Director: Júlio Manjate

 

O administrador do distrito de Gondola, na província de Manica, Moguen Candieiro, apela à população para se manter vigilante e denunciar qualquer situação que constitua ameaça à paz, tal é o caso da circulação de homens armados que protagonizam ataques contra viaturas nas Estradas Nacional número 6 e 1.

Nas últimas semanas, a Estrada Nacional número 6 (EN6), concretamente na zona de Zimpinga, na província de Manica, foi palco de incursões armadas levadas a cabo por supostos guerrilheiros da Renamo.
Já na província de Sofala, os ataques a viaturas, desencadeados na EN1, próximo do Rio Púnguè, resultaram na perda de vidas humana e danos materiais avultados.
Candieiro lançou o apelo na última quinta-feira, em Gondola, no decurso da III sessão do Conselho de Coordenação do governo distrital, onde destacou a importância de a população se manter em permanente vigilância e denunciar qualquer movimento estranho que possa ocorrer nas comunidades.
“Não queremos mais guerra, porque retarda o desenvolvimento do país. Nos nossos locais de residência ou trabalho devemos ficar atentos e em contacto com as estruturas do bairro para denunciar qualquer situação que suspeitemos ser uma ameça à paz”, disse Moguen, no encontro com membros do governo distrital e outros convidados.
Acrescentou ser inconcebível que os moçambicanos continuem a viver num clima de insegurança, numa altura em que a palavra de ordem é o trabalho para gerar riqueza e combater a pobreza.
A palavra guerra, segundo Moguen Candieiro, deve ser apagada do “dicionário” dos moçambicanos por ser sinónimo de violência, instabilidade, morte, pobreza e luto.
“Não queremos ouvir mais falar da guerra porque significa destruição, pobreza, sangue e outro tipo de males que não contribuem para o crescimento dum país. O que queremos agora é só trabalhar para o nosso bem-estar”, acrescentou Candieiro, citado pela AIM.
Na ocasião, apelou ainda aos homens armados que ainda permanecem nas matas a se juntarem a outros moçambicanos com agenda de desenvolvimento, distanciando-se de qualquer acto violento como forma de reivindicar qualquer direito político.
“Esses que estão no mato e a protagonizarem ataques deviam, cada um, se reencontrar consigo mesmo e perceber que a guerra só traz sofrimento. Abandonem as matas para, com outros moçambicanos, trabalharem para o país. Não queremos mais ouvir o soar das armas”, exortou.
Moguen condenou, igualmente, os ataques protagonizados pelo grupo de insurgentes na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
“Mesmo aquilo que acontece em Cabo Delgado é de condenar porque faz atrasar o desenvolvimento de Moçambique. A economia do país baixa quando estamos perante homens armados, porque é uma ameaça à paz”, frisou.

 

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