Director: Júlio Manjate

Sessenta e quatro indivíduos de nacionalidade etíope foram encontrados mortos, ontem, no interior de um contentor que era transportado num camião com chapa de inscrição ABR 548 MC, foi interpelado pela Polícia no Posto Administrativo de Zóbwè, distrito de Moatize, província de Tete.

Amélia David Direito, porta-voz do Serviço de Migração em Tete, explicou à nossa reportagem que o camião, pertencente à empresa New Speed, com escritórios na cidade de Tete, era proveniente do Malawi, tendo entrado para o país através da  fronteira de Calomuè, no distrito de Angónia, tendo como destino o distrito de Moatize.

“Quando o camião foi interpelado no posto de controlo, os agentes da Polícia ouviram vozes no interior do contentor, tendo obrigado o motorista a abrir. Foi então que se descobriram os 64 cadáveres e outros 14 indivíduos ainda vivos. Trata-se de um caso de migração clandestina”, explicou Amélia Direito.

Depois de uma triagem, os sobreviventes foram encaminhados ao centro provincial de quarentena da Direcção Provincial de Saúde, onde foram submetidos a testes do novo coronavírus, que acusaram negativo.

Os cadáveres foram removidos para Casa Mortuária do Hospital Provincial de Tete.

Segundo explicou, as pessoas eram transportadas num contentor sem ventilação e o camião foi interpelado após um percurso de cerca de 250 quilómetros, desde o posto de travessia de Calomuè, junto à fronteira com o Malawi, até à localidade de Mussacama, em Moatize. 

O motorista do camião, moçambicano identificado como Silva Alberto Nhone, de 30 anos de idade, e um acompanhante tratado como guia dos imigrantes ilegais e a respectiva viatura, já estão todos sob custódia policial.

De Janeiro a esta parte, foram interpelados no corredor de Tete três casos de transporte de imigrantes clandestinos provenientes do Malawi, sendo este o primeiro caso em que são encontrados cadáveres.

Entretanto, o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suaze, confirmou que este assunto foi objecto de análise na sessão de ontem daquele órgão. Segundo disse, o Governo já notificou a embaixada da Etiópia em Maputo para os necessários trâmites, sendo certo que houve violação de procedimentos de migração.

Entretanto, em contacto com as autoridades sanitárias de Tete a nossa reportagem apurou que os corpos das vítimas mortais serão enterrados em território nacional, uma vez que não há, na zona, condições para a conservação dos corpos.

Sobre os sobreviventes, sabe-se que serão repatriados para o Malawi, país a partir do qual entraram para Moçambique.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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