Director: Lázaro Manhiça

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou ontem o reforço de operações no centro e norte do país para conter ataques armados, reiterando que Forças de Defesa e Segurança estão em “prontidão”.

“As Forças de Defesa e Segurança estão em permanente prontidão combativa e tem estado a incrementar várias acções operativas nalguns distritos do norte da província de Cabo Delgado, visando, repelir e combater os malfeitores”, lê-se num comunicado da PRM distribuído ontem à imprensa.

O documento, que não avança detalhes sobre as operações, indica ainda que as Forças de Defesa e Segurança reforçaram as patrulhas nas províncias de Manica e Sofala, uma medida que visa também combater ataques armados, que têm sido atribuídos a guerrilheiros da Renamo que permanecem na região.

“As Forças de Defesa têm-se desdobrado em várias frentes operacionais, em patrulhas ofensivas, visando prevenir e rechaçar quaisquer ataques armados”, acrescenta o documento.

Na região de Cabo Delgado têm-se sucedido ataques de grupos armados desde Outubro de 2017.

Pelo menos 300 pessoas já morreram em Cabo Delgado, segundo números oficiais e da população, e 60.000 residentes foram afectados, muitos obrigados a deslocar-se para outros locais em busca de segurança, segundo as Nações Unidas.

Por outro lado, nas províncias de Manica e Sofala, a situação de insegurança afecta dois dos principais corredores rodoviários do país, a EN1, que liga o Norte ao Sul do país, e a EN6, que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbabwe e restantes países do interior da África Austral.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem responsabilizado um grupo de guerrilheiros dissidentes da oposição, a autoproclamada Junta Militar da Renamo, pelos ataques.

As incursões acontecem num reduto da Renamo, onde os guerrilheiros se confrontaram com as forças de defesa e segurança moçambicanas e atingiram alvos civis até ao cessar-fogo de Dezembro de 2016.

Oficialmente, o partido afasta-se dos actuais incidentes e diz estar a cumprir as acções de desarmamento que constam do acordo de paz de 06 de Agosto deste ano, mas um grupo dissidente (considerado "desertor" pela Renamo) liderado por Mariano Nhongo permanece entrincheirado, reivindicando melhores condições de desmobilização

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