Director: Júlio Manjate

Dor e consternação marcam a missa de corpo presente do antigo Primeiro-Ministro, Mário Machungo, na capela da Igreja Anglicana São Cipriano, em Maputo, onde centenas de crentes, familiares, amigos e a população, em geral, prestaram a última homenagem ao malogrado, cujos restos mortais chegaram na manhã de hoje à capital do país, vindos de Lisboa, onde faleceu na passada segunda feira, vítima de doença.

Membros do Governo com destaque para o Ministro dos Combatentes, Carlos Siliya, representantes do partido Frelimo aos mais diversos níveis e uma numerosa presença de antigos colegas do finado, também juntaram-se a este ofício religioso que assinala o primeiro acto público das exéquias de Machungo.

Um grupo coral da igreja Anglicana emprestou um ambiente de muita solenidade ao acto, com cânticos de circunstância, numa capela que hoje foi muito pequena para acolher as centenas de pessoas que quiseram prestar a sua homenagem ao também combatente na clandestinidade da luta de libertação nacionaldesde 1962 enquanto estudante no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em Portugal.

Crentes anglicanos destacam dedicação de Machungo pela igreja

Os crentes da Paroquia São Cipriano de Chamanculo, em Maputo, enalteceram hoje a dedicação e preocupação do antigo Primeiro-Ministro, Mário Machungo, em acompanhar a vida da igreja mesmo nos momentos em que foi acometido pela doença que o levou até à morte, na passada segunda feira, em Portugal.

Na única mensagem lida no culto de corpo presente, realizado na capela daquela confissão religiosa, foi referido que o malogrado sempre destacou-se pela sua entrega a causa da fé e da sua igreja.

Quando jovem, e segundo a mensagem, o finado teve uma colaboração directa nos trabalhos da paróquia, onde chegou a ser Sacristão.

Foram ainda dirigidas palavras de conforto à família enlutada.

Crentes, familiares, amigos, antigos colegas, personalidades oficiais e políticas para além de centenas de cidadãos assistiram a missa de corpo presente, acto que marcou o primeiro acto público das exéquias de Mario Machungo.

O secretário-geral da Frelimo, Roque Silva e o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Balói, destacaram se entre as personalidades públicas presentes ao oficio religioso.

Deputados do parlamento, antigos colegas do malogrado no Banco Internacional de Moçambique, BIM, também juntaram-se ao momento.

Secretário da Frelimo em Maputo destaca feitos de Mário Machungo

O Primeiro-Secretário da Frelimo, na cidade do Maputo, Razaque Manhique, destacou hoje os feitos patrióticos do antigo Primeiro-Ministro moçambicano, Mário Machungo, elogiando o papel por si desempenhado na libertação do país e na fase de consolidação da independência nacional, onde o malogrado desempenhou vários cargos de relevo.

Falando a Rádio Moçambique, Manhique referiu se também a militância do finado ao nível do partido no poder, tendo manifestado ainda a sua solidariedade e da Frelimo a família enlutada

Os restos mortais do antigo Primeiro-Ministro, Mário Machungo, falecido na madrugada do dia 17 de Fevereiro corrente, em Lisboa, Portugal, chegaram à capital Maputo, hoje, sábado, estando neste momento a decorrer uma missa de corpo presente na capela da Igreja Anglicana Sao Cipriano, na capital, momento em que os crentes, amigos, familiares e a população em geral terão a oportunidade de prestar homenagem ao malogrado.
Terminada a missa, o corpo será levado de novo para a morgue do Hospital Central de Maputo para a sua conservação, até segunda-feira, dia do funeral.
O Ministro dos Combatentes, Carlos Siliya, explicou ontem a imprensa, que o funeral de Machungo será antecedido de velório, a ter lugar nos Paços do Conselho Municipal de Maputo, na Praça da Independência, uma cerimónia que conhecerá duas etapas.
“A primeira etapa do velório começa as 10:00 horas, devendo terminar as 11:30 horas e se destina ao público em geral. A partir das 12:00 horas começa a etapa oficial do velório e será marcado pela leitura de mensagens de amigos, pessoas que trabalharam com ele, incluindo antigos colegas no Millennium BIM, onde foi PCA (Presidente do Conselho de Administração), da família e, finalmente, o elogio fúnebre do Presidente da República”, explicou Siliya.
O velório termina as 14:00 horas, após o que a urna seguirá para o Cemitério de Lhanguene, em Maputo, onde os restos mortais repousarão, uma cerimonia a iniciar as 15:00 horas.
Para além do funeral oficial, o Governo proclamou um Luto Nacional em memória a Mário Machungo, a partir de 0.00 hora de domingo, dia 23 de Fevereiro, até às 24.00 horas de segunda-feira, 24 de Fevereiro, durante o qual a bandeira nacional será içada a meia haste em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique.

 

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