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Categoria: Nacional
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A cobrança das taxas de portagem na Estrada Nacional Número Seis (EN6), que estabelece a ligação entre a cidade portuária da Beira e a vila fronteiriça de Machipanda, junto do vizinho Zimbabwe, arranca a 1 de Dezembro próximo.

O facto foi anunciado pelo Ministro das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, momentos após ter inaugurado o novo edifício da delegação provincial do Fundo de Estradas do Niassa, em Lichinga.
“Presentemente, nós apresentamos uma saída para a gestão e operação da EN6 e da Estrada Circular de Maputo. Esta iniciativa visa incluir o sector privado nas acções de manutenção, gestão e operação das estradas”, disse Machatine, citado ontem pela TVM.
O governante explicou que a EN6 é uma das estradas com maior tráfego a nivel nacional, mas, ao mesmo tempo, e associado a este elevado número de trafego está a sua degradação.
“Por isso, nós queremos, brevemente, depois da inauguração da estrada há cerca de duas semanas, iniciar com a cobrança das taxas de portagens. Esta cobrança irá ter o seu inicio a 1 de Dezembro deste ano”, revelou.
Com as cobranças, segundo o Ministro, pretende-se garantir a manutenção desta estrada e desonerar o Estado, no que diz respeito aos investimentos que tem feito no sector de estradas.
Aliás, Machatine, que não revelou a data do inicio de cobranças de taxas de portagem na Circular de Maputo, instou o Fundo de Estradas a se modernizar, procurando formas alternativas de financiamento das actividades de construção, reabilitação e manutenção de estradas no país.
É neste contexto que a instituição está a erguer novos edifícios para as delegações provinciais.
A concessão de gestão operação de estradas nacionais como a EN6 e a Circular de Maputo é uma das fontes alternativas encontradas,
“E para que o Fundo de Estradas esteja a altura de garantir este trabalho, ele tem de se modernizar, portanto, este edifício que acabamos de inaugurar é um dos muitos que ainda vamos inaugurar e enquadra-se nesta política de modernização que se pretende com o Fundo de Estradas”, afirmou.
Acrescentou que a modernização que pretende não é apenas sob ponto de vista de edifícios, mas também dos processos de cobrança das taxas de portagens.
Com cerca de 287 quilómetros de extensão, a EN6 esteve em obras de reabilitação e modernização desde Abril de 2015, numa empreitada confiada a um empreiteiro chinês, AFCC.
No âmbito desta intervenção, foram construídos três postos de portagem, dois dos quais na província de Sofala (Dondo e Nhamatanda) e o terceiro em Manica (Vanduzi).
Machatine não avançou, igualmente, os valores a serem cobrados nas portagens, ao longo da EN6.
Entretanto, a construção do novo edifício da delegação do Fundo de Estradas da província do Niassa custou cerca de 55 milhões de meticais.