afectados pelo Idai em Sofala, Manica, Tete, Zambézia e norte de Inhambane, bem como as vítimas do Kenneth, nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, estão a reconstruir as suas habitações com meios próprios, sem garantia da necessária qualidade, uma situação que o Governo pretende evitar.

Sobre o assunto, o director residente do Banco Mundial em Moçambique, Mark Lundell, reconheceu que a falta de um arranjo institucional para a reconstrução pós-ciclones leva algumas famílias a reerguer-se sozinhas, acabando por recriar os mesmos riscos que no passado concorreram para a ocorrência do desastre.

Acrescentou que a sua instituição está esboçar um programa multissectorial de recuperação para as áreas afectadas pelo Idai e Kenneth. 

A União Europeia, por seu turno, exortou para que o país aproveite o momento pós-desastre, com vista a introduzir melhoria na qualidade das infra-estruturas, com destaque para as habitações.

Mesma posição foi defendida pelo vice-ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que abriu o encontro. Victor Tauacale apontou a reconstrução como forma “uma oportunidade de criarmos novas centralidades”, tendo em conta a vulnerabilidade da cidade da beira e zonas próximas.

Chamou atenção para que, fora os aspectos técnicos de reconstruir melhor e com resiliência, se tenha espírito de solidariedade e de respeito pelas vítimas que tudo perderam e esperam apoios, com vista a refazerem as suas habitações.

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